02/05/2026
Como contabilistas, estudantes de contabilidade e assistentes de contabilidade, é fundamental saber ler correctamente os números, pois uma leitura errada pode levar a distorções da informação, comprometendo a sua fiabilidade.
Para padronizar a interpretação dos grandes números, cada país adopta um sistema de numeração conhecido como a Nomenclatura dos Grandes Números. Angola não é excepção e tem a sua forma própria de ler os números segundo o Decreto Presidencial 7/19 de 12 de Julho.
A leitura dos grandes números segue duas escalas distintas: Escala Curta e Escala Longa.
Escala Longa vs. Escala Curta
Em países como Angola, Portugal, Moçambique, França e outros países lusófonos e europeus, a leitura segue a Escala Longa, que funciona assim:
Mil, Milhão, Mil milhões, Bilião (e não "bilhão"), Mil biliões, Trilião, Mil triliões, e assim por diante.
Na Escala Longa, antes de cada nova designação (milhão, bilião, trilião), é necessário passar por "mil".
A Escala Curta
Já a Escala Curta, usada em países como o Brasil, Reino Unido e EUA, simplifica a sequência, eliminando o "mil" entre cada nova designação :
Mil, Milhão, Bilhão(e não bilião), Trilhão, Quatrilhão.
Ou seja, na Escala Curta, logo após os milhões vem os bilhões, sem passar pelos "mil milhões".
Comparação entre as escalas
O "bilhão" da Escala Curta equivale ao "mil milhões" da Escala Longa.
Portanto, 7 000 000 000,00
👉🏾 Escala Longa (Angola e outros países): 7 mil milhões
👉🏾 Escala Curta (Brasil, EUA): 7 bilhões
Já 7 000 000 000 000,00
👉🏾 Na Escala Longa: 7 biliões
👉🏾 Na Escala Curta: 7 trilhões
Conclusão
Angola usa a Escala Longa, por isso, a leitura correcta é 7 mil milhões de Kwanzas e não 7 bilhões.
É fundamental seguir a escala oficial do país para garantir que a informação financeira seja interpretada correctamente.
Att. 1: A nível internacional, a Escala Curta é a mais utilizada, especialmente por influência dos EUA e do sistema financeiro global.
Att. 2: Na Lusofonia, apenas o Brasil usa a escala curta e as expressões “bilhão, bilhões, trilhões”. Angola, Portugal e outros países lusófonos usam a escala Longa e as expressões “bilião, biliões e triliões”
Por: Edmilson Teta✍🏾
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