28/05/2026
🎙️ Não é falta de intenção. É falta de processo.
A maioria dos escritórios no Simples Nacional nunca revisou seus tributos, de verdade. E os erros se acumulam silenciosamente.
Erro 01 — A ilusão da faixa estática. As alíquotas do Anexo IV sobem conforme a receita cresce — calculadas sobre a receita bruta dos últimos 12 meses. O escritório que faturava R$ 500 mil/ ano e hoje fatura R$ 1,2 ou 2 milhões mudou completamente de faixa. E provavelmente nunca comparou com o Lucro Presumido, já?
Erro 02 — O ralo invisível do ISS. Fora do Simples, sociedades de advogados pagam ISS fixo por sócio — com desconto progressivo. No Simples, o ISS incide sobre o faturamento. Cresceu, pagou mais. Um crescimento celebrado com o aumento de carga tributária.
Erro 03 — Decisões no escuro. O regime é definido em janeiro com base na projeção dos 12 meses seguintes. Sem essa projeção, a decisão é no escuro — e trocar o regime no meio do ano signif**a pagar imposto duplicado e ser reembolsado depois. Lembre-se: Faturamento são todos honorários contratuais, de êxito e sucumbências recebidos.
Erro 04 — O erro fatal na precif**ação. O contador normalmente informa só a alíquota de ISS para emissão da nota — ela é apenas parte da alíquota efetiva total. Quem precif**a só com o ISS subsidia o cliente com margem que deveria ser lucro. A precif**ação correta exige a total + projeção de faturamento + previsão de recebimento do honorário — o fator tempo deve contar.
Erro 05 — O impacto de 2026 no bolso. 10% sobre distribuição acima de R$ 50 mil por CPF — válido desde janeiro de 2026. O limite é por CPF, não por empresa. Sócio de mais de um negócio? A régua é a somatória de todas as distribuições.
Cada erro tem custo. E ele cresce com o tempo.
Tire sua tributação do piloto automático. Resultados perenes são estruturais.