29/05/2026
Da mesma forma que somos cuidadosos em utilizar nossos recursos pessoais, imagino que a dinâmica ao pegar um privativo ou uma peça para um procedimento, deveria passar pela mesma dinâmica – se cada usuário soubesse quanto custa, seria como sacar dinheiro dos caixas eletrônicos.
Mas como se pensa que o enxoval é de todo mundo, na verdade, acaba gerando a percepção que não é de ninguém. Quando associamos à peça a um setor, a um horário ou a uma pessoa criamos imediatamente responsabilidade sobre este ativo. A rastreabilidade muda tudo - moraliza as relações de consumo. Incrível observar que com a simples identificação do usuário, mudamos comportamentos de utilização e aumentamos o ambiente de controle.
Um centro cirúrgico do século XXI com sistemas de controles hoteleiros do começo do século passado atuará com "achismos" e intuição – apagando os fogos diários. Não terá perseverança estratégica para gerir dados sobre consumo, tempo de uso, ciclos de processamento, perdas, padrões de distribuição e pontos críticos da operação. Esses dados, quando devidamente analisados, subsidiam a tomada de decisão, promovem maior transparência nos processos e fortalecem a governança institucional.
Leia o Artigo no meu perfil do LinkedIn ou o artigo completo que tem a contribuição da Dra. Julia Baruque-Ramos, doutora em Engenharia Química, da Universidade de São Paulo, USP.