Marcelo Baba Personal Trainer

Marcelo Baba  Personal Trainer Atendimento como Personal Trainer nas cidades de São Paulo, ABC e região. Contato: marcelo_baba01@

-Atendimento como personal trainer em academias, clubes, parques ou onde você preferir.
-Atendimento em estética corporal e facial (massagem modeladora, relaxante, drenagem linfática, limpeza de pele, hidratação facial e outros).
-Ginástica laboral em empresas.
-Atendimento como personal para terceira idade.

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24/03/2024

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24/02/2016

Os “James” Steele e Fisher têm conduzido estudos de elevada aplicação prática em Southampton; como o artigo recente que comparou os efeitos de 6 semanas de treinos até a falha ou submáximos nos ganhos de força de homens não treinados.

Para evitar o mimimi da individualidade biológica, eles compararam as duas pernas da mesma pessoa. Uma fazia 5 séries de 5 repetições submáximas com 2’ de intervalo entre as séries; a outra fazia as mesmas 25 repetições com a mesma carga, só que até a falha. Para isso, se fazia o máximo de repetições na primeira série, descansava-se 2’ e fazia uma nova série máxima, repetindo até chegar ao total de 25; portanto, a única série que não ia até a falha era a última pois era interrompida quando se alcançava as 25 repetições. Em média, foram necessárias 3 séries (ou seja, duas máximas e uma submáxima) para alcançar as 25 repetições, com uma duração de 7 minutos. As 5 séries submáximas demoram quase o dobro, 12 minutos, para serem concluídas. Ao final, apesar da tendência de mais ganho de força para o treino até a falha, os resultados não apontaram diferenças. Isso reforça algumas coisas que costumamos ver: 1) iniciantes não precisam treinar até a falha; 2) para ganhos de força ainda há controvérsia da vantagem de se treinar até a falha 3) treinos até a falha economizam tempo; 4) treinos até a falha causam mais desconforto.

Baseado nisso, minha recomendação, conforme consta no meu livro, é começar com treinos submáximos e aumentar a intensidade conforme o aluno aprende o movimento e começa a tolerar mais esforço. Normalmente entre 8 e 12 semanas se começa naturalmente a realizar esforços máximos. A partir daí eu costumo sugerir que se leve o treino até a falha para quem busca ganhos de massa muscular pois, em geral, se consegue mais resultados e com treinos mais curtos.

Lembrem-se que Steele e Fisher estarão no Brasil em agosto junto o italiano Antonio Paoli e outros grandes nomes, nos Simpósios de Belém (20/8, organização da HP Eventos: 91 98417-4097 / [email protected]) e Vitória (27/8, organização da Club Life: [email protected]).

Não percam! Mas não percam mesmo!!

(Paulo Gentil)

Fisher JP, Blossom D, Steele J. A comparison of volume-equated knee extensions to failure, or not to failure, upon rating of perceived exertion and strength adaptations. Appl Physiol Nutr Metab. 2016 Feb;41(2):168-74.
Gentil P. Bases científicas do treinamento de hipertrofia. 5 edição. Charleston, Chreate Space, 2014. Disponível na www.amazon.com.br ou pelo email [email protected]

14/02/2016

Nutricão comportamental: O olhar do profissional Nutricionista para atentar para o ser humano com sua relação com a comida, uma relação tão intima, construída ao longo de sua vida pela cultura de sua formação familiar e principalmente pelo prazer que foi edificado frente ao "comer"!. Devemos respeitar sua relação com a alimentação, porém orientar as alterações para ocorrer mudanças de hábitos sem traumas e assim prevalecer sua relação de bem estar na hora de Nutrir-se.

14/02/2016

Há estudos nossos em que não houve diferença na ativação muscular (Rocha Jr et al., 2007), ganhos de força e massa muscular (Gentil et al., 2015) entre exercícios isolados e compostos. Isso traz sérios questionamentos quanto à necessidade de se fazer exercícios isolados e, principalmente, nos obriga a rever a forma como classificamos exercícios. Já não podemos dizer simplesmente que supino é um exercício de “peito” e sim de “peito, ombro e tríceps”; puxada não é apenas para “costas” e sim “costas e bíceps”. Muda também a forma como dividimos os treinos, pois se eu fizer puxada hoje, não deveria treinar bíceps em dias separados sob pena de não permitir a recuperação adequada do músculo. Outra dúvida importante seria com relação à dose. Se meus bíceps já são estimulados na puxada, há necessidade de fazer exercício isolado para bíceps?

Para responder, dividimos homens não treinados em um grupo que fez apenas puxada e outro que fez puxada mais rosca direta. Ao final de 10 semanas a espessura do bíceps, medida por ultrassom, aumentou 6,46% para quem fez apenas puxada e 7,04% para quem também fez bíceps. Já o torque na flexão de cotovelo aumentou 10,4 e 12,85%, respectivamente. Sem diferenças entre os grupos (Gentil et al., 2013).

Pode-se alegar que faz diferentes exercícios para trabalhar diferentes partes do músculo, como o miolo do peito, pico do bíceps, contorno do suvaco e etc. Mas mesmo que haja sugestões de hipertrofia não uniforme, é questionável se alguma parte do músculo seja estimulada APENAS com exercício isolado. Isso justificaria a variação, mas não a obrigatoriedade de se isolar.

Sabendo que falta de tempo é a principal barreira para prática de exercício e que ombros e cotovelos são focos comuns de dores e lesões em homens, é bom refletir até que ponto é interessante aumentar a dose de estímulo sem necessidade. Se, porventura, você optar pelo uso de isolados, recomendo fortemente que suprima algum estímulo para aquela região para evitar excesso de uso, por exemplo, se for usar tríceps testa, substitua o supino pelo crucifixo. Entendido?

Todos meus artigos podem ser lidos no meu perfil do Research Gate: https://www.researchgate.net/profile/Paulo_Gentil

(Paulo Gentil)

Gentil P, Soares SR & Bottaro M. (2015). Single vs Multi-Joint Resistance Exercises: Effects on Muscle Strength and Hypertrophy. Asian J Sports Med 6, e24057.
Gentil P, Soares SR, Pereira MC, Cunha RR, Martorelli SS, Martorelli AS & Bottaro M. (2013). Effect of adding single-joint exercises to a multi-joint exercise resistance-training program on strength and hypertrophy in untrained subjects. Appl Physiol Nutr Metab 38, 341-344.
Rocha Jr VA, Gentil P, Oliveira E & Carmo J. (2007). Comparação entre a atividade EMG do peitoral maior, deltóide anterior e tríceps braquial durante os exercícios supino reto e crucifixo. Rev Bras Med Esporte 13, 51-54.

05/01/2016
05/01/2016

Existem coisas que “todo mundo faz” e “todo mundo sabe”. Coisas que são fáceis de aceitar e compreender porque se adequam facilmente ao senso comum. Um exemplo são as dietas hipercalóricas/hiperprotéicas para ganhar massa muscular. É fácil acreditar nelas por dois motivos: 1) o principal componente orgânico dos músculos são as proteínas e 2) os processos de construção de proteínas gastam energia.

Esses dois pontos sugerem que se a alimentação não fornecer quantidades adequadas de calorias e proteínas, será impossível construir grandes quantidades de músculos. Mas o problema está na confusão entre fornecer quantidades adequadas e fornecer quantidades exageradas. O que sabemos é que nosso corpo possui uma capacidade limitada de sintetizar proteínas, de modo que a energia e proteínas excedentes terão outros destinos, como o acúmulo de gordura.

Isso foi testado em um estudo de 8 semanas com homens treinados. Os participantes receberam dietas hipercalóricas (+1248kcal) suplementando ou com malto ou com malto+whey. Os resultados revelaram que os aumentos de massa magra NÃO foram significativos em nenhum dos grupos. Já a gordura, essa sim aumentou significativamente em ambos os grupos! Ou seja, o “bulking” só fez mesmo engordar o povo, com ou sem proteínas. Isso joga por terra, o próprio conceito de “suplementar”, pois não há vantagens em dar mais do que o necessário!

Essa frase da discussão fecha bem a coisa: “nossos dados geram reflexões sobre a questão de que... uma maior ingestão de macronutrientes em relação a necessidade total, com suplementação de proteínas e/ou carboidratos, não parecer aumentar a força e massa muscular”.

Na verdade, a ideia de comer muito para ganhar massa e depois passar fome para perder gordura é uma combinação de duas práticas incoerentes, para não dizer burras! Seria muito melhor ter uma dieta bem planejada para ganhar massa magra de maneira “limpa”.

Então qual seria a dieta ideal? A resposta é bem complexa, e não poderá dada de forma virtual e muito menos por alguém sem formação em Nutrição. Mas o que posso adiantar é que, ao simplesmente comer muito (“bulking”), é mais fácil você ficar gordo do que ficar forte!

(Paulo Gentil)

Spillane M & Willoughby DS. Daily Overfeeding from Protein and/or Carbohydrate Supplementation for Eight Weeks in Conjunction with Resistance Training Does not Improve Body Composition and Muscle Strength or Increase Markers Indicative of Muscle Protein Synthesis and Myogenesis in Resistance-Trained Males. Journal of Sports Science and Medicine (2016) 15, 17-25.

23/12/2015

Se aproximando o final do ano, chegam as festas, as férias e o dilema: será que meus resultados desaparecerão se eu parar de treinar nas férias?
Vários pesquisadores, incluindo nosso grupo, tentaram responder essa pergunta. Esse é o tema de um artigo nosso que acabou de ser aceito no Perceptual & Motor Skills: Motor Skills & Ergonomics. Nele, 60 mulheres jovens treinaram por 10 semanas, sendo que um grupo treinou as 10 semanas direto e o outro treinou 5 semanas, parou por 2 e depois treinou mais 5. Ao final, os ganhos de força tanto no braço quanto na perna (avaliados por um dinamômetro isocinético) dos dois grupos foram os mesmos! Ou seja, a pausa não interferiu nos resultados. Infelizmente o ultrassom quebrou nas últimas coletas e ficamos sem a avaliação de hipertrofia. Mas o grupo do Ogasawara fez análises similares em homens jovens e verificou que 3 semanas de pausa em meio a 15 semanas de treino não prejudicam os resultados.

Calma aí! Não quero dizer para ser relapso e interromper os treinos quando der na telha, até porque a continuidade gera o hábito, fazendo os exercícios deixarem de ser sacrifício e virarem rotina. Além disso, avaliamos os efeitos de uma interrupção e não de treinos feitos de maneira irregular. O que quero dizer com esse post é que não será o fim do Mundo se você se permitir curtir suas férias com tranquilidade, sem a paranoia de procurar academias, com medo dos seus músculos derreterem. Obviamente que dieta deve entrar na conta, especialmente no final de ano, quando é comum exagerar nas bebidas alcoólicas e nas guloseimas. Se isso ocorrer, pode ter certeza que sua composição corporal vai mudar, talvez nem tanto pela perda de músculo, mas sim pelo ganho de gordura.

Enfim, respeito e admiro quem mantém o foco durante os períodos de festas, mas também digo aos meros mortais que não precisam e martirizar e nem se privar de viver momentos com família ou amigos por medo que tudo se ponha a perder em poucos dias.

Texto completo no meu perfil do Resarch Gate (https://www.researchgate.net/profile/Paulo_Gentil)

(Paulo Gentil)

Gentil P, Ferreira-Junior JB, Soares SR, Martorelli AS, Bottaro M, Cadore EL, Loenneke JP. Effects of periodic and continuous resistance training on muscle strength in detrained women. Percept Mot Skills. 2015 Nov 23. [Epub ahead of print]

Ogasawara R, Yasuda T, Ishii N, Abe T. Comparison of muscle hypertrophy following 6-month of continuous and periodic strength training. Eur J Appl Physiol. 2013 Apr;113(4):975-85.

Ogasawara R, Yasuda T, Sakamaki M, Ozaki H, Abe T. Effects of periodic and continued resistance training on muscle CSA and strength in previously untrained men. Clin Physiol Funct Imaging. 2011 Sep;31(5):399-404.

23/12/2015

Esse é um “repost” de uma publicação do nutricionista soteropolitano João Pain, que foi extraído de seu perfil no Instagram , o perfil pessoal dele aqui no Face é https://www.facebook.com/joao.paim.35

Para não dizerem que eu sou implicante com o suplemento de BCAA, segue a opinião de um nutricionista, trazendo a opinião de um dos maiores nomes do Mundo nessa área, o canadense Phillips. O choro é livre. Como eu sempre digo, eu apenas trago informação, a opção de não ser enganado e de ser inteligente é individual, portanto, não xinguem nem esperneiem. Se tiverem artigos mostrando o contrário, mostrem. Do contrário, sejam felizes com seus suplementos de BCAA.

PS: Qualquer mimimi, reclamar com PhD Stuart Phillips (by João Pedro)

・・・

Perguntei ao M.S Phillips (um dos maiores pesquisadores sobre proteínas e aminoácidos do mundo) a opinião dele sobre BCAA, Whey e ingestão proteica diária. Segue abaixo a resposta dele traduzida.

“Em resumo, BCAA NUNCA MOSTROU SER EFICAZ. Whey é efetivo, especialmente após o treino. Parece que a ingestão de proteínas (cerca de 1,8 por kg) são efetivas e estimulam o crescimento e adaptação no músculo. Acima disso, eu acho que os efeitos são poucos. Se essa quantidade vai ser via suplemento ou alimento SÓ DEPENDE DE VOCÊ.”

Na verdade eu já imaginava essa resposta e quem me acompanha sabe que já venho falando isso há um tempo. Especialmente sobre o BCAA, existem alguns estudos que mostram ativação da P70S6K1 e m TOR consequentemente porém qualquer fonte de proteína faz de forma semelhante e são fontes mais baratas. “Ação anti-catabólica” também é garantida com a ingestão adequada de proteínas. “Existem estudos que mostram redução nos níveis de CK e LDH”. Será mesmo que isso é vantajoso? Ter níveis plasmáticos desses marcadores reduzidos no exercício resistido não significam hipertrofia ou diminuição do catabolismo.

Vamos imaginar que o BCAA de fato fosse realmente eficaz. 160g de frango cozido tem mais de 8g de BCAA. Será que é difícil você comer 160g de frango por dia? O que tem de especial em um produto que seja em pó ou cápsula que faz ser 100% mais efetivo do que os alimentos?

Vamos imaginar que as cápsulas fossem mais efetiva do que o frango. Quanto disso é significativo para hipertrofia muscular?

Outro ponto a se considerar é que a própria Whey Protein já tem BCAA, então se for suplementar, não faz sentido comprar 2 suplementos. Quanto mais melhor é um raciocínio equivocado.

Spillane em 2012 não achou resultados positivos com a suplementação de BCCA. Juárez em 2013 também mostrou que o BCAA não exerceu nenhum efeito na composição corporal.

CONCLUSÃO:
Não vale a gastar seu dinheiro com o BCAA. Se sua alimentação estiver rica em proteínas de alto valor biológico e bem distribuída ao longo do dia, esse suplemento é TOTALMENTE DESNECESSÁRIO.

Referências

Spillane M, Emerson C, Willoughby DS. The effects of 8 weeks of heavy resistance training and branched-chain amino acid supplementation on body composition and muscle performance. Nutr Health. 2012 Oct;21(4):263-73.

Pineda-Juárez JA, Sánchez-Ortiz NA, Castillo-Martínez L, Orea-Tejeda A, Cervantes-Gaytán R, Keirns-Davis C, Pérez-Ocampo C, Quiroz-Bautista K, Tenorio-Dupont M, Ronquillo-Martínez A. Changes in body composition in heart failure patients after a resistance exercise program and branched chain amino acid supplementation. Clin Nutr. 2015 Feb 14. [Epub ahead of print]

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São Bernardo Do Campo, SP

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