28/02/2024
Nem sei que pais da África eu fui sequestrado
Já ouviu falar em "Blaxit"? O neologismo, que surgiu da junção das palavras "black" (preto) e "exit" (saída) e que remete ao Brexit (saída da Grã Bretanha da União Europeia) é o nome dado ao movimento de saída de pessoas negras dos Estados Unidos para morar em países africanos por causa do racismo.
O assunto foi abordado pelo New York Times em uma matéria publicada em 16/02. Segundo o jornal, o que deflagrou o movimento a pandemia de Covid e o assassinato de George Floyd.
Além da ausência de racismo, que é a principal razão do Blaxit, outros fatores são o custo de vida mais baixo e a busca por uma ligação ancestral..
O movimento é fortalecido por programas governamentais como o caminho da Serra Leoa para a cidadania e a campanha Beyond the Return, de Gana. De acordo com o Gabinete de Assuntos da Diáspora de Gana, pelo menos 1.500 afro-americanos se mudaram para o país entre 2019 e 2023.
Há também o Exodus Club, um coletivo internacional de membros da Diáspora repatriados para o continente africano que oferece consultoria e assistência contínua aos diaspóricos que procuram investir ou migrar com confiança.
“Há 10 vezes mais pessoas vindo agora do que há cinco ou seis anos”, contou RJ Mahdi, consultor do Exodus. Ele migrou de Ohio para o Senegal há 10 anos.
O NYT entrevistou diversas pessoas, dentre elas, Marlene, de 69 anos, e Mark Bradley, de 63 (na foto que ilustra o post). Eles se mudaram de Los Angeles para Ruanda em 2021 e, depois, para Zanzibar e contam que foi como tirar um peso das costas.
Nos EUA, tanto Mark quanto dois de seus quatro filhos tiveram momentos difíceis com a polícia. Ele disse ao NYT que nunca esquecerá o “sentimento alegre” que teve ao abordar um oficial armado em Kigali para pedir informações e o oficial o cumprimentou com um sorriso.
A reportagem completa está no site do New York Times.
📷Reprodução/ Internet