19/04/2026
Nascido em Natal, começou no esporte como nadador. Só aos 12 anos teve o primeiro contato com o basquete, por influência do tio, em Brasília. Dois anos depois, já com 2,04m, estava em São Paulo treinando no Palmeiras.
O que veio depois é difícil de comparar.
Foram 29 anos de carreira profissional, um dos maiores tempos já registrados no esporte de alto nível. Jogou até os 45 anos, passando por clubes no Brasil e na Itália, e acumulou 49.973 pontos ao longo da carreira.
Por décadas, foi o maior pontuador da história do basquete mundial.
Sem jogar na NBA.
E isso não foi falta de oportunidade.
Em 1984, foi draftado pelo New Jersey Nets. Recusou.
Em 1990, recebeu nova proposta. Recusou de novo.
O motivo era simples e raro: jogar na NBA significava abrir mão da seleção brasileira. E Oscar não negociava isso.
Disputou cinco Olimpíadas consecutivas (1980–1996) e se tornou o maior pontuador da história olímpica, com 1.093 pontos. Em Seul 1988, teve média de 42,3 pontos por jogo, um número que até hoje parece fora de escala.
Em 1987, liderou o Brasil na vitória histórica contra os Estados Unidos no Pan de Indianápolis, marcando 46 pontos na final.
Oscar abriu mão da maior liga do mundo para defender um ativo que, para ele, valia mais: propósito.
No mundo dos negócios, essa é uma decisão rara e poderosa.
Nem toda escolha é sobre maximizar ganhos imediatos. Algumas definem legado.
Enquanto muitos perseguem o maior palco, poucos têm clareza do que realmente não estão dispostos a perder.
E isso, no longo prazo, é o que diferencia carreira de história.
Oscar Schmidt faleceu nesse dia 17 de abril de 2026, aos 68 anos e essa é uma pequena homenagem do Update.