22/03/2018
Poema do Livro: "Destino não é coincidência".
EMBEVECIDO
Em resplandecente manhã emergiu,
no lampejo de alvas clareiras surgiu,
e eu, ao vê-la passar, fiquei extasiado,
tão entusiasmado, tão arrebatado.
Parei ao vê-la assim, passar por mim,
radiosa em pulcro vestido de cetim;
um corpo voluptuoso e fascinante
bailando ao som do vento dançante,
tão delicado em seu aquietado andar.
Arrojado feitiço aflorando no olhar,
predominante em rosto carmesim,
com um toque de veludo e jasmim.
Olhos belos, vivos, brilhantes,
cabelos loiros, suaves, cintilantes.
Envolveu-me suave perfume a rosa,
de mulher sedutoramente formosa,
e eu, fiquei puramente apaixonado.
Estou apaixonado por esta mulher,
a quem não fiz declaração de amor,
fico louco só de a ver, sem saber,
o que fazer para a conquistar
e, sem jeito para a eloquência,
não sei o que lhe deva dizer,
nem sei como lhe expressar
este amor que me está a devastar.
Tímido coro, fico envergonhado
a olhá-la cobiçoso e deleitado,
sentindo-me porém privilegiado
por ser com tanta beleza presenteado.
Ímpar formosura e de rara beleza
em figura deslumbrante de mulher,
tão bela, tão airosa e graciosa;
ela é linda como uma rosa,
é a mulher por quem me apaixonei.
Sinto-me agora, perdido sem ela,
inconformado e pleno de esperança
de a voltar a ver e, quem sabe,
se a coragem não me faltar
e a respiração não me abandonar,
tenha eu a ousadia de ousar
a essa mulher me declarar,
e o meu amor lhe poder expressar.
Ah, se meus olhos dissessem
o que a boca não conseguiu,
talvez meus ouvidos ouvissem
o que meu coração perseguiu.
Edite Pinheiro
2014-05-03
Copyright @ Edição do Autor - 2014
Destino não é coincidência / 136
Poema do Livro: "Do ousar ao caos do medo".
EMBEVECIDO
Em resplandecente manhã emergiu,
no lampejo de alvas clareiras surgiu,
e eu, ao vê-la passar, fiquei extasiado,
tão entusiasmado, tão arrebatado.
Parei ao vê-la assim, passar por mim,
radiosa em pulcro vestido de cetim;
um corpo voluptuoso e fascinante
bailando ao som do vento dançante,
tão delicado em seu aquietado andar.
Arrojado feitiço aflorando no olhar,
predominante em rosto carmesim,
com um toque de veludo e jasmim.
Olhos belos, vivos, brilhantes,
cabelos loiros, suaves, cintilantes.
Envolveu-me suave perfume a rosa,
de mulher sedutoramente formosa,
e eu, fiquei puramente apaixonado.
Estou apaixonado por esta mulher,
a quem não fiz declaração de amor,
fico louco só de a ver, sem saber,
o que fazer para a conquistar
e, sem jeito para a eloquência,
não sei o que lhe deva dizer,
nem sei como lhe expressar
este amor que me está a devastar.
Tímido coro, fico envergonhado
a olhá-la cobiçoso e deleitado,
sentindo-me porém privilegiado
por ser com tanta beleza presenteado.
Ímpar formosura e de rara beleza
em figura deslumbrante de mulher,
tão bela, tão airosa e graciosa;
ela é linda como uma rosa,
é a mulher por quem me apaixonei.
Sinto-me agora, perdido sem ela,
inconformado e pleno de esperança
de a voltar a ver e, quem sabe,
se a coragem não me faltar
e a respiração não me abandonar,
tenha eu a ousadia de ousar
a essa mulher me declarar,
e o meu amor lhe poder expressar.
Ah, se meus olhos dissessem
o que a boca não conseguiu,
talvez meus ouvidos ouvissem
o que meu coração perseguiu.
Edite Pinheiro
2014-05-03
Copyright @ Edição do Autor - 2014
Destino não é coincidência / 136