07/11/2023
PARALISIA
O que fazer quando não conseguimos fazer ..
As vezes pra não dizer quase sempre, os impulsos de longe nos governam!!
São momentos em que parece que entramos num lupping infinito de culpa/ dor/ raiva /indignação que desemboca numa espécie de exaustão emocional e física.
Depois que o ápice vai baixando vem uma espécie de torpor que invade a alma e deságua no corpo…
Já compreendemos que existe uma condição bioquímica do nosso cérebro em repetir determinados padrões que, desde a infância ainda tenra, fomos vivenciando e absorvendo.
Contudo o ser adulto seria (ou era esperado) que desse conta de refazer esses sistemas, inserir uma nova bioquímica no cérebro capaz de não somente compreender ,como reeditar toda aquela vivência daquela época.
Mas não raro nos pegamos quais crianças birrentas apegada ao dulçor de pirulitos adocicados e chocolates saborosos ,que é a provável causa de nos conectarmos ainda com situações de auto flagelo e sofrimento emocional ,provavelmente ainda olhamos pra isso como aqueles doce sabores da infância e não conseguimos nos distanciar dos mesmos. Sim há Ligeiro prazer Neste sofrimento todo .
Porque nos permitimos tanto sofrimento?
Porque nos colocamos em situações tão desgastantes assim?
Porque temos um certo “prazer “ em continuar vivendo nessas condições?
Me parece que perguntar os porquês não é o caminho mais rápido para sairmos e respirarmos aliviados, então podemos nos perguntar: “os comos “e os por “onde” !
Como eu faço para me proteger de tanto sofrimento?
Por onde eu começo a me colocar em situações diferentes das que estou vivendo?
Como eu desenvolvo prazer em outras situações que não as que eu estou vivendo agora?
me parece que a resposta do auto cuidado e do auto amor e autoestima é sempre uma resposta mais amorosa gentil com nós mesmos!
Então talvez você possa começar hoje trazendo um pouco mais de prazer no seu dia, nem que seja o prazer de uma caminhada lenta,
o prazer de um café saboroso em um lugar tranquilo ,
Um banho demorado sob uma água bem morna e agradável,
aquele bate-papo adiado há tempos com aquela pessoa que você não vê com frequência, ouvir aquela playlist que te traz conforto emocional ou um belo sorvete na volta do trabalho.
Fazer algo que te tire da sua ruminação mental, desse auto flagelo e da sensação infinita de que não conseguirá sair nunca dessa situação degradante!
Mas acima de tudo talvez possamos trabalhar melhor o auto perdão, auto aceitação …
inclusive dos nossos impulsos viciados na nossa bioquímica desenvolvido ao longo da nossa história, por que ela também faz parte de nós !
Perdoar a sua história,
perdoar àqueles que te ajudaram a construir a sua história,
perdoar a si mesmo acima de tudo,
me parece ser na prática a dose exata do remédio que precisamos !
Por Janaína Eduarda Vieira