07/01/2026
Elas Querem o homem provedor. Querem o conforto.
Querem a segurança. Querem a contas pagas, o padrão mantido, o futuro garantido. Mas poucas querem encarar o sacrifício humano por trás disso. Esquecem-se, convenientemente, que homens também sentem. Também choram, ainda que em silêncio.
Também sentem medo. Também sofrem com a distância, com os filhos crescendo longe, com a vida passando sem eles.
A solidão do homem off shore não é visível. Tal como de muitos homens, que vivem "matando-se" em trabalhos que para que a sua família tenha o minímo de vida confortável, eles pagam até com a própria vida. Isso não aparece em posts emocionais. Não gera empatia fácil. Não gera engajamento nas redes sociais.Porque a sociedade ensinou que homem não reclama, mas sim, aguenta. Mas aguentar não é não sofrer. A dor do homem que vai na frente de combate, que enfrenta tanques de guerra e assiste a morte diária dos seus parceiros de combate, não importa. O que importa, é a dor da mulher que ficou em casa. Talvez seja hora de parar de olhar apenas para quem f**a. E começar a olhar também para quem vai. Para quem se isola no mar, para sustentar sonhos que muitas vezes nem são os seus. SÃO O SONHO DA SUA FAMÍLIA. Porque enquanto alguns reclamam da ausência, outros pagam essa ausência com o próprio corpo, com a própria mente e, em alguns casos, com a própria vida. E disso, quase ninguém fala. Porque a vida dos homens que trabalham em off shore e em tantos outros empregos "duros", não importa. São seres de ferros e sem sentimentos.
Como diz Nosso Eddy Flow : QUEREM HOMEM QUE TRABALHA MAS QUANDO O HOMEM TÁ NO TRABALHO FICAM COM O HOMEM QUE NÃO TRABALHA 🤦🏾♂️
Afonso Laurindo Coelho