14/05/2026
A Influenza aviária expõe fragilidades na biosseguridade da avicultura brasileira.
Médica-veterinária, auditora fiscal federal agropecuária e chefe da Divisão de Gestão de Planos de Vigilância do Ministério da Agricultura e Pecuária, Daniela de Queiroz Baptista:
Daniela reforçou que esse movimento aumenta a prioridade da doença no país. “A Influenza aviária hoje é tratada como uma das principais preocupações sanitárias do Brasil, não apenas pelo impacto econômico, mas pelo potencial de saúde pública”, disse.
Estratégia de prevenção nas granjas
Como não é possível eliminar o vírus globalmente, a principal forma de reduzir o risco é investir em biosseguridade. “A biosseguridade é o ponto mais crítico hoje.
Estamos revisando normativas porque o cenário mudou, e as regras precisam acompanhar essa evolução”, salientou Daniela.
As mudanças incluem atualização de protocolos, definição mais clara de áreas de risco e maior rigor nas medidas dentro das propriedades.
A preparação para emergências também ganhou prioridade.
“Não se trata apenas de evitar a entrada do vírus, mas de ter capacidade de resposta rápida e coordenada quando um foco ocorre”, completou.
Segundo ela, a falta de articulação entre diferentes áreas ainda limita a eficiência das ações. “Não é possível tratar esse problema de forma isolada. É necessário integrar dados, padronizar protocolos e atuar de forma coordenada”, destacou.
Acesso a mercados.
Além do impacto sanitário, a Influenza aviária já influencia diretamente a estratégia comercial do Brasil.
Hoje, o que garante acesso aos mercados é a capacidade de resposta. Transparência, rapidez e controle são decisivos nas negociações internacionais”, afirmou Daniela.
Na prática, a manutenção das exportações depende da credibilidade do sistema sanitário brasileiro e da capacidade de conter focos sem comprometer toda a cadeia produtiva.
Fonte: O Presente Rural