03/02/2023
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Pela primeira vez em quase 10 anos o número de beneficiários de planos de saúde cresceu. Mas, isso não significa garantia de superavit para as empresas (operadoras) do setor. Isso porque, até o final do penúltimo trimestre do ano 2022 (setembro), o setor acumulava um prejuízo de R$5,5 Bi.
A boa notícia é que o setor vem se movimentando com ações para minimizar ou ao máximo os sucessivos resultados negativos, como por exemplo:
Þ Combate ao uso indevido do Plano (fraude) em alguns casos envolvendo só o beneficiário ou beneficiário + rede credenciada;
Þ Combate ao superfaturamento (fraude), em alguns casos só da rede credenciada ou da rede credenciada + beneficiário;
Þ Implantação de serviços próprios: Rede verticalizada, Médico de família, Atenção primaria a saúde; Consultas on-line;
Þ Criação de novos produtos com atendimento local e regional, com rede enxuta, adequada, fidelizada e, valores de mensalidades mais acessíveis.
Estas são ações efetivas que de fato poderão surtir efeitos no médio longo prazo.
Além disso, há uma preocupação com a qualificação dos corretores e consultores de saúde. Qualificação pertinente que vem surtindo bons efeitos na qualidade da consultoria e venda do produto.
Agora é preciso que a ANS, (Agência nacional de Saúde), provoque e estimule o crescimento do setor; a qualificação dos stakeholders, inclusive a própria agência, no sentido de buscar mais alternativas que reduzam as mensalidades dos planos; mantendo a qualidade e garantia dos atendimentos aos beneficiários, minimize ao máximo o risco de prejuízo das Operadoras, elevando o crescimento do número de beneficiários. Estes, reputo, são os grandes desafios do setor.
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