16/07/2026
Em fevereiro de 1996, o Plano Real tinha pouco mais de um ano e o brasileiro começava, finalmente, a acreditar que a moeda poderia ser estável. Mas estabilidade monetária não significa ausência de desequilíbrios estruturais.
De lá para cá, os preços no Brasil multiplicaram absurdamente, mesmo depois da estabilização da moeda. No mesmo período, economias como Estados Unidos, Europa e Japão conviveram com uma inflação acumulada muito menor.
Ou seja: o Plano Real estabilizou a moeda, mas não eliminou o custo estrutural de empreender no Brasil. Em 2026, o quadro segue desafiador: IPCA projetado acima da meta, Selic em 14,25% ao ano, crédito caro, margens comprimidas, carga tributária elevada e um Estado que arrecada cada vez mais, mas continua gastando mal.
Esse é o ponto central: não é o setor produtivo que atrasa o Brasil. Quem gera emprego, investe, vende, assume risco, inova e paga imposto está sustentando a economia real. O que trava o país é uma máquina pública grande demais, cara demais e pouco eficiente.
Ainda assim, o mercado não para. Boas empresas continuam nascendo. Bons produtos continuam vendendo. Oportunidades continuam aparecendo para quem sabe ler o cenário com frieza e agir com método.
Nesse ambiente, vence menos quem depende de motivação e mais quem tem planejamento: caixa protegido, estrutura tributária bem desenhada, margem sob controle, risco precificado e estratégia clara de growth.
Empreender no Brasil é wild. Mas, mesmo em períodos instáveis, sempre existe espaço para quem escolhe avançar. Clique no link da bio do e faça parte do maior ecossistema para empresários do Brasil.