Psicologia clínica e consultoria organizacional.

Psicologia clínica e consultoria organizacional. Esse será o nosso cantinho para a interação de assuntos, relacionados ao comportamento humano. Psicóloga e Neuropsicologa
CRP-08/11344

"Aqui o brincar é linguagem, o vínculo é método e o cuidado é intencional"."Estimular o desenvolvimento infantil é unir ...
21/02/2026

"Aqui o brincar é linguagem, o vínculo é método e o cuidado é intencional".
"Estimular o desenvolvimento infantil é unir ciência e brincadeira. É quando o afeto encontra a função".

Atendimento clínico na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).     O atendimento psicológico é um espaço té...
20/02/2026

Atendimento clínico na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
O atendimento psicológico é um espaço técnico e ético de escuta qualificada, voltado para a compreensão do sofrimento psíquico, reorganização emocional, o desenvolvimento de estratégias e a promoção de qualidade de vida.
Esse é um espaço de atendimento humanizado, baseado em evidências científicas e respeito à singularidade de cada história.
Realizo avaliação psicológica e neuropsicológica, com investigação do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para o diagnóstico diferencial, interdisciplinar e o planejamento terapêutico individualizado.
Atuo com:
Reabilitação cognitiva pós-AVC;
Demências e comprometimento cognitivo;
Transtornos do neuro desenvolvimento;
Atrasos e dificuldades de aprendizagem;
Transtornos relacionados à psicopatologia, em diferentes fases da vida
A avaliação neuropsicológica, permite a compreensão da memória, atenção, linguagem, inteligência, funções executivas e aspectos emocionais. Quando necessário, o trabalho ultrapassa o campo exclusivamente cognitivo e integra a dimensão psicopatológica, considerando a personalidade, o sujeito em sua totalidade: cognição, comportamento e saúde mental.
Contamos também com a reabilitação neuropsicológica, um processo terapêutico individualizado voltado à recuperação, compensação e a adaptação de funções cognitivas após alterações neurológicas, utilizando, entre outros recursos, o treino cognitivo estruturado para estimular memória, atenção, linguagem e funções executivas, com foco na autonomia e funcionalidade.

Andrea Scalon
Psicóloga
Especialista em Neuropsicologia e Psicopatologia.
CRP:08/11344.

17/02/2024

"O crescimento é uma expansão do corpo; o crescimento psicológico é uma expansão do território, um enriquecimento da vida interior, a aquisição de novas habilidades significativas e o desejo de repartir o próprio espaço com os outros. "O amor, o trabalho e o conhecimento são o combustível da vida" - esse era o lema de Reich. Na busca de amor, trabalho e conhecimento, somos agressivos no sentido direto da palavra usado por Reich - um movimento expansivo para a frente." (David Boadella, Correntes da Vida)

RECARGA DIÁRIAZoroastro, filósofo, ao tecer ensinamentos sobre estilo saudável de pensamento, pontua três pilares: o pen...
18/09/2023

RECARGA DIÁRIA

Zoroastro, filósofo, ao tecer ensinamentos sobre estilo saudável de pensamento, pontua três pilares: o pensar bem, o agir bem e o falar bem. Como temos vivido os nossos dias, frente às responsabilidades, pressões e estímulos diários?
Fala se bastante atualmente de uma exaustão cognitiva, relacionada ao stress e ao excesso de pensamentos, referida pelo senso comum e até mesmo por alguns profissionais da saúde, como “pensamento acelerado” e em alguns casos descrita como uma síndrome. Psiquiatras afirmam que o pensamento acelerado não é uma síndrome e nem um transtorno isolado, e sim mais um sintoma do contemporâneo.
Temos conseguido nos conectar com os nossos sentidos de forma consciente ou estamos atravessando os dias no piloto automático? O pensamento é uma das funções psíquicas, assim como a memória, a vontade, o humor, a linguagem, a atenção e outras O pensamento pode alterar sim e atingir uma velocidade mais rápida, de acordo com a necessidade, mas precisa voltar a uma velocidade natural para o bom funcionamento dos processos psicológicos. Fazendo uma analogia com um carro em movimento e que precisa fazer uma ultrapassagem, será necessário aumentar a velocidade na ação e depois voltar à uma velocidade segura. Sabe se que o pensamento acelerado, aliado a outros sintomas, costumam estar relacionados ao Transtorno de ansiedade, de humor bipolar e de déficit de atenção e hiperatividade. Entretanto, o avanço da tecnologia, acompanhado das luzes, os ruídos, à quantidade de informações, às atribuições e preocupações estão desorganizando e confundindo os indivíduos, principalmente, aqueles que não tiram um tempo para recarregar a bateria diária.
Tenho observado excelentes resultados com pacientes, os quais chegam ao consultório descrevendo uma dificuldade de relaxar tanto os músculos quanto os pensamentos , utilizando os exercícios de Mindfulness. Essa prática nada mais é, do que uma maneira de prestar atenção intencional ao momento presente, de propósito e sem interferência externa, julgamento ou crítica. Envolve trazer a atenção completa para a experiência presente. Os sentidos nos conectam com o mundo, não estamos ligados na tomada, ou estamos? Quem é que nos controla a não ser nós mesmo? Estamos saboreando a comida deliciosa, ou apenas engolindo, abraçando e sentindo o calor do outro, escutando o outro falar ou apenas ouvindo, percebendo o frescor na hora do banho, os cheiros que nos envolvem ou nos distraímos com outros estímulos? Pesquisas confirmam consistentemente que a atenção plena pode contribuir para uma maior resiliência emocional, níveis mais baixos de depressão e ansiedade, melhora da memória de trabalho e habilidades de concentração, redução de preocupação e ruminação, aumento do foco de atenção e redução da excitação fisiológica.
Como podemos praticar a atenção plena? Inicialmente, intencionalmente, prestando muita atenção às tarefas diárias, como sentir a temperatura da água em suas mãos ao lavar a louça, sentindo a presença do colega quando fala e se manifesta, andando com consciência física de suas pernas e postura, vendo as cores e as formas do que nos rodeia ou usando os seus cinco sentidos para sintonizar o que você quer. Pode ver, cheirar, ouvir, sentir e saborear a situação. Sugiro que você dedique cinco a dez minutos por dia para experimentar um dos exercícios de recarga, à seguinte exercício:

Respiração Consciente

A consciência da respiração melhora a capacidade de reduzir o estresse emocional. Quando estamos centrados durante a respiração, estamos abertos e receptivos aos nossos sentimentos. Pratique os seguintes passos:
• Encontre um lugar silencioso e depois deite se ou sente se e fique confortável:
• Comece chamando a atenção para a sensação da respiração.
• Sinta a respiração entrando e saindo pelas narinas.
• Observe que há uma leve sensação de frescor na inalação.
• Perceba uma leve sensação de calor na expiração.
• Permita que sua respiração seja regular e relaxada; mantendo uma respiração uniforme.
• Enquanto sua mente vagueia, traga-a suavemente de volta à respiração.
• Inspire e expire confortavelmente pelas narinas.
• Ao longo da prática da respiração, tome consciência das sensações em seu corpo.
• Fique com essas observações com abertura e curiosidade.
• Observe quando seus pensamentos vagam e voltam à sua respiração

Andrea Scalon
Psicóloga e neuropsicóloga
Atendimento presencial e online
Contato: (45) 99847-1112
CRP-08/11344

Imagem: Shutterstock

A dor do outro importa ,sim!Temos sido testemunhas de um cenário, atual, o qual nos revela a multiplicação e o aumento d...
18/09/2023

A dor do outro importa ,sim!
Temos sido testemunhas de um cenário, atual, o qual nos revela a multiplicação e o aumento da intensidade de comportamentos agressivos e transgressores na população infanto juvenil. Ao ler os noticiários, um campo de guerra tem sido descrito, onde se expõe não somente a intolerância às diferenças, como também a disseminação dos mais diversos preconceitos e covardias nas relações interpessoais.
-Ah! Mas na minha época as pessoas não se importavam com os apelidos, isso não era visto como violência verbal e tampouco moral. Meu pai me chamava de burro e incompetente, e olha aqui, foi o que tornei. Na classe da escola, onde estudávamos tinha o “cabeçudo”, a “saracura”, a “cabelo de aço”, o “mister nariga” e tantos outros personagens e tudo bem! Não me lembro de ninguém sair matando colegas na escola ou ficarem deprimidos. Isso é bobagem! Era tudo brincadeirinha, o que há de mal nisso?
-O que há de mal nisso? Brincadeira é saudável, diverte a gente, mas quando todos acham graça. Vimos nas últimas décadas, relatos dramáticos de indivíduos impactados emocionalmente e socialmente por essa máscara, esse disfarce. Isso mesmo, a máscara desse conjunto de violências, nomeado na década de 80 de bullying e que mesmo não tendo uma tradução para o português, costuma ser sinônimo de brincadeira para deturpar o ato coercivo e que ganha, dimensões e prejuízos mais graves a cada ano.
É certo que não caberia nesse espaço, os inúmeros relatos de sofrimento e dor impactadas, observadas e relatadas por jovens e adultos, vítimas do fenômeno.
Caetano perdeu a identidade logo que entrou no ensino médio, virou o “ gordinho” da galera. Certa vez, sua mãe ao atender o telefone, ficou boquiaberta ao ouvir do outro lado da linha –Tia, o gordinho pode brincar com a gente na rua? -Quem? Questionou a mãe aflita, a qual passara meses da gestação buscando um lindo nome, e cheio de significados para o filho tão esperado. Ouvi dizer que os colegas não sabiam mais seu nome original e cinco anos depois de terminar o Ensino Médio, ele ainda evita espaços abertos e apresenta sintomas de isolamento e inadequação social. Finalmente ele relatou para a sua mãe, anos depois de se tornar o gordinho na escola, na igreja e nas ruas da cidade que durante todo o Ensino Médio tinha seu lanche furtado, seus lápis quebrados e era ridicularizado e ignorado repetidamente e sem motivo, pelos “valentões”. Essa relação de poder, deixou sequelas na vida do menino.
E quanto aos espectadores, será que ninguém viu ou ouviu? Existe um pacto de silêncio envolto nas dinâmicas das violências. Poucos tentam intervir, tanto pelo medo de se tornarem a próxima vítima, quanto pelo fato de acreditarem que o pano de fundo da brincadeira, é real.
Diante dessa comprovada realidade, há de se observar e repensar como e se estamos multiplicando valores e atitudes para uma boa convivência. Um outro caminho que tem revelado bons resultados, é o investimento no desenvolvimento pessoal, no autoconhecimento e no estímulo da cultura da paz e da solidariedade. Um olhar mais atento para si para o outro e para o mundo.
A dor do outro importa, sim!

Andrea Scalon
Psicóloga e neuropsicóloga
CRP-08/11344

Foto: KanKhem

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