26/07/2025
A PARALISAÇÃO DOS TAXIS CONTINUA......FICA EM CASA"
Uma onda de revolta percorre as ruas de Luanda e outras províncias do país, não apenas por causa do aumento do combustível, mas também pelo que muitos chamam de "traição de gabinete".
Por: Redação - TV BRAVO Informar Angola
O presidente da ANATA, Francisco Paciente, está no centro de uma tempestade de acusações, após supostamente negociar com o Governo para desmobilizar a greve nacional dos taxistas marcada para os dias 28, 29 e 30 de Julho.
A paralisação, convocada por várias cooperativas do sector, visava protestar contra o agravamento dos preços do gasóleo e a falta de diálogo institucional com os representantes do sector informal. Mas, ao que tudo indica, alguém puxou o travão de mão… nos bastidores.
🗣️ “O presidente está de férias, mas estranhamente também está calado. Essa ausência diz mais do que qualquer comunicado”, disparou um dos coordenadores da greve, sob anonimato.
De acordo com relatos obtidos por esta redação, Francisco Paciente teria mantido encontros não públicos com entidades governamentais, tendo recebido alegadas promessas de facilidades logísticas e apoios institucionais em troca, manter os taxistas "na linha".
A ANATA, oficialmente, declara apoio à greve. Contudo, fontes internas apontam que a direção foi dividida e que parte da liderança se demarcou da iniciativa, abrindo brechas para a interpretação de que o silêncio foi comprado.
Enquanto isso, o povo paga a conta. Os aumentos no combustível estão a sufocar os operadores de táxi, que denunciam ainda a retirada de paragens sem aviso prévio, perseguição policial e multas arbitrárias.
🗣️“Falam de paz e ordem, mas o que estão a impor é o medo e a fome. E agora, até os nossos líderes se vendem por gasolina”, lamentou indignado um taxista na paragem do São Paulo.
Até ao momento, o presidente da ANATA não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. Contactado por esta equipa, limitou-se a responder: “Sem comentários, estou a g***r férias.”
Para muitos, a resposta só confirma o que já se suspeita: a greve não foi cancelada foi silenciada com um aperto de mãos nos corredores do poder.