Paulo Maneira

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Paulo Maneira Paulo Maneira, jornalista DRT-2497 Profissional da área de gestão de comunicação e mídias sociais, Paulo mescla experiências no setor público e privado.

Antes de se tornar CEO da YellowFANT Comunicação Digital, trabalhou em diversas esferas da gestão pública, a exemplo do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA) e nas prefeituras de Luís Eduardo Magalhães, Lauro de Freitas e Alagoinhas. Tendo em várias delas estado a frente da comunicação. Em Marketing Político implementa estra

tégias desde a campanha municipal em 2008. Atualmente, contabiliza a participação de 20 campanhas eleitorais, tendo coordenado 12 delas. Além da atuação em pleitos, é consultor político de clientes no legislativo estadual e municipal. Além de contribuir como articulador em negociações partidárias e governamentais.

20/05/2026

Nós podemos mobilizar pessoas. Podemos construir rede. Podemos trazer gente para dentro do projeto. Mas para isso acontecer de verdade, é preciso entender uma coisa: campanha não é só o período eleitoral.

Eu costumo dizer que a campanha tem praticamente o mesmo preço. A diferença é como você escolhe executar.

Você pode gastar um milhão em 45 dias, correndo, apagando incêndio, tomando decisão em cima da hora e desperdiçando energia. Ou pode gastar esse mesmo valor ao longo de um ano, organizando estratégia, estrutura, narrativa, comunicação e mobilização com inteligência.

Campanha é repetição. Repetição. Repetição. O eleitor precisa ver, ouvir e sentir a candidatura várias vezes até aquilo começar a ocupar espaço na percepção dele.

E quando chega o dia 16 de agosto… a máquina de moer reputações liga. Aquilo vira operação de guerra.

Ninguém dorme direito. Ninguém come direito. É pressão, agenda, ataque, resposta, vídeo, rua, crise, mobilização e decisão acontecendo ao mesmo tempo.

Porque perder um único dia dentro de uma campanha de 45 dias é perder uma parte enorme da oportunidade de disputar aquela eleição.

As sete semanas da campanha oficial não foram feitas para você aprender campanha.

Elas foram feitas para revelar quem chegou preparado para elas

20/05/2026

Campanhas não são construídas em sete semanas.

Nós temos sete semanas para executar uma campanha política.

Quem trabalha com campanha sabe que agosto não é momento de descobrir narrativa, organizar equipe ou entender território. Quando a campanha começa oficialmente, muita coisa já deveria estar organizada.

E não estou falando de antecipar campanha eleitoral.

Estou falando de estratégia. Planejamento. Preparação.

Campanha não é intensidade. Campanha é antecipação.

Foi sobre isso que conversei na palestra “Muito Antes das Urnas”, durante o Segundo Encontro Baiano de Comunicação Legislativa, junto ao lançamento do livro Campanha Planejada.

Porque a eleição começa muito antes da propaganda eleitoral.

Neymar estava no futebol árabe, no Al-Hilal. Foram apenas 7 jogos oficiais, 1 gol e 3 assistências. Pouco para um jogado...
18/05/2026

Neymar estava no futebol árabe, no Al-Hilal. Foram apenas 7 jogos oficiais, 1 gol e 3 assistências. Pouco para um jogador do tamanho dele. Muito pouco para quem sempre carregou expectativa demais nas costas.

Enquanto muita gente enxergava apenas o fim de uma passagem frustrada, Neymar estava pensando na última Copa do Mundo da carreira. E ele poderia ter escolhido o caminho mais confortável. Permanecer fora do Brasil, longe da pressão diária, cercado de facilidades.

Voltou para o clube que o revelou. Um clube que vinha machucado, recém-saído da Série B, desacreditado e pressionado. Escolheu o caminho mais difícil. E talvez seja exatamente isso que diferencia jogadores comuns de jogadores históricos.

Hoje, olhando para trás, f**a claro que a convocação para a Copa de 2026 dependeu muito mais dele do que de qualquer narrativa criada ao redor. E narrativa contra nunca faltou. Críticas, perseguições, lesões, pancadas dentro de campo, ataques à vida pessoal. Tudo isso fez parte do pacote.

Foi um planejamento arriscado e justamente por isso tão simbólico ver dando certo.

A Copa pode coroar essa trajetória ou não. Honestamente? Neymar já venceu quando decidiu encarar o desafio de frente ao invés de escolher o conforto.

Obrigado por voltar para o Santos.
E obrigado por lembrar que, com planejamento, coragem e personalidade, ainda dá para transformar roteiro improvável em realidade.

Agora é continuar jogando duro. 🇧🇷⚽

17/05/2026

Sete semanas não são suficientes para você aprender tudo sobre uma campanha.

Não são suficientes para descobrir posicionamento, organizar estrutura, entender território, montar equipe, testar narrativa e corrigir erros ao mesmo tempo.

Campanha não funciona assim.

Toda campanha exige diagnóstico. Exige posicionamento ou, muitas vezes, reposicionamento. Exige estrutura. Exige acompanhamento permanente. E quando uma eleição acaba, o trabalho não termina. Porque política não para.

Isso aqui é treino contínuo.

Quem entende campanha apenas como o período oficial da eleição perde tempo precioso e depois tenta resolver tudo sob pressão.

E é exatamente aí que mora o erro.

As sete semanas da campanha eleitoral não são suficientes para construir tudo. Mas são suficientes para revelar quem chegou preparado para elas.

Muito antes das urnas existe leitura de cenário, estratégia, planejamento e tomada de decisão no tempo certo. Hoje parti...
14/05/2026

Muito antes das urnas existe leitura de cenário, estratégia, planejamento e tomada de decisão no tempo certo.

Hoje participei do 2º encontro de comunicação legislativa da Bahia, dividindo experiências sobre comunicação política, e os desafios do ambiente digital em um ano eleitoral.

E foi também um momento especial, onde lançamos o livro “Campanha Planejada”, um projeto construído a partir da minha vivência nos bastidores e da convicção de que improviso na política custa caro.

12/05/2026

Eu mesmo usei esse conceito em uma campanha para prefeito lá em 2008. E agora, vendo campanhas de 2026 utilizarem uma lógica muito parecida com a criada por Duda Mendonça, f**a impossível não reconhecer o tamanho do legado dele.

“Foi Maluf que fez”, da campanha de Paulo Maluf, virou mais do que um jingle. Virou referência de comunicação política no Brasil.

E vale fazer um exercício interessante: comparem a propaganda de ACM Neto em 2026 com a campanha de Maluf em 1998. Observem o conceito, a construção da mensagem, a repetição, o lugar da obra como símbolo de capacidade de gestão e a forma de fixar isso na cabeça do eleitor.

Tem campanha que passa. Outras viram manual.

Duda segue inspirando a velha e a nova geração do marketing político brasileiro.

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