24/12/2019
Um dos momentos mais ambíguos de minha vida acabou de completar um mês, pois a tristeza e as saudades pela perda de minha mãe se chocam com o alento dela ter deixado para trás aquela condição de degradação física, atrofia e dependência para ir, plena e confortável de uma forma que não somos capazes de imaginar, realizar a maior aspiração que qualquer ser humano pode ter: encontrar o doador da vida eterna e, como tanto ansiava e repetidamente falava, vê-lO já sem véu para encobrir Sua plenitude fulgurante.
Só o Senhor Jesus Cristo pode ser a explicação para que um vídeo de minha mãe velhinha - com o Alzheimer fazendo-a chamar hino de poesia e algumas dificuldades para falar - encontre forças em sua fé inabalável para, pouco antes de partir e por vontade própria, continuar pregando o evangelho.
Não me importo que você (ou mesmo todas as pessoas do mundo) encontre defeitos nesse vídeo: compartilho esse registro que, para mim, é um dos momentos mais grandiosos que posso ter e guardar enquanto eu mesmo não for de encontro a Ele.