AGRO INOVA

AGRO INOVA Consultoria de solos, Nutrifisiologias de Plantas para altos tetos produtivos e insumos Agrícolas .

02/06/2026

– As cotações do trigo subiram no mercado brasileiro em maio, impulsionadas pela menor oferta interna e pela retração vendedora. À espera de preços mais altos, produtores permaneceram cautelosos nas negociações, o que manteve a liquidez reduzida ao longo do mês, de acordo com pesquisadores do Cepea.

O preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.352,59/t em maio/26, avanço de 2,6% frente a abril, mas ainda 14,1% inferior ao registrado em maio/25, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), conforme apontam dados do Cepea. No Rio Grande do Sul, a média atingiu R$ 1.299,65/t, alta de 7,6% no comparativo mensal – o maior patamar desde agosto/25 –, embora permaneça 9,2% abaixo da média observada há um ano.

Ainda de acordo com levantamento do Cepea, em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.467,25/t, com elevação de 5,2% frente a abril, mas queda de 10% na comparação anual. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.285,99/t, aumento de 4,1% no mês, mas retração de 13,5% em relação a maio/25.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

19/05/2026

– A produção de trigo deve recuar tanto no Brasil quanto no exterior, na safra 2026/27. Segundo dados do USDA, em termos globais, a produção deve cair 2,9% frente à temporada 2025/26, enquanto os estoques de passagem podem recuar 1,5%. No Brasil, as estimativas do Departamento também indicam menor oferta, em meio à redução da área cultivada e da produtividade.

O consumo global é projetado em 823,23 milhões de toneladas, estável (-0,04%) frente à safra anterior, enquanto os estoques finais devem recuar 1,5%, levando a relação estoque/consumo para 33,4%.

Segundo a Conab, a produção brasileira de trigo em 2026 foi revisada para 6,38 milhões de toneladas, 18,9% abaixo da safra de 2025, refletindo principalmente a menor área no Paraná e no Rio Grande do Sul. A área nacional deve somar 2,14 milhões de hectares, redução de 12,5% frente à temporada passada, enquanto a produtividade média está estimada em 2.985 kg/ha, queda de 7,3% no comparativo anual.

No campo, até 8 de maio, 17,5% da área destinada ao trigo no Brasil já havia sido semeada, segundo a Conab. No Paraná, dados da Seab/Deral apontam que 35% da área prevista já foi implantada, com 100% das lavouras em boas condições. No Rio Grande do Sul, produtores seguem preparando as áreas, mas há tendência de redução da área cultivada diante do aumento dos custos, das restrições de crédito e das limitações no seguro agrícola.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

10/05/2026
05/05/2026

– Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.

Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.

Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Foto: Mauro Osaki/CEPEA

05/05/2026

– Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril.

Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido. Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas.

No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

30/04/2026

– A diferença entre os preços pagos pelo boi e pela vaca está se ampliando em abril. Historicamente, os valores do boi gordo operam acima dos da vaca gorda, refletindo diferenças de rendimento de carcaça, qualidade da carne e perfil de demanda. Segundo pesquisadores do Cepea, o boi, em geral, apresenta maiores acabamento e aproveitamento, o que justifica um prêmio em relação à fêmea. Já a vaca tem maior participação no mercado em momentos de descarte de matrizes, quando a oferta se amplia e as cotações caem.

Em abril (parcial até o dia 28), a diferença entre os valores médios de machos e vacas negociados no estado de São Paulo está em 33,69 Reais/@, com vantagem para o macho, apontam dados do Centro de Pesquisas. Em abril de 2024 e 2025, as diferenças eram bem menores, de 17,70 e de 26,30 Reais/@, respectivamente.

De acordo com o Cepea, esse resultado se deve à valorização dos machos acima da observada para as vacas, devido à oferta reduzida desses animais desde o início de 2026 e à aquecida demanda internacional pela carne de boi. Por outro lado, as fêmeas, que são destinadas principalmente ao mercado interno, apresentam uma maior oferta em relação aos machos, o que tem levado frigoríficos a ajustarem os preços pagos para completar as escalas de abate. De dezembro/25 para a parcial deste mês, enquanto a arroba do boi gordo no mercado paulista apresenta valorização nominal de 12,65%, o preço da vaca registra alta menos intensa, de 7,5%.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

30/04/2026

– Os preços do algodão em pluma seguem em alta no Brasil. Diante disso, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) já opera no maior patamar nominal desde o fim de julho de 2025. Esse movimento é sustentado principalmente pelas cotações internacionais mais firmes e pela postura cautelosa dos vendedores brasileiros neste período de entressafra. Além disso, fatores como os valores elevados do petróleo e as condições climáticas no Brasil e nos Estados Unidos contribuem para o cenário de valorização.

Segundo pesquisadores do Cepea, no mercado spot, a comercialização ocorre de forma pontual, voltada sobretudo ao atendimento de necessidades imediatas e à reposição de estoques. Um volume mais amplo de negócio permanece limitado pelo desencontro entre as expectativas de compradores e vendedores.

Do lado da demanda, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, indústrias relatam dificuldade em repassar aos fios e demais manufaturados as recentes valorizações observadas na matéria-prima e em outros insumos. As vendas no varejo seguem enfraquecidas, o que mantém compras cautelosas ao longo da cadeia produtiva. Dentre os fatores que restringem o consumo estão os juros elevados, o alto endividamento das famílias e a inflação.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Mato Rico, PR
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