04/06/2026
Na minha avaliação, muitos agricultores enfrentam dificuldades não por falta de esforço, mas por erros de planeamento e gestão que reduzem a produtividade e os lucros. Entre os principais erros estão:
Não fazer análise do solo – Muitos produtores cultivam sem conhecer a fertilidade, o pH e as necessidades nutricionais do terreno, o que leva a baixos rendimentos e desperdício de fertilizantes.
Escolher culturas sem estudo de mercado – Produzem aquilo que todos estão a produzir, provocando excesso de oferta e queda dos preços na época da colheita.
Falta de planeamento do escoamento – Produzem sem garantir compradores, transporte ou locais de armazenamento, resultando em perdas significativas.
Ignorar o calendário agrícola – Atrasos na preparação da terra, sementeira ou colheita comprometem a produtividade.
Má gestão da água – Dependência exclusiva das chuvas ou sistemas de irrigação inadequados aumentam os riscos de perdas.
Utilização incorreta de fertilizantes e pesticidas – Aplicações sem orientação técnica podem prejudicar a cultura, o solo e o ambiente.
Falta de registo financeiro – Muitos agricultores não controlam custos, receitas e lucros, dificultando a avaliação real do negócio.
Pouca diversificação da produção – Apostar numa única cultura aumenta os riscos diante de pragas, secas ou oscilações de preços.
Descuido com pragas e doenças – A falta de monitorização e prevenção permite que os problemas se espalhem rapidamente.
Não procurar assistência técnica – Alguns agricultores baseiam-se apenas na experiência tradicional e deixam de aproveitar técnicas modernas que poderiam aumentar a produtividade.
Armazenamento inadequado – Perdas pós-colheita devido a falta de silos, armazéns ou condições adequadas de conservação.
Falta de associativismo – Trabalhar isoladamente dificulta o acesso a crédito, equipamentos, insumos e mercados mais vantajosos.
Em Angola, um dos erros mais frequentes é produzir sem planeamento comercial.