29/07/2025
🎯O dia em que encarei 420 adolescentes num ginásio
Imagine entrar numa escola e ter diante de si duas turmas com mais de 210 adolescentes cada, entre 16 e 18 anos.
Esse foi o meu desafio recente no CED 416 de Santa Maria (DF), onde fui convidado pelo Sebrae no DF para ministrar a palestra "As Novas Competências do Profissional do Futuro".
A missão? Conectar com centenas de jovens em uma fase intensa, barulhenta e cheia de energia. E o que mais me marcou? O comportamento dos grupos.
A cena era de centenas de jovens que não sabiam o que esperar. O recurso que a escola ofereceu — com todo carinho e atenção — era básico. Mas eu precisava me conectar com aqueles alunos para cumprir minha missão: ajudá-los a olhar para o futuro de suas vidas profissionais.
Foi muito forte o que observei naquele ginásio lotado. O comportamento dos grupos que se formavam entre si me ofereceu um retrato fiel do tipo de profissional que podemos esperar no futuro.
Veja se você reconhece esses perfis:
🔍 Os Atentos: estavam conectados desde o início, participavam, anotavam, faziam perguntas. Talvez ainda não saibam, mas já estão moldando o futuro com propósito.
🔥 Os divididos: alternavam entre escutar e conversar. Captaram o que foi possível.
🎤Os alheios: formaram verdadeiras salas de bate-papo no fundo. Nem a tentativa de envolvimento os movia. O mundo podia estar desabando, pois eles estavam em outra frequência.
Antes que alguém diga "adolescente é assim mesmo", eu reforço: sim, e é justamente por isso que essa fase é reveladora. Usei todas as estratégias aprendidas nestes meus 33 anos de comunicação.Usei a Inteligência Artificial para falar com eles, compartilhei vídeos, fiz perguntas, distribuí brindes etc.
Confesso que saí dessa palestra esgotado. Tive que me virar de todas as formas possíveis para conseguir mantê-los atentos.
No final, foi nítido que uma parte significativa dos alunos entendeu o futuro do trabalho não é apenas sobre tecnologia, IA ou habilidades técnicas. É sobre consciência, empatia, atitude e propósito.
🤔 E como adultos, temos uma missão: ajudar essa juventude a encontrar sentido — antes que o mundo cobre isso da forma mais dura.