02/09/2020
Mais um bate-papo sobre conteúdos que andam rolando na internet.
Hoje vamos abordar a mortalidade de Cordeiros e os manejos que podem ser adotados pra auxiliar a reverter essa realidade, que acomete principalmente rebanhos criados de forma extensiva.
No Rio Grande do Sul a parição coincide com a época mais fria do ano, levando a exposição de cordeiros a frio, chuva e vento (pior cenário para um recém nascido) dessa maneira as perdas muitas vezes são inúmeras. Para que a taxa de mortalidade de Cordeiros diminua é necessário tomarmos algumas medidas antes mesmo de pensar na época de parição, como por exemplo o planejamento nutricional das matrizes para que possam estar em um Escore de Condição Corporal desejável para que possa assistir sua prole, dando-as melhores chances de serem boas mães, e oferecer um colostro de boa qualidade. O uso de abrigos para as matrizes e seus cordeiros que muitas vezes podem ser improvisados também podem ser adotados, como por exemplo lonas nas cercas que podem servir para diminuir o impacto do vento sobre os animais.
Falando em colostro, essa é a base para a sobrevivência de cordeiros, se possível devemos garantir a ingestão do mesmo pelos filhotes, pois é uma fonte importante de imunidade, com função laxativa e nutricional. É de grande ajuda, dessa forma quando possível armazenar colostro congelado para oferecer a cordeiros recém nascidos (Descongelar em banho Maria para que não perca suas prioridades) que por algum motivo não efetuaram a primeira ma**da naturalmente.
Em casos de cordeiros hipotermicos que já tomaram o colostro é importante mante-los aquecidos, podendo fazer a utilização de banhos com água morna.
Fazer o uso de glicose e sonda também pode ser decisivo na hora de reanimar um animal que passou por exposição e inanição. (Verifique a utilização em nossos posts)
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