09/10/2026
Dizem que contra factos não há argumentos 🤷🏽♂️
📍ANGOLA TEM DINHEIRO. O PROBLEMA É COMO O DINHEIRO É GERIDO | Se no seu bairro não há escola, se a estrada está esburacada, se o hospital não tem medicamentos ou se o seu filho vai à escola de barriga vazia, olhe para estes números e pergunte: quais são, afinal, as prioridades de quem governa?
Segundo os dados apresentados da Conta Geral do Estado de 2025, a Presidência da República tinha 43 mil milhões de kwanzas previstos, mas executou 276,5 mil milhões. São 233,5 mil milhões acima do previsto, um aumento de 543%.
A CIPRA passou de 1,5 para 10 mil milhões de kwanzas.
E há despesas sem dotação inicial nas rubricas apresentadas: 9,575 mil milhões para as cimeiras EUA-África, 3,658 mil milhões para a cimeira União Africana-União Europeia e 457,5 milhões para a participação de Angola na ONU. Juntas, estas três despesas representam 13,690 mil milhões de kwanzas.
Não se questiona a importância da diplomacia. Questiona-se a gestão, a justificação das despesas e os benefícios concretos que chegam às populações.
Entretanto, a Educação, com 691,5 mil milhões previstos, apresenta uma execução de apenas 112,3 mil milhões, cerca de 16,2%. O Governo tem a obrigação de explicar esta diferença.
O que tem a Presidência de tão extraordinário para gastar mais de seis vezes o valor inicialmente previsto? Que resultados justificam estes encargos? E quantas escolas, salas de aula, professores e refeições escolares poderiam ser financiados com uma melhor definição de prioridades?
Depois dizem que Angola não tem dinheiro! O dinheiro existe, mas cada kwanza gasto sem transparência, planeamento e resultados é uma oportunidade perdida para o povo.
A alternativa é governar com rigor: respeitar o orçamento, justificar publicamente as alterações, fiscalizar os contratos e colocar a educação, a saúde, a água, as estradas e o emprego no centro das decisões.
Os que dizem que sabem governar, vejam como tratam o nosso dinheiro. Chamam a isso experiência governativa? Angola precisa de uma experiência que melhore a vida dos angolanos, não de despesas que os cidadãos têm de aceitar sem explicações.
Num governo da UNITA, o compromisso deve ser inequívoco: orçamento disciplinado, despesas extraordinárias transparentes, fiscalização independente e investimento orientado para a vida das pessoas. Mais escolas equipadas, professores valorizados, hospitais abastecidos, estradas transitáveis e merenda escolar para as crianças.