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30/09/2021

A trigonometria no triângulo retângulo é o estudo sobre os triângulos que possuem um ângulo interno de 90°, chamado de ângulo reto.

Lembre-se que a trigonometria é a ciência responsável pelas relações estabelecidas entre os triângulos. Eles são figuras geométricas planas compostas de três lados e três ângulos internos.

O triângulo chamado equilátero possui os lados com medidas iguais. O isósceles possui dois lados com medidas iguais. Já o escaleno tem os três lados com medidas diferentes.

No tocante aos ângulos dos triângulos, os ângulos internos maiores que 90° são chamados de obtusângulos. Já os ângulos internos menores que 90° são denominados de acutângulos.

Além disso, a soma dos ângulos internos de um triângulo será sempre 180°.

Composição do Triângulo Retângulo
O triângulo retângulo é formado:

Catetos: são os lados do triângulo que formam o ângulo reto. São classif**ados em: cateto adjacente e cateto oposto.
Hipotenusa: é o lado oposto ao ângulo reto, sendo considerado o maior lado do triângulo retângulo.
Trigonometria no Triângulo Retângulo

Segundo o Teorema de Pitágoras, a soma dos quadrado dos catetos de um triângulo retângulo é igual ao quadrado de sua hipotenusa:

h2 = ca2 + co2

Leia também:

Trigonometria
Ângulos
Triângulo Retângulo
Classif**ação dos Triângulos
Relações Trigonométricas do Triângulo Retângulo
As razões trigonométricas são as relações existentes entre os lados de um triângulo retângulo. As principais são o seno, o cosseno e a tangente.

seno

Lê-se cateto oposto sobre a hipotenusa.

cosseno

Lê-se cateto adjacente sobre a hipotenusa.

tangente

Lê-se cateto oposto sobre o cateto adjacente.

Trigonometria no Triângulo Retângulo

Círculo trigonométrico e as razões trigonométricas

O círculo trigonométrico é utilizado para auxiliar nas relações trigonométricas. Acima, podemos encontrar as principais razões, sendo que o eixo vertical corresponde ao seno e o eixo horizontal ao cosseno. Além delas, temos as razões inversas: secante, cossecante e cotangente.

secante

Lê-se um sobre o cosseno.

cosecante

Lê-se um sobre o seno.

Cotangente

Lê-se cosseno sobre o seno.

30/09/2021

A equação do segundo grau recebe esse nome porque é uma equação polinomial cujo termo de maior grau está elevado ao quadrado. Também chamada de equação quadrática, é representada por:

ax2 + bx + c = 0

Numa equação do 2º grau, o x é a incógnita e representa um valor desconhecido. Já as letras a, b e c são chamadas de coeficientes da equação.

Os coeficientes são números reais e o coeficiente a tem que ser diferente de zero, pois do contrário passa a ser uma equação do 1º grau.

Resolver uma equação de segundo Grau, signif**a buscar valores reais de x, que tornam a equação verdadeira. Esses valores são denominados raízes da equação.

Uma equação quadrática possui no máximo duas raízes reais.

Equações do 2º Grau Completas e Incompletas
As equações do 2º grau completas são aquelas que apresentam todos os coeficientes, ou seja a, b e c são diferentes de zero (a, b, c ≠ 0).

Por exemplo, a equação 5x2 + 2x + 2 = 0 é completa, pois todos os coeficientes são diferentes de zero (a = 5, b = 2 e c = 2).

Uma equação quadrática é incompleta quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0. Por exemplo, a equação 2x2 = 0 é incompleta, pois a = 2, b = 0 e c = 0

Exercícios Resolvidos
1) Determine os valores de x que tornam a equação 4x2 - 16 = 0 verdadeira.

Solução:

A equação dada é uma equação incompleta do 2º grau, com b = 0. Para equações deste tipo, podemos resolver, isolando o x. Assim:

4 x ao quadrado igual a 16 seta dupla para a direita x ao quadrado igual a 16 sobre 4 seta dupla para a direita x igual a índice radical espaço em branco de 4 seta dupla para a direita x igual a mais ou menos 2

Note que a raiz quadrada de 4 pode ser 2 e - 2, pois esses dois números elevados ao quadrado resultam em 4.

Assim, as raízes da equação 4x2 - 16 = 0 são x = - 2 e x = 2

2) Encontre o valor do x para que a área do retângulo abaixo seja igual a 2.

Equação do 2º grau exercício

Solução:

A área do retângulo é encontrada multiplicando-se a base pela altura. Assim, devemos multiplicar os valores dados e igualar a 2.

(x - 2) . (x - 1) = 2

Agora vamos multiplicar todos os termos:

x . x - 1 . x - 2 . x - 2 . (- 1) = 2
x2 - 1x - 2x + 2 = 2
x2 - 3x + 2 - 2 = 0
x2 - 3x = 0

Após resolver as multiplicações e simplif**ações, encontramos uma equação incompleta do segundo grau, com c = 0.

Esse tipo de equação pode ser resolvida através da fatoração, pois o x se repete em ambos os termos. Assim, iremos colocá-lo em evidência.

x . (x - 3) = 0

Para o produto ser igual a zero, ou x = 0 ou (x - 3) = 0. Contudo, substituindo x por zero, as medidas dos lados f**am negativas, portanto, esse valor não será resposta da questão.

Então, temos que o único resultado possível é (x - 3) = 0. Resolvendo essa equação:

x - 3 = 0
x = 3

Desta forma, o valor do x para que a área do retângulo seja igual a 2 é x = 3.

Fórmula de Bhaskara
Quando uma equação do segundo grau é completa, usamos a Fórmula de Bhaskara para encontrar as raízes da equação.

A fórmula é apresentada abaixo:

x igual a numerador menos b mais ou menos raiz quadrada de incremento sobre denominador 2. a fim da fração

Fórmula do Delta
Na fórmula de Bhaskara, aparece a letra grega Δ (delta), que é chamada de discriminante da equação, pois de acordo com o seu valor é possível saber qual o número de raízes que a equação terá.

Para calcular o delta usamos a seguinte fórmula:

incremento igual a b ao quadrado menos 4. a. c

Passo a Passo
Para resolver uma equação do 2º grau, usando a fórmula de Bhaskara, devemos seguir os seguintes passos:

1º Passo: Identif**ar os coeficientes a, b e c.

Nem sempre os termos da equação aparecem na mesma ordem, portanto, é importante saber identif**ar os coeficientes, independente da sequência em que estão.

O coeficiente a é o número que está junto com o x2, o b é o número que acompanha o x e o c é o termo independente, ou seja, o número que aparece sem o x.

2º Passo: Calcular o delta.

Para calcular as raízes é necessário conhecer o valor do delta. Para isso, substituímos as letras na fórmula pelos valores dos coeficientes.

Podemos, a partir do valor do delta, saber previamente o número de raízes que terá a equação do 2º grau. Ou seja, se o valor de Δ for maior que zero (Δ > 0), a equação terá duas raízes reais e distintas.

Se ao contrário, delta for menor que zero (Δ < 0), a equação não apresentará raízes reais e se for igual a zero (Δ = 0), a equação apresentará somente uma raiz.

3º Passo: Calcular as raízes.

Se o valor encontrado para delta for negativo, não precisa fazer mais nenhum cálculo e a resposta será que a equação não possui raízes reais.

Caso o valor do delta seja igual ou maior que zero, devemos substituir todas as letras pelos seus valores na fórmula de Bhaskara e calcular as raízes.

Fórmula de Bhaskara

Exercício Resolvido
Determine as raízes da equação 2x2 - 3x - 5 = 0

Solução:

Para resolver, primeiro devemos identif**ar os coeficientes, assim temos:
a = 2
b = - 3
c = - 5

Agora, podemos encontrar o valor do delta. Devemos tomar cuidado com as regras de sinais e lembrar que primeiro devemos resolver a potenciação e a multiplicação e depois a soma e a subtração.

Δ = (- 3)2 - 4 . (- 5) . 2 = 9 +40 = 49

Como o valor encontrado é positivo, encontraremos dois valores distintos para as raízes. Assim, devemos resolver a fórmula de Bhaskara duas vezes. Temos então:

x com 1 subscrito igual a numerador menos parêntese esquerdo menos 3 parêntese direito espaço mais raiz quadrada de 49 sobre denominador 2.2 fim da fração igual a numerador mais 3 mais 7 sobre denominador 4 fim da fração igual a 10 sobre 4 igual a 5 sobre 2

x com 2 subscrito igual a numerador menos parêntese esquerdo menos 3 parêntese direito espaço menos raiz quadrada de 49 sobre denominador 2.2 fim da fração igual a numerador mais 3 menos 7 sobre denominador 4 fim da fração igual a numerador menos 4 sobre denominador 4 fim da fração igual a menos 1

Assim, as raízes da equação 2x2 - 3x - 5 = 0 são x = 5/2 e x = - 1.

Sistema de Equações do 2º Grau
Quando queremos encontrar valores de duas incógnitas diferentes que satisfaçam simultaneamente duas equações, temos um sistema de equações.

As equações que formam o sistema podem ser do 1º grau e do 2º grau. Para resolver esse tipo de sistema podemos usar o método da substituição e o método da adição.

Exercício Resolvido
Resolva o sistema abaixo:

abre chaves atributos de tabela alinhamento de coluna left fim dos atributos linha com célula com 3 x ao quadrado menos espaço y espaço igual a espaço 5 fim da célula linha com célula com y espaço menos espaço 6 x espaço igual a espaço 4 fim da célula fim da tabela fecha

Solução:

Para resolver o sistema, podemos utilizar o método da adição. Neste método, somamos os termos semelhantes da 1ª equação com os da 2ª equação. Assim, reduzimos o sistema para uma só equação.

Error converting from MathML to accessible text.

Podemos ainda simplif**ar todos os termos da equação por 3 e o resultado será a equação x2 - 2x - 3 = 0. Resolvendo a equação, temos:

Δ = 4 - 4 . 1 . (- 3) = 4 + 12 = 16

x com 1 subscrito igual a numerador 2 espaço mais raiz quadrada de 16 sobre denominador 2 fim da fração igual a numerador 2 mais 4 sobre denominador 2 fim da fração igual a 6 sobre 2 igual a 3

x com 2 subscrito igual a numerador 2 menos raiz quadrada de 16 sobre denominador 2 fim da fração igual a numerador 2 menos 4 sobre denominador 2 fim da fração igual a numerador menos 2 sobre denominador 2 fim da fração igual a menos 1

Depois de encontrar os valores do x, não podemos esquecer que temos ainda de encontrar os valores de y que tornam o sistema verdadeiro.

Para isso, basta substituir os valores encontrados para o x, em uma das equações.

y1 - 6. 3 = 4
y1 = 4 + 18
y1 = 22

y2 - 6 . (-1) = 4
y2 + 6 = 4
y2 = - 2

Portanto, os valores que satisfazem ao sistema proposto são (3, 22) e (- 1, - 2)

Você também pode se interessar por Equação do Primeiro Grau.

Exercícios
Questão 1
Resolva a equação de segundo grau completa, utilizando a Fórmula de Bhaskara:

2 x2 + 7x + 5 = 0

Confira mais questões em Equação do 2º Grau - Exercícios

Questão 2
Resolva as equações incompletas do segundo grau:

a) 5x2 – x = 0

b) 2x2 – 2 = 0

c) 5x2 = 0

30/09/2021

A inequação é uma expressão matemática que possui variável e um sinal de desigualdade entre os seus termos. Os sinais de desigualdade são:

menor que ()

menor ou igual (≤)

maior ou igual (≥)

As inequações mais comuns são as do 1º grau e do 2º grau. Para cada uma delas, utilizamos um método de resolução. A fim de encontrar a solução de uma inequação, utilizamos técnicas parecidas com as utilizadas para encontrar soluções das equações, mas é necessário tomar alguns cuidados, por se tratar de uma desigualdade e não de uma igualdade. A diferença entre inequação e equação é que, nesta, há uma igualdade, e, naquela, uma desigualdade.

Leia também: Quais são as diferenças entre função e equação?

O que é inequação?
Símbolos de desigualdade.
Símbolos de desigualdade.
A inequação é uma expressão algébrica que possui um sinal de desigualdade entre os seus termos.

Exemplos:

2x – 5 > 4

x² + 2x + 2 ≤ -1

5x + 1 ≥ 4x – 3

x² – 4x < 0

Resolver inequações é encontrar o conjunto de soluções que faz com que a desigualdade seja verdadeira. Diferentemente de uma equação do 1º grau, por exemplo, que possui somente uma solução, a inequação do 1º grau pode ter infinitas soluções. Por isso, encontramos um conjunto de soluções e não apenas uma solução.

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Símbolos da inequação
Os símbolos que aparecem na expressão algébrica e fazem com que ela seja conhecida como uma inequação são os símbolos de desigualdade:

< → menor que

≤ → menor ou igual

> → maior que

≥ → maior ou igual

Veja também: Propriedades da desigualdade nas inequações

Tipos de inequação
Existem dois tipos principais de inequação, o que define o tipo de inequação e o que define o tipo de expressão algébrica que estamos resolvendo. Quando há um polinômio de grau 1, temos uma inequação do 1º grau, e quando há um polinômio de grau 2, temos uma inequação do 2º grau.

Inequação do 1º grau
As inequações do 1º grau são basicamente divididas nos casos a seguir:

ax + b > 0

ax + b ≥ 0

ax + b < 0

ax + b ≤ 0

Como resolver uma inequação do 1º grau
Em todos esses casos, o método de resolução é sempre o mesmo. Para encontrarmos o conjunto de soluções da inequação, isolaremos a variável.

Exemplo:

Encontre o conjunto de soluções da inequação 2x – 10 < 4.

Para encontrar a solução da inequação, vamos isolar a variável:

2x – 10 < 4
2x < 4 + 10
2x < 14
x < 14/2
x < 7

Perceba que a solução para essa inequação é qualquer valor que seja menor que 7.

S: {x∈ R | x < 7} (Lê-se: x pertence ao conjunto dos números reais, tal que x é menor que sete.)

Essa solução pode ser mostrada de forma geométrica:

Exemplo 2:

Encontre o conjunto de soluções da inequação 5x – 4 ≤ 8x + 2.

Para encontrar a solução da inequação, vamos isolar a variável:

5x – 9 ≤ 8x + 3
5x – 8x ≤ 9 + 3
-3x ≤ 12

Agora é necessário multiplicar por -1, mas é importante realizar a inversão da desigualdade, ou seja, a desigualdade era ≤ e f**ará ≥.

-3x ≤ 12 (-1)
3x ≥ -12
x ≥ -12/3
x ≥ -4

S: {x ∈ R | x ≥ -4}

Representando geometricamente:

Inequação do 2º grau
As inequações do 2º grau são basicamente divididas nos casos a seguir:

ax² + bx + c > 0

ax² + bx + c ≥ 0

ax² + bx + c < 0

ax² + bx + c ≤ 0

Como resolver uma inequação do 2º grau
Para encontrar o conjunto de soluções da inequação do 2º grau, vamos recorrer à fórmula de Bhaskara.

Exemplo 1:

Encontre o conjunto de soluções da inequação:

x² – 2x – 3 < 0

Vamos encontrar as raízes da equação quadrática.

a = 1

b = -2

c = -3

Δ = 4 – 4 · 1 · (-3) = 4 + 12 = 16

Agora, fazendo o estudo de sinais, sabemos que o gráfico da função quadrática é sempre uma parábola, e, nesse caso, com a concavidade para cima, pois a > 0. Representando o estudo de sinal, queremos os instantes em que a expressão algébrica tenha valores negativos.

Note que a parábola assume valores negativos entre -1 e 3, pois é o momento em que o gráfico está abaixo do eixo.

S: {x ∈ R | -1 ≤ x ≤ 3}

Exemplo 2:

Encontre o conjunto de soluções da inequação -2x² – x + 1 ≤ 0.

Vamos encontrar x1 e x2:

a = -2

b = -1

c = 1

Δ = b² – 4ac
Δ = (-1) ² – 4 · 1 · (-2)
Δ = 1 + 8
Δ = 9

Fazendo a representação geométrica e o estudo de sinal, nesse caso, temos uma parábola com a concavidade para baixo:

Note que a parábola está abaixo do eixo para valores anteriores a -2 ou superiores a 1, então, temos que:

S: {x ∈ R | x ≤ -2 ou x ≥ 1}

Veja também: Como resolver inequação modular?

Exercícios resolvidos
Questão 1 - (Uece) A idade de Paulo, em anos, é um número inteiro par que satisfaz a desigualdade x² – 32x + 252 < 0. O número que representa a idade de Paulo pertence ao conjunto:

A) {12, 13, 14}
B) {15, 16, 17}
C) {18, 19, 20}
D) {21, 22, 23}

Resolução

Alternativa B

Vamos encontrar as soluções inteiras dessa desigualdade. Para isso, encontraremos as raízes da equação x² – 32x + 252 = 0.

a = 1

b = -32

c = 252

Δ = b² – 4ac
Δ = (-32)² – 4 · 1 · 252
Δ = 1024 – 1008
Δ = 16

O conjunto de números inteiros entre 14 e 18 são os números {15, 16, 17}.

Questão 2 - As soluções reais da inequação a seguir é o conjunto:

2x² – 5x > 2x² +3x – 8

A) S: {x ∈ R | x > -4}
B) S: {x ∈ R | x > 8}
C) S: {x ∈ R | x < 4}
D) S: {x ∈ R | x < -4}
E) S: {x ∈ R | x > 2}

Resolução

Alternativa C

Vamos isolar a variável x na inequação:

2x² – 5x – 2x² + 3x > -8
-2x > -8 (-1)
2x < 8
x < 8/2
x < 4

30/09/2021

Para encontrarmos numa equação de 1º grau com duas incógnitas, por exemplo,
4x + 3y = 0, os valores de x e de y é preciso relacionar essa equação com outra ou outras com as mesmas incógnitas. Essa relação é chamada de sistema.

Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:

Para encontramos o par ordenado solução desse sistema é preciso utilizar dois métodos para a sua solução.
Esses dois métodos são: Substituição e Adição.

Método da substituição
Esse método consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja como:

Dado o sistema , enumeramos as equações.

Escolhemos a equação 1 e isolamos o x:

x + y = 20
x = 20 – y

Agora na equação 2 substituímos o valor de x = 20 – y.

3x + 4 y = 72
3 (20 – y) + 4y = 72
60-3y + 4y = 72
-3y + 4y = 72 – 60
y = 12

Descobrimos o valor de y, para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação
x = 20 – y.
x = 20 – y
x = 20 – 12
x = 8

Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)

Método da adição

Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.

Dado o sistema:

Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a primeira equação por – 3.

Agora, o sistema f**a assim:

Adicionando as duas equações:

- 3x – 3y = - 60
+ 3x + 4y = 72
y = 12

Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:

x + y = 20
x + 12 = 20
x = 20 – 12
x = 8

Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).

Se resolver um sistema utilizando qualquer um dois métodos o valor da solução será sempre o mesmo.

30/09/2021

Equação de 1º grau com duas incógnitas
As equações do 1º grau com duas incógnitas são representadas pela expressão ax + by = c, onde a e b são diferentes de 0 e c assume qualquer valor real.
Forma de calcular a equação de 1º grau com duas incógnitas
Forma de calcular a equação de 1º grau com duas incógnitas

Toda equação do 1º grau com uma incógnita é representada pela forma geral ax + b = c, com a, b e c pertencentes aos números reais, sendo a ≠ 0.

As equações do 1º grau com duas incógnitas são representadas pela expressão ax + by = c, com a ≠ 0, b ≠ 0 e c assumindo qualquer valor real. Nesse modelo de equação, os valores de x e y estão ligados através de uma relação de dependência. Observe exemplos de equações com duas incógnitas:

10x – 2y = 0
x – y = – 8
7x + y = 5
12x + 5y = – 10
50x – 6y = 32
8x + 11y = 12

Essa relação de dependência pode ser denominada de par ordenado (x, y) da equação, os valores de x dependem dos valores de y e vice versa. Atribuindo valores a qualquer uma das incógnitas descobrimos os valores correlacionados a elas. Por exemplo, na equação
3x + 7y = 5, vamos substituir o valor de y por 2:

3x + 7*2 = 5
3x + 14 = 5
3x = 5 – 14
3x = – 9
x = – 9 / 3
x = – 3
Temos que para y = 2, x = – 3, estabelecendo o par ordenado (–3, 2).

Exemplo 1

Dada a equação 4x – 3y = 11, encontre o valor de y, quando x assumir valor igual a 2.

x = 2
4*2 – 3y = 11
8 – 3y = 11
– 3y = 11 – 8
– 3y = 3 (multiplicar por – 1)
3y = – 3
y = – 3/3
y = – 1
Estabelecendo x = 2, temos y = – 1, constituindo o par ordenado (2, –1).

A determinação do par ordenado é de grande importância para a construção da reta representativa da equação do 1º grau no plano cartesiano. Esses conceitos são muito utilizados na elaboração de gráficos de funções, como na Geometria Analítica que relaciona os estudos algébricos com a Geometria, sendo de extrema importância para o cotidiano matemático.

30/09/2021

Teorema de Pitágoras

O Teorema de Pitágoras relaciona o comprimento dos lados do triângulo retângulo. Essa figura geométrica é formada por um ângulo interno de 90°, chamado de ângulo reto.

O enunciado desse teorema é:

"A soma dos quadrados de seus catetos corresponde ao quadrado de sua hipotenusa."

Fórmula do teorema de Pitágoras
Segundo o enunciado do Teorema de Pitágoras, a fórmula é representada da seguinte maneira:

a2 = b2 + c2

Sendo,

a: hipotenusa
b: cateto
c: cateto

Triângulo Retângulo

A hipotenusa é o maior lado de um triângulo retângulo e o lado oposto ao ângulo reto. Os outros dois lados são os catetos. O ângulo formado por esses dois lados tem medida igual a 90º (ângulo reto).

Identif**amos ainda os catetos, de acordo com um ângulo de referência. Ou seja, o cateto poderá ser chamado de cateto adjacente ou cateto oposto.

Quando o cateto está junto ao ângulo de referência, é chamado de adjacente, por outro lado, se está contrário a este ângulo, é chamado de oposto.

Hipotenusa e cateto oposto

Veja a seguir três exemplos de aplicações do teorema de Pitágoras para as relações métricas de um triângulo retângulo.

Exemplo 1: calcular a medida da hipotenusa

Se um triângulo retângulo apresenta 3 cm e 4 cm como medidas dos catetos, qual a hipotenusa desse triângulo?

reto a ao quadrado espaço igual a espaço reto b ao quadrado espaço mais reto c ao quadrado reto a ao quadrado espaço igual a espaço 4 ao quadrado espaço mais espaço 3 ao quadrado reto a ao quadrado espaço igual a 16 espaço mais espaço 9 reto a ao quadrado espaço igual a 25 reto a espaço igual a espaço raiz quadrada de 25 reto a espaço igual a espaço 5

Portanto, os lados do triângulo retângulo são 3 cm, 4 cm e 5 cm.

Exemplo 2: calcular a medida de um dos catetos

Determine a medida de um cateto que faz parte de um triângulo retângulo, cuja hipotenusa é 20 cm e o outro cateto mede 16 cm.

reto a ao quadrado espaço igual a espaço reto b ao quadrado espaço mais reto c ao quadrado espaço seta dupla para a direita reto b ao quadrado espaço igual a espaço reto a ao quadrado espaço menos espaço reto c ao quadrado reto b ao quadrado espaço igual a espaço 20 ao quadrado espaço menos espaço 16 ao quadrado reto b ao quadrado espaço igual a espaço 400 espaço menos espaço 256 reto b ao quadrado espaço igual a 144 reto b espaço igual a espaço raiz quadrada de 144 reto b espaço igual a espaço 12

Portanto, as medidas dos lados do triângulo retângulo são 12 cm, 16 cm e 20 cm.

Exemplo 3: comprovar se um triângulo é retângulo

Um triângulo apresenta os lados com medidas 5 cm, 12 cm e 13 cm. Como saber se é um triângulo retângulo?

Para provar que um triângulo retângulo é verdadeiro as medidas dos seus lados devem obedecer ao Teorema de Pitágoras.

reto a ao quadrado espaço igual a espaço reto b ao quadrado espaço mais espaço reto c ao quadrado 13 ao quadrado espaço igual a espaço 12 ao quadrado espaço mais espaço 5 ao quadrado 169 espaço igual a espaço 144 espaço mais espaço 25 169 espaço igual a 169

Como as medidas dadas satisfazem o teorema de Pitágoras, ou seja, o quadrado da hipotenusa é igual a soma do quadrado dos catetos, então podemos dizer que o triângulo é retângulo.

Leia também: Relações Métricas no Triângulo Retângulo

Triângulo Pitagórico
Quando as medidas dos lados de um triângulo retângulo são números inteiros positivos, o triângulo é chamado de triângulo pitagórico.

Neste caso, os catetos e a hipotenusa são denominados de “terno pitagórico” ou “trio pitagórico”. Para verif**ar se três números formam um trio pitagórico, usamos a relação a2 = b2 + c2.

O mais conhecido trio pitagórico é representado pelos números: 3, 4, 5. Sendo a hipotenusa igual a 5, o cateto maior igual a 4 e o cateto menor igual a 3.

Triângulo pitagórico

Observe que a área dos quadrados desenhados em cada lado do triângulo relacionam-se tal como o teorema de Pitágoras: a área do quadrado no lado maior corresponde à soma das áreas dos outros dois quadrados.

É interessante notar que, os múltiplos desses números também formam um terno pitagórico. Por exemplo, se multiplicarmos por 3 o trio 3, 4 e 5, obtemos os números 9, 12 e 15 que também formam um terno pitagórico.

Além do terno 3, 4 e 5, existe uma infinidade de outros ternos. Como exemplo, podemos citar:

5, 12 e 13
7, 24, 25
20, 21 e 29
12, 35 e 37
Leia também: Trigonometria no Triângulo Retângulo

Quem foi Pitágoras?
Segundo a história Pitágoras de Samos (570 a.C. - 495 a.C.) foi um filósofo e matemático grego que fundou a Escola Pitagórica, localizada no sul da Itália. Também chamada de Sociedade Pitagórica, incluía estudos de Matemática, Astronomia e Música.

Embora as relações métricas do triângulo retângulo já fossem conhecidas pelos babilônicos, que viveram muito antes de Pitágoras, acredita-se que a primeira demonstração que esse teorema se aplicava a qualquer triângulo retângulo tenha sido feita por Pitágoras.

O Teorema de Pitágoras é um dos teoremas mais conhecidos, importantes e utilizados na matemática. Ele é imprescindível na resolução de problemas da geometria analítica, geometria plana, geometria espacial e trigonometria.

Além do teorema, outras importantes contribuições da Sociedade Pitagórica para a Matemática foram:

Descoberta dos números irracionais;
Propriedades dos números inteiros;
MMC e MDC.
Leia também: Fórmulas de Matemática

Demonstrações do Teorema de Pitágoras
Existem diversas formas de provar o teorema de Pitágoras. Por exemplo, o livro The Pythagorean Proposition, publicado em 1927, apresentava 230 formas de demonstrá-lo e uma outra edição, lançada em 1940, aumentou para 370 demonstrações.

30/09/2021

Função
Atualizado em 8 julho 2021

Na Matemática, função corresponde a uma associação dos elementos de dois conjuntos, ou seja, a função indica como os elementos estão relacionados.

Por exemplo, uma função de A em B signif**a associar cada elemento pertencente ao conjunto A a um único elemento que compõe o conjunto B, sendo assim, um valor de A não pode estar ligado a dois valores de B.

definição de função

Notação para função: f: A → B (lê-se: f de A em B).

Representação das funções
Em uma função f: A → B o conjunto A é chamado de domínio (D) e o conjunto B recebe o nome de contradomínio (CD).

Um elemento de B relacionado a um elemento de A recebe o nome de imagem pela função. Agrupando todas as imagens de B temos um conjunto imagem, que é um subconjunto do controdomínio.

Exemplo: observe os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}, com a função que determina a relação entre os elementos f: A → B é x → 2x. Sendo assim, f(x) = 2x e cada x do conjunto A é transformado em 2x no conjunto B.

Representação de uma função

Note que o conjunto de A {1, 2, 3, 4} são as entradas, "multiplicar por 2" é a função e os valores de B {2, 4, 6, 8}, que se ligam aos elementos de A, são os valores de saída.

Portanto, para essa função:

O domínio é {1, 2, 3, 4}
O contradomínio é {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}
O conjunto imagem é {2, 4, 6, 8}
Tipos de funções
As funções recebem classif**ações de acordo com suas propriedades. Confira a seguir os principais tipos.

Função sobrejetora
Na função sobrejetora o contradomínio é igual ao conjunto imagem. Portanto, todo elemento de B é imagem de pelo menos um elemento de A.

Notação: f: A → B, ocorre a Im(f) = B

Exemplo:

exemplo de função sobrejetora

Para a função acima:

O domínio é {-4, -2, 2, 3}
O contradomínio é {12, 4, 6}
O conjunto imagem é {12, 4, 6}
Função injetora
Na função injetora todos os elementos de A possuem correspondentes distintos em B e nenhum dos elementos de A compartilham de uma mesma imagem em B. Entretanto, podem existir elementos em B que não estejam relacionados a nenhum elemento de A.

Exemplo:

exemplo de função injetora

Para a função acima:

O domínio é {0, 3, 5}
O contradomínio é {1, 2, 5, 8}
O conjunto imagem é {1, 5, 8}
Função bijetora
Na função biejtora os conjuntos apresentam o mesmo número de elementos relacionados. Essa função recebe esse nome por ser ao mesmo tempo injetora e sobrejetora.

Exemplo:

Exemplo de função bijetora

Para a função acima:

O domínio é {-1, 1, 2, 4}
O contradomínio é {2, 3, 5, 7}
O conjunto imagem é {2, 3, 5, 7}
Função inversa
A função inversa é um tipo de função bijetora, por isso é sobrejetora e injetora ao mesmo tempo.

Através desse tipo de função é possível criar novas funções ao inverter os elementos.

Função composta
A função composta é um tipo de função matemática que combina duas ou mais variáveis.

Duas funções, f e g, podem ser representadas como função composta por:

fog (x) = f(g(x))
gof (x) = g(f(x))

Função modular
A função modular associa elementos em módulos e seus números são sempre positivos.

reto f parêntese esquerdo reto x parêntese direito espaço igual a espaço linha vertical reto x linha vertical espaço igual a espaço chaveta esquerda atributos de tabela alinhamento de coluna left fim dos atributos linha com célula com reto x vírgula espaço para espaço reto x maior ou igual a 0 fim da célula linha com célula com menos reto x vírgula espaço para espaço reto x menor que 0 fim da célula fim da tabela

Função afim
A função afim, também chamada de função do 1º grau, apresenta uma taxa de crescimento e um termo constante.

f(x) = ax + b

a: coeficiente angular
b: coeficiente linear

Função linear
A função linear é um caso particular da função afim, sendo definida como f(x) = ax.

Quando o valor do coeficiente (a) que acompanha o x da função for igual a 1, a função linear é uma função identidade.

Função quadrática
A função quadrática é também chamada de função do 2º grau.

f(x) = ax2+ bx + c, sendo a ≠ 0

a, b e c: coeficientes da função polinomial de grau 2.

Função logarítmica
A função logarítmica de base a é representada por f(x) = loga x, sendo a real positivo e a ≠ 1.

Ao invertermos a função logarítmica passamos a ter uma função exponencial.

Função exponencial
A função exponencial apresenta uma variável no expoente e a base é sempre maior que zero e diferente de um.

f(x) = ax, sendo a > 0 e a ≠ 0

Função polinomial
A função polinomial é definida por expressões polinomiais.

f(x) = an . xn + an – 1 . xn – 1 + ...+a2 . x2 + a1 . x + a0

an, an-1, ... , a2, a1, a0: números complexos
n: número inteiro
x: variável complexa

Funções trigonométricas
As funções trigonométricas estão relacionadas com as voltas no ciclo trigonométrico, como:

Função Seno: f(x) = sen x
Função Cosseno:f(x) = cos x
Função Tangente: f(x) = tg x

Gráfico de uma função
A maneira como um elemento y se relaciona com um elemento x é expressa por meio de um gráfico, que nos dá a ideia do comportamento da função.

Cada ponto no gráfico é dado por um par ordenado de x e y, onde x é o valor de entrada e y é o resultado da relação definida pela função, ou seja, x → função → y.

Exemplo de gráfico

Para construir um gráfico, cada elemento x da função deve ser inserido no eixo horizontal (abcissas) e os elementos y são posicionados no eixo vertical (ordenadas).

Confira alguns exemplos de gráficos de funções.

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