30/07/2020
Palestra de Educação Financeira Cristã.
Tema: ORIGENS, VANTAGENS, DESVANTAGENS E COMO SAIRBDAS DÍVIDAS FINANCEIRAS
POR: Ernesto Gilberto Siala
ORIGENS DAS DÍVIDAS
As origens das Dívidas são:
1. Redução de renda sem redução de despesas – Essa é outra questão importante a ser avaliada, podendo ser a porta da entrada para o endividamento excessivo. A perda de emprego ou de parte da renda familiar sem a devida redução nas despesas pode, facilmente, levar uma família ao endividamento excessivo. Portanto, ao deparar-se com uma redução de renda, é fundamental fazer uma cuidadosa revisão do orçamento pessoal e familiar, adequando as despesas à nova realidade. Despesas de emergências – Imprevistos acontecem. Um defeito ou uma batida no veículo, ou problemas de saúde na família são exemplos corriqueiros. Entretanto, nem sempre estamos preparados financeiramente para superar esses obstáculos. Logo, fazer uma poupança para cobrir eventualidades é um importante cuidado para você não cair no endividamento.
2 .Orçamento deficitário – É comum encontramos pessoas desejando e g***r um padrão de vida acima do padrão de renda que possuem. Cuidar do orçamento familiar de forma a estar sempre superavitário deve ser um constante busca de todos nós. Portanto, é fundamental colocarmos em prática o que aprendemos sobre os tipos de orçamento.
3.Despesas sazonais – As despesas sazonais, são aquelas que ocorrem em determinada época do ano, como pagamento de Imposto de Renda ou material escolar, nem sempre são observadas ao se fazer um planejamento. É comum, no início do ano, as famílias terem dificuldades em função dessas despesas. Existem ainda as datas comemorativas, como Aniversário, Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças, etc. Se você deseja minimizar a possibilidade de se endividar, a dica é: planeje-se.
4. Pouco conhecimento financeiro – O facto de as pessoas desconhecerem produtos financeiros é também determinante para que fiquem endividadas. Não conhecer o impacto que o pagamento de juros pode causar no orçamento pessoal e familiar e a não leitura dos contratos firmados são situações que contribuem efectivamente para o processo de endividamento.
VANTAGENS DA DÍVIDA
As dívidas têm as seguintes vantagens:
1. Antecipar consumo – Muitas vezes, precisamos comprar um produto ou contratar um serviço, porém não temos dinheiro suficientes. Contrair dívida nos possibilita resolver essa situação.
2. Atender a emergências – Imprevistos acontecem com frequência: acidente com o veículo, serviço emergências na residência, alguém da família com problema de saúde quando não estamos financeiramente preparados. O uso da dívida pode ser a saída nesse momento. .
3. Aproveitar oportunidades – Boas oportunidades para fechar um negócio ou fazer uma compra às vezes acontecem e nem sempre, naquele momento, temos condições financeiras para aproveitá-las. Faça as contas, levando em conta o custo da dívida. Se ainda assim for vantajoso, e você não estiver com dívida, por que não aproveitar a oportunidade?
DESVANTAGENS DA DÍVIDA
As dívidas têm as seguintes desvantagens: .
1.Custo de antecipação do consumo com o uso da dívida implica pagamento de juros – A primeira desvantagem em relação ao uso da dívida é o pagamento de juros. Ao anteciparmos a compra de um produto ou a contratação de um serviço sem a devida disponibilidade financeira, usaremos um dinheiro que não é nosso, portanto pagaremos juros por essa operação. Esse é o custo da antecipação.
2. Risco de Dívidas excessivo – O uso inadequado da dívida pode levar a uma dívida excessivo e comprometer toda a sua vida financeira, podendo acarretar descontrole emocional, problemas de saúde e, até mesmo, desestruturação familiar. Assim, é importante reflectir antes de tomar as dívidas e não o utilizar de forma indiscriminada.
3.Limite de consumo futuro – Outra desvantagem de tomar a dívida consiste em limitar o consumo futuro. Essa desvantagem é quase automática, uma vez que a dívida é tomado hoje tem de ser pago no futuro, reduzindo, portanto, as disponibilidades financeiras futuras para o consumo. .
COMO SAIR DAS DÍVIDAS FINANCEIRAS.
Se já estivermos em uma situação de Dívidas, existem meios de se livrar dessa situação? A boa notícia é que sim. No entanto, isso exigirá de você algumas atitudes, que podem parecer um pouco desagradáveis de se fazer, mas que têm o potencial de devolver a tranquilidade financeira e psicológica perdida devido às preocupações com o excesso de compromissos financeiros. Vejamos os passos para sair das Dívidas.
1.Tomar consciência da situação Ter a consciência de que se encontra em uma condição de dívida e de que é preciso resolver essa situação é um passo fundamental para a saída do endividamento. Nesse momento, não nos conformamos com a situação incómoda das dívidas e sentimos a clara necessidade de buscar uma saída.
2. Mapear as dívidas Após tomar consciência das Dívidas e de ter a certeza de que quer sair dessa situação, é importante conhecer o real tamanho do problema. E conhecer as dívidas é exactamente mapear detalhadamente as informações importantes: os valores das dívidas, os prazos para pagamento, as taxas de juros que está pagando etc.. De posse de todas as informações, torna-se mais fácil a busca de alternativas para a saída das Dívidas.
3. Compartilhar as dificuldades com pessoas que já passaram por situações iguais Compartilhar as dificuldades com pessoas que já tenham passado por situações semelhantes ou que detenham conhecimentos que possam ajudar nessa tarefa é um passo importante para a saída das dívidas.
4. Não fazer novas dívidas Outro ponto fundamental para garantir a saída de tão incómoda situação é não fazer novas dívidas. Esse é o momento de reorganização da vida financeira e fazer dívidas nessa hora é realimentar um ciclo negativo, dificultando a saída das Dívidas. Não fazer novas dívidas é, então, uma prioridade, um desafio a ser vencido por quem se encontra endividado e realmente quer sair do endividamento.
5. Renegociar as dívidas Negociar condições mais vantajosas para o pagamento das dívidas é outro aspecto fundamental para a saída do endividamento. Essa é a hora de procurar trocar dívidas que pagam juros elevados por dívidas com juros menores. Negociar os prazos também pode ajudar na reorganização financeira do endividado.
6. Reduzir os gastos Outra acção imprescindível para a saída das dívidas é o corte de gastos. Sobre o assunto, vale a pena reflectir que existem três (3) tipos de gastos que são:
1) Gastos Necessários: são os gastos considerados indispensáveis. Estão ligados às necessidades. Exemplos: alimentação, moradia e vestuário.
2) Gastos Desnecessários: são os gastos que geram bem-estar e estão ligados mais aos desejos que às necessidades. Exemplos: restaurantes, TV a cabo e roupas de marca.
3) Gastos Desperdícios: são os gastos que não geram bem-estar nem estão ligados às necessidades ou aos desejos. Exemplos: multas, pagar por algo e não usar, esquecer luz acesa ou a to****ra aberta.
Gastos Desperdícios: Eliminar por completo
Gastos Desnecessários: Reduzir ou eliminar
Gastos Necessários: Optimizar (procurar alternativas)
7. Criar rendas ou Receitas extra Muitas vezes nosso orçamento já está no limite suportável e, ainda assim, encontra-se deficitário. Adicionalmente à minimização dos nossos gastos, podemos avaliar uma alternativa de ampliar a nossa renda. Procure identif**ar áreas e serviços em que tenha habilidades, para gerar renda extra e complementar o seu orçamento. Além disso, muitas outras opções podem proporcionar uma boa renda extra: colocar em prática dons artísticos ou dons culinários, fazer horas extras etc. Tudo isso pode ser uma boa alternativa para a saída das dividas e, quem sabe, até se tornar uma nova opção de vida.
8. Buscar ajuda Lembramos ainda que a busca de ajuda, quer por meio de leitura, quer por consultoria, quer por órgãos de defesa do consumidor, é uma opção válida e muito ef**az para a saída das dívidas. É claro que, preferencialmente, essa ajuda não deve ter custo algum..
CONCLUSÃO
Ao utilizar a Dívida, sempre verifique o seu custo. Compare os preços e custos das Dívidas. Faça o que for mais vantajoso para você. Muitas pessoas, ao adquirir uma dívida, simplesmente avaliam se o valor da prestação cabe no orçamento, o que nem sempre é o mais adequado. Coloque em prática • Dê atenção aos juros. Eles não são o mocinho e também não são o vilão. São um fenómeno natural, que existe nas relações de troca intertemporal. Lembre-se de que eles podem estar contra ou a favor de suas finanças, a depender de como você lida com eles. • A Dívida possui vantagens e desvantagens.
Seu uso pode trazer grandes benefícios, bem como grandes males.
Utilize-o com sabedoria. • Não perca o controle de suas contas. Cuidado com o endividamento. Você já conhece de onde ele surge.
Procure “não dar passos maiores que as pernas” e não se esqueça de ter uma reserva financeira para as despesas sazonais e para imprevistos, que, querendo ou não, acontecem. • Se já estiver excessivamente endividado, não fique parado.
Quanto mais tempo parado, pior a dívida irá f**ar, devido a diversos factores como juros e multas. Procurando onde seus gastos podem diminuir?
Então se lembre de eliminar por completo os desperdícios, de reduzir os supérfluos e de otimizar a despesa com os produtos necessários. Tenha calma! Para tudo tem uma solução. Muito Obrigado, que Deus te abençoe.