Lya Parente

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Lya Parente Sou comunicóloga, master coach, MBA em Gestão de Negócios e analista do Perfil Comportamental. Especialista em comportamento humano e lifestyle.

Expert no que diz respeito a estilos de vida e autoeficácia.

Tenho observado um comportamento que começa a me preocupar: estamos recorrendo à inteligência artificial até para decisõ...
29/10/2026

Tenho observado um comportamento que começa a me preocupar: estamos recorrendo à inteligência artificial até para decisões que deveríamos ser capazes de tomar sozinhos.

Recentemente, acompanhei uma situação com um diretor de muita experiência e conhecimento do negócio. Antes de tomar uma decisão, ele recorreu à IA para saber o que ela pensava. E isso me chamou a atenção. Não porque consultar a IA seja um problema. Pelo contrário. Ela pode ampliar perspectivas, organizar informações e trazer critérios importantes, mas existe uma diferença enorme entre buscar apoio e precisar de validação para confiar no próprio julgamento.

Nos meus processos de consultoria e mentoria, trabalho justamente para que líderes desenvolvam autonomia, pensamento crítico e confiança nas próprias decisões. E tenho uma preocupação: quanto mais terceirizamos nosso raciocínio, menos exercitamos essas competências.

Um líder pode usar a IA para analisar cenários, mas não pode transferir a responsabilidade por suas decisões. Pode usá-la para explorar ideias, mas precisa continuar exercitando sua criatividade. Pode buscar sugestões para uma conversa difícil, mas a escuta, a sensibilidade e a empatia continuam sendo responsabilidades humanas.

Minha preocupação não é que a IA esteja ficando inteligente demais. É que nós deixemos de exercitar capacidades que sempre foram essenciais para liderar.

A tecnologia pode ampliar nossa inteligência, mas não deveria substituir nossa capacidade de pensar. E você, onde estabelece o limite entre usar a IA como apoio e depender dela para decidir?

A IA está aumentando a produtividade, mas está aumentando a inteligência organizacional?Imagine uma empresa que implemen...
28/10/2026

A IA está aumentando a produtividade, mas está aumentando a inteligência organizacional?

Imagine uma empresa que implementou IA em diversas áreas. Os relatórios ficaram mais rápidos, os processos mais eficientes e as equipes passaram a entregar mais, mas as reuniões continuam improdutivas. As decisões seguem centralizadas. Os líderes continuam sobrecarregados e ninguém encontra tempo para questionar se aquilo que está sendo feito ainda faz sentido.

A tecnologia avançou. A organização, nem tanto. Porque uma empresa pode produzir mais informações sem necessariamente tomar decisões melhores. Pode automatizar processos ruins e continuar repetindo os mesmos erros, só que agora em maior velocidade.

Talvez o maior desafio da IA não seja tecnológico, mas organizacional. Não basta acelerar tarefas. Precisamos redesenhar o trabalho para que as pessoas tenham mais espaço para pensar, questionar, criar e decidir.

E essa também é uma conversa de Conselho. Porque governança não é apenas acompanhar investimentos em tecnologia e indicadores de produtividade. É questionar se a organização está desenvolvendo a capacidade humana necessária para sustentar seu futuro.

Afinal, estamos usando a IA para tornar nossas organizações mais inteligentes ou apenas mais rápidas?

📍 Conversa de Conselho é uma série semanal sobre as conversas que chegam à mesa de CEOs, CHROs e Conselhos.

27/10/2026

Dia 12/11 tem Work Intelligence Summit! 💙

Vamos conversar sobre IA, pessoas e futuro do trabalho?

🎟️ Cupom: LYA10 (10% OFF)

Às vezes, estamos tão ocupados construindo o futuro que esquecemos de reconhecer o que já construímos.Recentemente, dura...
22/10/2026

Às vezes, estamos tão ocupados construindo o futuro que esquecemos de reconhecer o que já construímos.

Recentemente, durante uma gravação de conteúdo para um Summit, falei sobre minha trajetória profissional. E, ao contar essa história, percebi o quanto caminhei.

Construir minha empresa exigiu muito mais do que conhecimento técnico. Foram anos de disciplina, foco, determinação e decisões difíceis. Principalmente no início, pensei em desistir muitas vezes.

Empreender também é lidar com incertezas, assumir riscos e receber muitos “nãos”. E os “nãos” frustram, desanimam e, às vezes, nos fazem questionar nossas escolhas, mas aprendi algo nesse caminho: quando uma estratégia não funciona, não significa que precisamos abandonar o objetivo. Talvez seja hora de encontrar outra maneira de chegar lá. Essa inquietação de continuar buscando alternativas sempre fez parte de mim.

Hoje, ao olhar para os projetos que desenvolvo, as empresas que confiam no meu trabalho e as oportunidades que vêm surgindo, sinto orgulho do caminho percorrido.

Ainda tenho muito a construir. E talvez seja justamente isso que mais me motiva.

Vale olhar para trás, não para viver do passado, mas para reconhecer o que foi necessário para chegar até aqui.

Uma das competências mais importantes da liderança daqui para frente é saber o que NÃO precisa mais ser feito.Tenho obse...
21/10/2026

Uma das competências mais importantes da liderança daqui para frente é saber o que NÃO precisa mais ser feito.

Tenho observado algo curioso nos projetos de desenvolvimento de liderança e transformação organizacional. As empresas querem mais produtividade, mais inovação e equipes com mais tempo para pensar estrategicamente, mas quando olhamos para a rotina, encontramos excessos de e-mails, reuniões que poderiam ser eliminadas, relatórios que ninguém consulta, aprovações desnecessárias e processos que continuam existindo simplesmente porque sempre foram feitos daquela maneira.

E sabe o que mais me chama a atenção? Muitas vezes, o líder também está sobrecarregado por esse mesmo sistema.

A resposta costuma ser contratar mais pessoas, implementar uma nova ferramenta ou cobrar mais eficiência, mas será que o problema é realmente falta de produtividade? Ou estamos tentando fazer cada vez mais coisas que já não deveriam existir?

É aqui que entra uma discussão que considero fundamental: o redesenho do trabalho. Para mim, redesenhar não é apenas automatizar tarefas com IA. É ter coragem de questionar o próprio trabalho.

O que ainda gera valor?
O que pode ser simplificado?
O que pode deixar de existir?
O que estamos mantendo por hábito, e não por necessidade?

Um líder estratégico não deveria ser reconhecido apenas pelo trabalho que consegue entregar, mas também pelo trabalho desnecessário que tem coragem de eliminar.

Porque liberar tempo não é perder produtividade. É criar espaço para aquilo que realmente importa: pessoas, decisões, inovação e resultados.

E deixo uma provocação: se você pudesse eliminar uma atividade da rotina da sua equipe amanhã, qual seria?

Quem está preparando a empresa para funcionar sem o fundador?Existe uma contradição silenciosa em muitas empresas bem-su...
20/10/2026

Quem está preparando a empresa para funcionar sem o fundador?

Existe uma contradição silenciosa em muitas empresas bem-sucedidas: quanto mais o negócio cresce, mais dependente ele se torna da pessoa que o criou.

O fundador conhece os clientes, domina as decisões, resolve os conflitos e, muitas vezes, é a última palavra sobre praticamente tudo. E isso pode funcionar muito bem. Até deixar de funcionar. Porque chega um momento em que a mesma liderança que impulsionou o crescimento começa, sem perceber, a limitar o futuro da organização.

Os diretores têm cargos, mas pouca autonomia. As decisões continuam subindo para a mesma mesa. As pessoas aprendem a consultar antes de agir. E o conhecimento estratégico permanece concentrado em uma única pessoa.

O problema não é a presença do fundador. É a ausência de uma estrutura capaz de sustentar o negócio sem depender permanentemente dele. E aqui existe uma reflexão que muitos CEOs evitam fazer: estou construindo uma empresa ou uma organização que só funciona porque eu estou aqui?

Preparar uma empresa para funcionar sem seu fundador não significa afastá-lo. Significa desenvolver lideranças, distribuir responsabilidades, construir sucessores e criar uma governança capaz de preservar aquilo que ele levou anos para construir.

E essa também é uma conversa de Conselho. Porque sucessão não começa quando o fundador decide sair. Começa quando a organização entende que sua continuidade não pode depender de uma única pessoa.

Talvez um dos maiores legados de um fundador seja justamente construir uma empresa que continue prosperando mesmo quando ele não estiver à frente de todas as decisões.

Se o fundador precisasse se afastar por seis meses, sua empresa continuaria crescendo ou descobriria o quanto ainda depende dele?

📍 Conversa de Conselho é uma série semanal sobre as conversas que chegam à mesa de CEOs, CHROs e Conselhos.

Estamos falando muito sobre o que a inteligência artificial será capaz de fazer por nós.Entretanto, tenho dedicado boa p...
14/10/2026

Estamos falando muito sobre o que a inteligência artificial será capaz de fazer por nós.

Entretanto, tenho dedicado boa parte do meu trabalho a uma questão que considero igualmente importante: o que estamos fazendo com a inteligência humana dentro das organizações?

Ainda encontramos lideranças consumidas pela operação, agendas fragmentadas, reuniões que se multiplicam e profissionais com cada vez menos espaço para pensar, criar e tomar boas decisões.

Agora imagine adicionar inteligência artificial a tudo isso. Podemos ganhar velocidade, sem necessariamente ganhar inteligência organizacional.

É por isso que aprofundei os meus estudos e minha atuação no redesenho do trabalho. Acredito que precisamos olhar para a forma como organizamos processos, decisões, responsabilidades e relações antes de simplesmente automatizá-los.

E é essa conversa que vou levar ao Work Intelligence Summit 2026, no dia 12 de novembro, em São Paulo!

🎤 “Como redesenhar o trabalho para liberar o melhor da inteligência humana na era da IA”.

Será uma oportunidade de discutir como tecnologia, liderança e cultura podem caminhar juntas para construir organizações mais inteligentes, produtivas e humanas.

Agradeço à equipe da WorkWiser | Work Management pelo convite e pela oportunidade de contribuir com essa discussão.

📍 12 de novembro | São Paulo
📌 Osmose Coworking – Berrini

O link para adquirir os ingressos estará no primeiro comentário.

Espero encontrar vocês por lá!

Tem muita empresa tentando modernizar o trabalho sem antes questionar o próprio trabalho.Colocar tecnologia em cima de e...
06/10/2026

Tem muita empresa tentando modernizar o trabalho sem antes questionar o próprio trabalho.

Colocar tecnologia em cima de excesso de reuniões, aprovações desnecessárias, retrabalho, decisões centralizadas e lideranças soterradas pela operação não transforma uma organização. Só acelera o modelo antigo.

Venho aprofundando uma lógica de redesenho do trabalho que começa em outro lugar: antes de perguntar o que a tecnologia pode fazer, olhar para o trabalho e questionar o que ainda deveria existir, o que precisa ser redesenhado e, principalmente, onde queremos usar melhor a inteligência humana que a tecnologia pode liberar. Esse será um dos grandes desafios dos CEOs e da alta liderança nos próximos anos.

Tecnologia será parte importante desse processo, mas ela não deveria ser o ponto de partida.

Automatizar o trabalho antigo não é transformar o trabalho.

Quem pode dizer “não” ao CEO?Parece uma pergunta simples, mas talvez ela revele muito mais sobre a cultura de uma empres...
05/10/2026

Quem pode dizer “não” ao CEO?

Parece uma pergunta simples, mas talvez ela revele muito mais sobre a cultura de uma empresa do que qualquer pesquisa de clima.

Quando ninguém consegue dizer “não” para quem ocupa a posição de maior poder, as pessoas começam a concordar. Não necessariamente porque acreditam, mas porque aprenderam que discordar custa caro.

As reuniões ficam mais rápidas, as decisões parecem ter consenso e os conflitos diminuem. E o CEO pode até acreditar que construiu um time extremamente alinhado. Até descobrir que construiu silêncio, e silêncio organizacional é perigoso.É nele que uma estratégia ruim deixa de ser questionada, comportamentos inadequados passam a ser tolerados e riscos conhecidos deixam de chegar à alta liderança.

Executivos inteligentes começam a dizer aquilo que o CEO quer ouvir e não aquilo que ele precisa ouvir. Uma organização madura não é aquela em que todos concordam com o CEO. É aquela em que pessoas competentes conseguem discordar dele sem colocar sua carreira em risco. E isso não depende apenas da coragem de quem fala. Depende da maturidade de quem escuta.

Talvez uma das maiores demonstrações de poder de um CEO seja justamente criar um ambiente no qual seu próprio poder possa ser questionado. E essa também é uma conversa de Conselho.

Porque Conselhos existem também para fazer perguntas difíceis, desafiar premissas e proteger a organização dos pontos cegos de quem a lidera.

Na sua empresa, as pessoas ainda têm coragem de dizer ao CEO aquilo que ele não gostaria de ouvir?

📍 Conversa de Conselho é uma série semanal sobre as conversas que chegam à mesa de CEOs, CHROs e Conselhos.

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