03/03/2026
A economia brasileira encerrou 2025 com uma expansão de 2,3%, somando um total de R$ 12,7 trilhões, um resultado que confirma uma perda de ritmo em comparação ao avanço de 3,4% registrado no ano anterior. Esse desempenho foi fortemente sustentado pelo agronegócio, que disparou 11,7% graças a safras recordes, atuando como o principal pilar de sustentação do Produto Interno Bruto enquanto outros setores enfrentavam maiores dificuldades. O setor de serviços e a indústria também cresceram, mas de forma mais contida, com altas de 1,8% e 1,4%, respectivamente, refletindo o impacto das taxas de juros elevadas que limitaram o consumo das famílias e o fôlego dos investimentos produtivos ao longo dos meses.
Apesar do saldo positivo no acumulado do ano, a reta final de 2025 mostrou sinais claros de estagnação, com uma variação de apenas 0,1% no último trimestre, o que sugere um cenário de cautela para o início de 2026. No plano social, a riqueza média por habitante subiu para R$ 59.687, representando um ganho real de 1,9% no PIB per capita. Contudo, no cenário global, essa combinação de crescimento moderado e variações cambiais fez com que o Brasil caísse para a 11ª posição no ranking das maiores economias do mundo, sendo ultrapassado após um período de maior vigor em 2024. No geral, o país entregou o que era previsto pelo mercado, mas sob a sombra de uma política monetária restritiva que freou uma expansão mais robusta.
Fonte: Exame.