23/03/2019
FUTEBOL
Angola no CAN pela oitava vez
Por« Zerao
A selecção Nacional de futebol garantiu a sua oitava presença em fases finais do Campeonato Africano das Nações (CAN), depois da estreia em 1996, sob batuta do falecido luso-caboverdiano Carlos Alhinho.
O passe para a cimeira do futebol africano aconteceu ontem noite, em Francistown, após vitória sobre o Botswana, por 1-0, no jogo derradeiro do grupo I.
Um feito grande para um país que tem vindo a subir gradualmente no futebol africano, quer a nível de clubes, quer a nível de selecções. O facto do 1º de Agosto atingir as meias-finais na liga dos clubes campeões em 2018 e o Petro de Luanda chegar à fase de grupos na Taça da Confederação, 12 anos depois, mostram o corolário dessa subida de rendimento.
A primeira participação numa fase final de um CAN foi em 1996 na África do Sul. Nesse ano, Angola ficou em último no grupo A, com um ponto, tendo perdido com Egipto (1-2) e África do Sul (0-1) e empatado com os Camarões (3-3).
Já no Burkina Faso, em 1998, Angola foi terceira no seu grupo (C), com dois pontos, atrás da Costa do Marfim, da África do Sul e a frente da Namíbia. Nesta edição, os Palancas Negras empataram com a África do Sul (0-0), Namíbia (3-3) e perderam com a Cote d’Ivoire, por 2-5.
Depois desta presença, o combinado nacional teve um revés, com a selecção nacional a falhar as três edições seguintes (Gana/Nigéria2000, Mali2002 e Tunísia2004).
Após “travessia no deserto” e fruto de muito trabalho e dedicação, a selecção marca o seu regresso à maior competição futebolística do continente berço da humanidade, com o angolano Oliveira Gonçalves a comandar o “barco”.
O ano 2006 é de memória indelével para os angolanos, porque, além de assinalar a volta ao CAN, os Palancas Negras qualificaram-se pela primeira vez a num Mundial de futebol (Alemanha).
Neste regresso, Angola terminou em terceiro no grupo B, com quatro pontos, prova decorrida no Egipto. Perdeu com os Camarões, por 1-3, empatou com a RDC a zero e venceu o Togo, por 3-2, a sua primeira vitória numa fase final.
Em 2008, no Gana, os Palancas Negras passam, pela primeira vez, da fase de grupos, ao ficarem em segundo no grupo D, com cinco pontos, os mesmos da Tunísia, em primeiro. Nesta prova, Angola começou por empatar com a África do Sul, a um golo, venceu o Senegal, por 3-1, e empatou com a Tunísia, a zero.
Nos quartos-de-final, a formação angolana foi eliminada pelos egípcios, por 2-1.
Em 2010, prova que o país acolheu, Angola voltou a atingir os quartos-de-final, ao terminar na primeira posição do grupo A, com cinco pontos. Começou por empatar com o Mali a quatro golos, naquele jogo inesquecível, quando os Palancas Negras deixaram-se empatar após estarem em vantagem de 4-0, a dez minutos do fim.
Depois venceram o Malawi, por 2-0, e empataram com a Argélia a zero. Na fase seguinte foram afastados pelo Gana, por 1-0.
Em 2012, na Guiné Equatorial e Gabão, a selecção nacional não passou da fase de grupos (B), ao terminar na terceira posição, com quatro pontos. Venceu o Burkina Faso, por 2-1, empatou com o Sudão a dois golos, e perdeu com a Cote d’Ivoire, por 2-0.
Já em 2013, na África do Sul, Angola ficou em último do grupo (A), com um ponto. Perdeu com os com anfitriões (2-0), empatou com Marrocos e perdeu com Cabo Verde (2-1).
Depois de falhar as duas últimas edições, em 2015, na Guiné Equatorial, e 2017, no Gabão, Angola garantiu a sua oitava presença, prova a decorrer no Egipto, de 21 de Junho a 19 de Julho.