19/12/2019
a culpa não é da cultura organizacional
Quando uma organização enfrenta grandes dificuldades, a prescrição costuma ser tentar consertar a cultura. Foi o que muitos aconselharam a General Motors (GM) após a crise de recall em 2014, desde então, a CEO Mary Barra tem apostado na criação de “um ambiente propício” para promover a responsabilidade e evitar futuros problemas. Especialistas de todos os lugares indicaram a mesma saída quando veio à tona que o U.S. Department of Veterans Affairs (VA), considerado por investigadores federais um órgão extremamente burocrático, deixava veteranos na fila de espera durante meses, mesmo em casos críticos de saúde. A reforma na cultura foi sugerida também como solução para controlar o uso excessivo da força nos departamentos de polícia, comportamentos antiéticos em bancos e todo tipo de dificuldade organizacional que se possa imaginar. Todos os olhos costumam se voltar para o clima organizacional como a causa e como a cura.
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