17/06/2026
Ser uma mãe suficientemente boa!!
Isso faz mais sentido que tentar ser uma mãe perfeita.
Esse conceito foi desenvolvido por Winnicott, pediatra e psicanalista, e continua extremamente atual.
Ele observou que crianças não precisam de mães perfeitas. Não precisam de alguém que acerte sempre, esteja disponível o tempo todo ou nunca cometa erros.
Precisam de uma mãe que esteja presente, que procure compreender suas necessidades, que ofereça cuidado, proteção e afeto de forma consistente.
Ao longo do desenvolvimento, inclusive, pequenas falhas e frustrações fazem parte de um processo saudável. É assim que a criança vai construindo recursos para lidar com a realidade, desenvolver autonomia e fortalecer sua capacidade emocional.
Gosto muito desse conceito porque ele nos lembra que a maternidade não precisa ser vivida como uma busca incessante por perfeição.
A perfeição gera culpa, exaustão e sensação constante de insuficiência.
Já a ideia de ser suficientemente boa traz algo mais humano, mais possível e, talvez, até mais saudável para mães e filhos.
No final das contas, o que uma criança mais precisa não é de uma mãe perfeita.
É de uma mãe presente, real e emocionalmente disponível.
O que você acha que tem sido mais difícil para as mães de hoje: lidar com os desafios da maternidade ou lidar com a cobrança de ter que fazer tudo perfeitamente?