19/04/2022
A VIDA É UM LÁPIS
É possível; sorrir depois de chorar, depois da dor se apoderar do seu “eu” e as lagrimas serem derramadas como consequência disso. É possível dançar feito louco depois de se quebrar, se fundir com a música e gingar sem intenção nenhuma de parar. É possível ver claramente; ver a vida lá fora, a esperança pairando em cada amanhecer, ver o seu novo “eu” querendo viver e ser feliz mesmo depois de se cegar por amor para um suposto amor que não trouxe felicidade nenhuma além de ecos e vazios. É possível ouvir; uma verdade depois de ouvir incontáveis mentiras, um “sim” depois de um “não”. É possível chorar de emoção depois de chorar por desilusão. – Edson, continue estou lendo. Sabes! A vida é um lápis – Um lápis que mesmo quebrando ao meio realiza o seu propósito, um lápis que foi afiado depois de perder a ponta. Um lápis cujo o dono conhece o seu verdadeiro valor e tem em sua consciência que o lápis não deixou de ser lápis por se quebrar ao meio; invés disso, se tornam dois lápis quebrados e é possível afiá-los e usá-los. Entenda que – Você ainda tem vida se não está morto, as lágrimas que você derramou não quebraram a tua essência de sorrir, há um resisto de vida em ti ainda que tenhas manifestado vontade de cometer suicídio, e é possível vivê-la. Não acabou porque você se quebrou, acaba quando você dá o último suspiro, quando você se desconecta da vida, mas em vida ainda é possível se reinventar.
Autor Fernando Kiama (Edson Brasill)