26/07/2024
A cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris 2024 será realizada hoje, a partir das 14h30, horário Brasília, e contará com a participação de atletas de 40 países africanos.
Dentre eles, alguns têm chances reais de conquistar medalhas. O Egito, por exemplo, conta com uma forte equipe de atletas em esportes como o futebol, voleibol e ginástica. Já a Nigéria possui histórico de destaque em esportes como o atletismo e a natação.
Mas nem sempre foi assim. Os negros só pisaram numa Olimpíada, na sua terceira edição, em Saint Louis, nos Estados Unidos, em 1904, e foram obrigados a correr descalços e vestindo chapéus, enquanto eram ridicularizados pela plateia.
O cientificismo e eugenia que colocava a população negra na base inferior da pirâmide racial foram colocados em xeque em 1936, nos jogos olímpicos de Berlim.
O velocista negro norte-americano Jesse Owens desafiou o nazismo alemão e o racismo americano e se tornou o primeiro atleta a ganhar quatro ouros numa Olimpíada - 100m e 200 metros rasos, o salto em distância e o revezamento 4 x 100.
O feito causou impacto não só nos alemães, mas também nos norte-americanos que na época viviam sob fortes leis segregacionistas.
O legado de Jesse Owens e de tantos outros atletas negros nos impulsiona a celebrar a diversidade e a inclusão no esporte.
Que a Olimpíada de Paris seja um marco para que o esporte seja, de fato, um palco de união e superação, livre de qualquer tipo de preconceito. Que o esporte seja um campo de batalha apenas para superar limites e conquistar o pódio, sem distinção de raça, cor ou origem.