RTP Comissão dos Trabalhadores 2016-2025

RTP Comissão dos Trabalhadores 2016-2025 Página oficial da Comissão dos Trabalhadores da Rádio e Televisão de Portugal 2016-2025

INFORMAÇÃO 13/2025Greve Geral 11 de dezembroAmanhã é dia de Greve Geral.A Comissão de Trabalhadores informa que:O Pré-av...
10/12/2025

INFORMAÇÃO 13/2025

Greve Geral 11 de dezembro

Amanhã é dia de Greve Geral.

A Comissão de Trabalhadores informa que:

O Pré-aviso de Greve Geral apresentado pelas duas Centrais Sindicais, abrange todos os trabalhadores do sector público e privado, sejam ou não sindicalizados e independentemente do vínculo Contratual com a empresa (CPS e trabalhadores do quadro).

Nenhuma chefia pode perguntar a um trabalhador se vai fazer greve.
Isso configura uma violação à lei da greve e a CT procederá de acordo com o que está estipulado na lei.

Os trabalhadores da RTP que queiram manifestar-se, podem fazê-lo nos seguintes locais:

- Lisboa: piquete e concentração de trabalhadores, Sede da RTP na Rua Emídio Navarro, às 10:00;

- VN Gaia: piquete e concentração de trabalhadores, CPN - RTP Porto – Monte da Virgem às 09:00;

- Madeira: Concentração de trabalhadores Madeira - Assembleia Legislativa Regional, Funchal às 11:30;

- Açores: Portas da Cidade, Ponta Delgada às 10:30; Praça Velha, Angra do Heroísmo às 10:30; Largo Duque de Ávila, Horta às 10:30;

Luta por um trabalho digno com direitos.

A Comissão de Trabalhadores

[email protected]

COMUNICADO 05/2025Dia 11 de dezembro é dia de Greve Geral.Ao contrário da mensagem que o primeiro-ministro e os partidos...
09/12/2025

COMUNICADO 05/2025

Dia 11 de dezembro é dia de Greve Geral.

Ao contrário da mensagem que o primeiro-ministro e os partidos que o suportam querem passar, a Greve Geral não é uma questão política ou partidária.

O que está em causa neste pacote laboral é:

Despedimentos mais fáceis;

Mais horas de trabalho sem remuneração;

Mais dificuldade em conciliar o trabalho com a família;

Perda de proteção na parentalidade;

Maior precariedade;

Despedimentos sem possibilidade de defesa;

Dificultar a contratação coletiva;

Dificultar a liberdade sindical;

Reduzir o direito à Greve.

Não podemos permitir que este projeto de pacote laboral veja a luz do dia. Este pacote é um retrocesso sem paralelo nos últimos 51 anos de democracia e um desrespeito para com todos aqueles que ainda antes do 25 de Abril lutaram para garantir a consolidação dos direitos dos trabalhadores. É nosso dever garantir o emprego digno para as próximas gerações. Quanto a nós, os trabalhadores de hoje, temos de defender o que temos para não nos vermos também numa teia de precariedade.

Trabalhadores, apelamos à vossa participação na Greve Geral, para defender os direitos que considerávamos adquiridos e que com este pacote estão em perigo.

Apelamos à luta de todos pelo presente e pelo futuro da RTP.

RTP, 09 de dezembro de 2025
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COMUNICADO 02/2025A Comissão de Trabalhadores da RTP condena com veemência a ordem de encerramento da delegação da RTP e...
16/08/2025

COMUNICADO 02/2025

A Comissão de Trabalhadores da RTP condena com veemência a ordem de encerramento da delegação da RTP e a expulsão dos correspondentes da RTP/RDP e LUSA na Guiné-Bissau, juntando-se, assim, às vozes de repúdio das respetivas redações, administrações e Tutela.
Estão a ser postos em causa a liberdade de expressão, o direito à informação e os postos de trabalho de 12 profissionais que, em situações muitas vezes difíceis, nunca recuaram na missão de proteger com dignidade o direito de acesso a uma informação independente.
A estes colegas de profissão e respetivas famílias, o nosso voto de solidariedade.
Estamos juntos.

RTP, 16 de agosto de 2025
[email protected]

Nota de PesarMorreu hoje aos 55 anos Marcos Celso.Jornalista do serviço público há mais de trinta anos, iniciou a sua at...
10/01/2025

Nota de Pesar

Morreu hoje aos 55 anos Marcos Celso.

Jornalista do serviço público há mais de trinta anos, iniciou a sua atividade na Antena 1.

Nos últimos anos integrava a Redação do Online da RTP.

À família e amigos do Marcos Celso, a Comissão de Trabalhadores expressa a suas sentidas condolências.

Até sempre, Marcos.

[email protected]

23/12/2024
Nota de PesarMorreu João Paulo Guerra.Antigo jornalista e provedor do ouvinte da rádio pública.Dono de uma voz poderosa ...
05/08/2024

Nota de Pesar

Morreu João Paulo Guerra.

Antigo jornalista e provedor do ouvinte da rádio pública.

Dono de uma voz poderosa e única, que utilizou, quer para defender a liberdade, que tanto lhe era querida, como para combater injustiças.

Enquanto provedor da rádio publica sempre considerou a CT como interlocutor privilegiado, tanto para a defesa dos trabalhadores como para a salvaguarda do património e história do grupo RTP. Exemplo concreto o convite à CT para a visita que promoveu em 2017 às instalações do Centro Emissor de Ondas Curtas em Pegões onde pudemos verificar o seu estado de degradação. Podemos recordar essa visita no programa Em Nome do Ouvinte com o título “O Centro de Emissores de Ondas Curtas da RDP está à venda” transmitido a 10 de novembro de 2017.
https://www.rtp.pt/play/p3388/e314739/em-nome-do-ouvinte-o-programa-do-provedor-do-ouvinte-v-serie

À família e amigos do João Paulo Guerra, a Comissão de Trabalhadores expressa a suas sentidas condolências.

Até sempre, Camarada.

[email protected]

Boletim da CTNúmero 23010/07/2024REUNIÃO CA/CT DE 4 DE JULHOA CT deu início à reunião informando o CA que os trabalhador...
10/07/2024

Boletim da CT
Número 230
10/07/2024

REUNIÃO CA/CT DE 4 DE JULHO

A CT deu início à reunião informando o CA que os trabalhadores da Assepsia tinham recebido um comunicado a avisá-los de que a empresa não ia proceder ao pagamento dos subsídios de férias. Perguntou se o CA tinha conhecimento deste comunicado e sugeriu, dado o histórico desta empresa no que se refere a incumprimentos e até à difusão de mentiras que maculam o nome da RTP, que talvez esteja na altura de rescindir com a Assepsia e abrir um novo concurso.

A vogal do CA declarou que a Assepsia fez um pedido extraordinário para a atualização do contrato com a RTP de acordo com o aumento do salário mínimo nacional e que o CA, concluindo que os cálculos do fornecedor estavam corretos, enviou um pedido a fim de obter a autorização para esse aumento. Disse também que o artigo da respetiva portaria declara que a autorização tem de ser concedida num prazo de 15 dias úteis, mas que ainda não a tinham recebido apesar de esse prazo já ter sido ultrapassado. Esclareceu que a ausência de resposta da tutela não lhes confere autonomia para avançarem com a atualização. Observou que a falta de resposta por parte da RTP traduziu-se num problema de tesouraria na empresa fornecedora e sublinhou que o CA está a pressionar a tutela para a autorização ser emitida.

A CT deixou claro que não é obrigação da RTP encontrar uma solução para o pagamento dos subsídios de férias das empresas fornecedoras e que não se pode responsabilizar pelos seus problemas de tesouraria. Lembrou que há sempre a possibilidade de a Assepsia recorrer a um crédito bancário para pagar as suas obrigações legais.

A vogal do CA recordou que a Assepsia ganhou um concurso público e que a RTP só posteriormente tomou conhecimento dos seus problemas de tesouraria.

A CT afirmou que, para ganhar um concurso, uma empresa tem de ser idónea e garantir que a sua tesouraria lhe permite cumprir as obrigações legais.

O vogal do CA interveio afirmando que o assunto está a ser tratado com prioridade e garantiu que o CA está a tentar arranjar soluções para mitigar o problema.

A CT voltou a sugerir a rescisão do contrato por incumprimento das boas práticas exigíveis.

A vogal do CA respondeu que a Assepsia foi a única empresa a concorrer ao concurso público.

A CT declarou que se há apenas uma empresa não idónea a concorrer a um concurso público, talvez esse seja um bom motivo para internalizar o serviço.

A vogal do CA disse que essa hipótese não está a ser considerada. O importante é conseguir que os fornecedores cumpram os seus deveres perante os seus trabalhadores. Deixou claro que a RTP deve uma resposta à Assepsia, mas admitiu que isso não justifica o atraso no pagamento dos subsídios.

Precários nas ilhas

A CT perguntou em que estado está a situação dos precários na Madeira e se a RTP vai recorrer dos processos em tribunal.

O vogal do CA respondeu que a situação está em análise. Relembrou que temos um governo novo e que o CA aguarda que lhe sejam transmitidos os procedimentos a adotar no que respeita aos processos em tribunal, e que continua sem saber se pode enveredar pelos pedidos de exceção.

A CT inquiriu se o PAO de 2024 contempla essa situação.

O vogal do CA esclareceu que o PAO só contempla subcontratações, não inclui os casos de tribunal. Disse também que seria possível utilizar o modelo da contratação para incluir alguns trabalhadores em situações de litígio caso os PAO fossem aprovados em tempo útil, mas lembrou igualmente que houve PAO que impediam a contratação. Reiterou que as contratações que a RTP tem feito têm sido por substituição direta.

Não havendo ainda uma decisão por parte do novo governo relativamente a essa matéria, a CT aventou que pode dar-se o caso de estar ainda em vigor a do governo precedente.

O vogal admitiu que esse não é o entendimento do CA porque a situação atual é totalmente diferente das anteriores. Sublinhou que o tema consta da agenda do CA e foi sinalizado junto do ministro.

A CT perguntou se a RTP está legalmente impedida de fazer pedidos de exceção e, no caso de a resposta ser negativa, se o CA fez algum.

O vogal respondeu negativamente a ambas as perguntas. Argumentou que não o fez porque o CA já sinalizou a situação e porque não quer estar constantemente a fazer pedidos de exceção que acabam esquecidos em gavetas. Opinou que o ideal seria o governo agilizar o processo conferindo à RTP capacidade de decisão, tal como aconteceu nos dois governos anteriores.

A CT continuou chamando a atenção para a dimensão do tema nos Açores. Lembrou que estão em tribunal 16 processos em que a RTP recorreu da decisão, que correspondem a mais de 10% dos trabalhadores da RTP Açores. Destacou também o desgaste que esta situação provoca nos trabalhadores, dando conta de um caso com 3 ou 4 anos, que está no Tribunal Constitucional.

O vogal do CA admitiu que a RTP não tem os mecanismos corretos de contratação.

Atividades conflituantes

A CT perguntou em que ponto está o inquérito para averiguar sobre as atividades conflituantes com os serviços prestados pela RTP.

O vogal do CA respondeu que ia participar numa reunião com as áreas relevantes da empresa para debater o tema e, por conseguinte, só teria resposta para essa pergunta após essa reunião.

A CT disse que foi informada de uma alegada cedência de imagens da produtora da colega em questão para a RTP Madeira e sugeriu que este tema fosse abordado na reunião. O vogal do CA aquiesceu. A CT pediu que o CA a informasse do resultado da reunião, compromisso que foi assumido pelo CA.

Recondução do CA

A CT perguntou se já havia novidades no que se refere à vogal com o pelouro financeiro.

O vogal relembrou que os temas relacionados com a recondução do CA competem ao CGI e à tutela e que, por conseguinte, não ia responder a essa pergunta.

Renovação sem renovar

A CT questionou se o CA pretendia fazer alguma coisa para contrariar as baixas audiências dos vários canais RTP, indo ao encontro do que o presidente dissera na Assembleia da República.

O vogal asseverou que não ia discutir questões editorais na reunião. Acrescentou que o presidente estaria a tratar da questão juntamente com os responsáveis da área de informação.

A CT esclareceu que a menção das baixas audiências, a título de exemplo, não tinha que ver com questões editoriais ou com a área de informação especificamente. O sentido da pergunta referia-se à degradação da situação geral da RTP e a alegados planos de renovação que nunca surgem acompanhados por uma renovação da estrutura.

O vogal relembrou que os diretores em funções não foram substituídos, pelo que não tem cabimento discutir o tema.

Questão da corrupção

A vogal do CA mencionou um artigo publicado do boletim da CT de 19 de junho que referia as estruturas da empresa que identificaram mais riscos de corrupção. Declarou que um leitor menos atento poderia concluir que teria sido detetado algo de concreto nessas áreas. Explicou que todos os anos é emitido um relatório síntese sobre o plano de prevenção para a corrupção pela auditoria interna identificando as áreas mais propícias à corrupção, mas que essas são situações teóricas. O objetivo é evitar que se tornem realidade. Sublinhou que é óbvio que áreas críticas serão as que lidam com dinheiro, pagamentos e compras.

O DRH interveio, dizendo que o artigo lhe pareceu um pouco alarmista por mencionar somente as áreas com o risco mais elevado. Reforçou o caráter preventivo desse plano (como aliás o título deixa claro) e afirmou que o objetivo é tomar as medidas necessárias para evitar que o risco se torne realidade. Referiu que há outra matriz, a probabilidade de ocorrência, e que muitos desses riscos elevados têm uma probabilidade de ocorrência bastante baixa.

A CT nada teve a retificar, porque o artigo em causa indicava explicitamente tratar-se de áreas de risco e nada mais do que isso.

Cibersegurança

Por fim, a CT disse ter tido conhecimento de um problema de cibersegurança no final do mês de junho e perguntou se a tentativa de contactar somente os serviços visados foi para não sobrecarregar o sistema com mudanças de palavras-passe.

A vogal do CA respondeu que a DEST faz parte do Centro Nacional de Cibersegurança, que monitoriza a “dark web”, e que no final de junho esta entidade avisou que cerca de 12 endereços de email de trabalhadores da RTP e respetivas palavras-passe tinham surgido na “dark web”. Declarou que o acesso destas 12 pessoas foi prontamente suspenso e daí que somente estes trabalhadores tenham sido notificados para alterarem as palavras-passe. Disse também que dias depois surgiram mais quatro casos e que as palavras-passe em questão não eram todas de acesso a sistemas da RTP. Informou também que, para evitar que a situação volte a acontecer, os trabalhadores vão ser notificados para não utilizarem o endereço de email da RTP em compras online.

Nova Comissão de Trabalhadores

Informamos os colegas que a nova CT eleita a 29 de maio já consta do Boletim de Trabalho e Emprego (BTE) desde a passada segunda-feira, 8 de junho, podendo legalmente iniciar a sua atividade. A nova CT elegeu um secretariado composto pelos colegas Pedro Teichgräber (coordenador), Vanessa Espírito Santo e Paulo Eusébio.

Agradecemos a todos o voto de confiança. Um até já.

Nota de pesar

Calou-se uma das vozes icónicas do serviço público de rádio.

Armando Carvalhêda morreu esta terça-feira, aos 73 anos.

Radialista e divulgador de música portuguesa, foi autor e apresentador do Programa Viva a Música na Antena 1, o único programa semanal de música ao vivo e em direto, que esteve no ar 24 anos.

Armando Carvalhêda começou a fazer rádio nos finais dos anos 60, quando ajudou a fundar a Rádio Clube de Alcácer do Sal, a primeira rádio-pirata em Portugal.

Em 1976 entrou para a Emissora Nacional.

Na década de 1980, quando a estação pública já se denominava Rádio Difusão Portuguesa (RDP), passou a realizar diversos programas no primeiro canal da RDP e entre outros esteve ligado à criação e lançamento do “Pirilampo Mágico” projeto de solidariedade da FENACERCI com a Antena 1.

Armando Carvalhêda dizia que "fazer rádio não era profissão. Era paixão".
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Boletim da CTNúmero 22903/07/2024BOAS PRÁTICAS PRECISAM-SEA RTP tem o dever de zelar pelas boas práticas laborais dos fo...
03/07/2024

Boletim da CT
Número 229
03/07/2024

BOAS PRÁTICAS PRECISAM-SE

A RTP tem o dever de zelar pelas boas práticas laborais dos fornecedores. Várias vezes isso tem sido tema apresentado pela CT ao CA, com resultados desiguais. Desta vez, teve bom resultado porque um puxãozinho de orelhas à Assepsia a curou do mau hábito de atrasar os salários aos seus trabalhadores, quase mês sim, mês não. Para já, foi metida na ordem. O CA, que lhe chamou a atenção, fez bem em metê-la na ordem. E viu-se que não era difícil.

Só é pena que a intervenção do CA não siga sempre esta pauta de procedimento, em todos os casos de ilegalidades e más práticas cometidas sob o teto da RTP. Para o CA intervir, foi preciso a Assepsia cometer a imprudência de mentir aos seus trabalhadores, difamando a RTP e atribuindo-lhe supostos atrasos no pagamento das respetivas faturas, quando na realidade os atrasos eram apenas uma golpada da Assepsia para reter dinheiro dos seus trabalhadores.

O CA reagiu à difamação, e fez bem, mas faria ainda melhor em reagir às más práticas laborais, agora e sempre.

Miguel Relvas, o cuco

Quem se recorde do triste papel de Relvas nos tempos da troika não dará muita importância aos palpites que ele agora venha emitir sobre o futuro do serviço público de media. Nem esses palpites se enriqueceram, entretanto, com alguma pitada de seriedade e bom senso, nem a agenda privatizadora com que o ex-ministro da troika procurava rifar a RTP tem algo de fundamentalmente novo.

Para implementar essa agenda, diz Relvas, por exemplo, em artigo publicado no Expresso, que “as audiências mostram uma procura cada vez maior pelos conteúdos produzidos pelos privados, que tornam a RTP tendencialmente irrelevante” (como se também os privados não estivessem a perder audiências). Relvas deixa de fora o rabo do seu gato escondido, ao especular “que as operadoras privadas podem prestar um serviço público tão bom ou melhor que a RTP presta” (porque é disso mesmo que se trata: proclamar mentiras descaradas para promover interesses inconfessáveis).

O importante aqui não é o que diz o desacreditado Relvas e sim as oportunidades que lhe foram dadas, de bandeja, para dizê-lo.

Uma, foram os sucessivos adiamentos de um contrato de concessão do serviço público, que já devia ter uma versão revista e aprovada há nove anos, e que está agora a voltar à estaca zero. Outra, é o anúncio pelo ministro dos Assuntos Parlamentares de um “Plano de Ação para os Media”, sem qualquer sinal do que o novo governo pretende fazer, além do “impulso de modernidade” que na audição parlamentar de 19 de junho o ministro anunciou pretender para a RTP.

Os cucos apressam-se sempre a fazer o seu ninho nos ninhos deixados vagos por outros pássaros. No espaço deixado livre por um contrato de concessão que nunca mais aparece, ou deixado livre por um plano de ação sem contornos definidos, como não havia de instalar-se Relvas, o ministro-cuco de Passos Coelho?

Reuniões CA/CT

A reunião prevista para a passada quinta-feira, dia 27 de junho, foi desmarcada à última hora pelo CA por “motivos inadiáveis”. A CT compreende que haja imprevistos, mas a verdade é que neste ano de 2024 as reuniões têm sido constantemente remarcadas pelos mais variados motivos e quase sempre com curtíssima antecedência. O combinado é o CA e a CT dialogarem na última quinta-feira de cada mês. É importante que os representantes dos trabalhadores se façam ouvir e que não sejam continuamente preteridos em prol de outros compromissos “inadiáveis”.

Esperamos que a exceção não se torne a regra e que estas reuniões mensais comecem a ser encaradas pelo CA como compromissos indispensáveis.

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Boletim da CTNúmero 22826/06/2024“DEVER FIDUCIÁRIO”Na audição parlamentar da semana passada, que já aqui comentámos impr...
26/06/2024

Boletim da CT
Número 228
26/06/2024

“DEVER FIDUCIÁRIO”

Na audição parlamentar da semana passada, que já aqui comentámos improvisadamente, ficaram por relevar algumas afirmações importantes dos dois membros do dueto “audicionado” (CA e CGI). Uma delas foi a afirmação do presidente Nicolau Santos, segundo a qual o dito CA teria o “dever fiduciário” de recorrer de sentenças favoráveis aos trabalhadores precários, para saber se as pessoas têm ou não têm direito a um contrato com a RTP.

Claro que o CA podia dar-se por esclarecido com decisões de primeira instância, mas obstina-se insensatamente em esgotar as instâncias de recurso. E, bem vistas as coisas, o presidente do CA não pode alegar que alguma lei ou algum estatuto lhe imponha o “dever fiduciário” de ser insensato. Mas, por falar em “deveres fiduciários”, há pelo menos um outro que o CA faria bem em cumprir.

O “dever fiduciário” da prestação de contas

Se o CA tem algum “dever fiduciário” é o de prestar contas do modo como gasta o dinheiro do contribuinte. Se o CA quer um aumento da Contribuição Audiovisual (CAV) para níveis europeus, e é natural que queira, deve prestar contas do destino que lhe é dado. Se o CA quer dignificar e prestigiar o serviço público de media – esse, sim, um “dever fiduciário” -, deve transmitir ao público, como contribuinte e como utente, a convicção de que aquilo que vê e ouve justifica aquilo que paga, de que o benefício auferido justifica o custo suportado.

Não basta, portanto, prestar um bom serviço público: é também preciso prestar contas sobre ele. E isso traduz-se numa palavrinha, que andamos sempre a repetir, e quase sempre em vão: transparência. E bem sabemos como ela nos é negada todos os dias – em centenas de páginas rasuradas do Relatório Único, em concursos públicos e internos, na escolha de concessionários a quem se atribuem alegadas práticas de cartel, enfim, num rol interminável de opacidades que causam suspeições, eventualmente infundadas, mas também inevitáveis entre os trabalhadores da RTP e entre o público contribuinte.

Quem quer ser sério, também deve parecê-lo, e só o conseguirá com uma transparente prestação de contas. Não há melhor defesa dos serviços públicos – deste, e de todos -, tal como, fiduciariamente, é devido por este CA ao público e ao acionista.

O “dever fiduciário” de bem gerir

Na discussão sobre os motivos para o descalabro de audiências da RTP 3, uma das explicações do presidente para o fenómeno era a fraca qualidade dos comentadores recrutados pelo canal, em comparação com os canais privados. Por outras palavras, disse o presidente que, ao pagar com amendoins, a RTP 3 não pode obter filet mignon.

Diga-se aliás, que o presidente tinha tão parca noção de como se gerem os recursos que cifrava os amendoins em 350 euros por prestação comentarial, logo corrigido pelos seus pares para 150. Mas, para ele, essa diferença nada alterava à substância do argumento nem ao que pretendia demonstrar.

F**a de qualquer modo o problema: se, por só poder pagar com amendoins, a RTP 3 está derrotada à partida na competição para brilhar na “ditadura do comentariado”, não seria preferível parar dois minutos para pensar, fora da caixa, que a informação do canal deveria renunciar à competição de tudólogos nessa pequena feira de vaidades, aliás cada vez mais abominada pelo público?

Pior do que pensávamos

Cometemos no último boletim um erro, por darmos ao CA um benefício da dúvida que não lhe era devido: é que nos escapou, na audição parlamentar, o momento em que o vogal Hugo Figueiredo respondera, muito discretamente, à perguntinha sobre o CA ter ou não ter apresentado à tutela algum pedido de exceção para integrar nos quadros da RTP trabalhadores urgentemente necessários. E, na resposta, ia a confissão de nunca se ter apresentado tal pedido.

Então para que nos falam sempre na dificuldade em obter a abertura de exceções junto do Ministério das Finanças, como explicação para a inexistência de uma verdadeira política de recursos humanos?

Eleger outro povo

Segundo Bertolt Brecht, um governo que está descontente com o comportamento do povo só tem de eleger outro povo. O discurso da presidente do CGI na audição parlamentar mostra que Leonor Beleza já passou à prática essa recomendação brechtiana.

Num contexto em que se acumulam os motivos de insatisfação dos trabalhadores da RTP e alguns se acham tão “infelizes” que já só esperam um plano de saídas voluntárias, a presidente do CGI veio citar o inquérito que dava a RTP como uma das empresas mais atrativas para nela se trabalhar. O inquérito, está bem de ver, foi feito junto de outro povo, e nenhum trabalhador da RTP foi ouvido para ele.

Num contexto de descalabro de audiências do canal de informação da RTP, a presidente do CGI veio citar um outro inquérito que considera a informação da RTP como “a mais fiável”. Admitindo que o seja, seria preciso perguntar por que motivo o público não o entende e lhe volta as costas. Mas também este inquérito deve ter sido feito junto de outro povo.

Enfim, a presidente do CGI louvou o facto de a RTP ter apoiado a produção audiovisual independente para além das obrigações que lhe impõe o Contrato de Concessão (10% da CAV). Já em tempos houve um primeiro-ministro que, possuído pela síndrome do bom aluno, se gabava de ter ido “além da troika” - e viu-se o resultado que deu. Neste caso, apoiar a produção externa para além do obrigatório significa investir na produção própria para aquém do necessário. Isso poderá fazer a felicidade de algumas produtoras independentes, mas certamente não melhora a situação do “povo” da RTP.

Privatizadores afiam as facas

Um artigo de Eduardo Cintra Torres (ECT) no Correio da Manhã (CM) do passado fim de semana deveria servir de alerta para quem, assistindo à audição parlamentar, tenha pensado que a RTP continuará indefinidamente a ser amparada por um bloco central de inércias e de interesses instalados. Privatizadores como ECT afiam as facas, à espera da oportunidade que adivinham próxima.

Onde era impossível não acertar, ECT acerta: o CGI dá corpo a um modelo de gestão blindado para que a degradação prossiga, PS e PSD contribuíram para uma audição fofinha e até o Chega se juntou à fofura. Acerta também na crítica à escolha do novo CA sem concurso, mas aí já preferindo ignorar as vozes críticas que se levantaram à esquerda (P*P e BE) e à direita (IL).

E, depois dos acertos óbvios e das omissões manhosas, ECT apresenta duas soluções possíveis para a RTP: incendiá-la ou deixá-la morrer serenamente. Como se vê, todo um rol de soluções construtivas

Combater a CT para combater a RTP

No mesmo artigo, diz ECT que o BE “controla” o Conselho de Redação de TV e a CT, aos quais incute “instintos censórios”. Falando apenas por nós, ignoramos onde foi buscar a ideia desses nossos “instintos”.

Mas, quanto a controlos partidários, podemos dizer que há mais de um ano que não há na CT nenhum militante bloquista e, quando houve, nunca foi veículo de qualquer controlo do BE. Esta CT, agora em fim de mandato, é um coletivo de pessoas com simpatias ou filiações partidárias diversas, que só têm em comum o empenhamento em defender os e as colegas da RTP. Sempre decidimos tudo entre nós e nunca em obediência a qualquer agenda partidária.

E a absurda teoria de ECT vê-se até desmentida por episódios como o recente comunicado do CR contra a CT: se ambos fossem controlados pelo mesmo partido, porque andaria um deles a assanhar-se contra o outro?

O que prova a prosa inserta no CM é que, para destruir a RTP, é preciso destruir primeiro as organizações representativas dos seus trabalhadores.

Estudo europeu sobre motivação no serviço público

A Comissão de Trabalhadores vai fazer chegar a todos, por email, um inquérito europeu sobre a motivação no serviço público de media. Em Portugal, o estudo está a cargo do investigador do ISCTE Miguel Crespo. Apelamos ao preenchimento do respetivo questionário, porque apesar da concordância do presidente do CA na sua divulgação, aparentemente o mesmo não chegou a todos os trabalhadores da RTP.

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