26/08/2022
Declarações do nosso presidente!
DECLARAÇÃO SOBRE AS ELEIÇÕES
No dia 24 de Agosto o nosso País assistiu a uma eleição histórica, pois, milhões de
angolanas e angolanos participaram da mais disputada eleição na história de Angola.
Milhões de angolanas e angolanos aderiram ao movimento para a mudança liderado
pela UNITA.
Juntos, com os nossos parceiros da Frente Patriótica, percorremos o País; juntos fizemos
uma campanha por estrada ao encontro da realidade objectiva em que vive o nosso
Povo.
Assim, estivemos juntos nos comícios, nas ruas, nas aldeias e nos milhares de
quilômetros percorridos pelo País.
Nesses encontros conhecemos jovens que anseiam por uma oportunidade de trabalho;
conhecemos mães que choravam por não terem comida para alimentar os seus filhos;
vimos bebês famintos que apelam, até, o mais insensível ser humano, enfim, vimos um
País que se degradou profundamente por consequência da má governação, ambição e
insensibilidade daqueles que administram a coisa pública.
Tudo isso reforçou o meu empenho pessoal, das mulheres e dos homens do meu Partido
e de todos os parceiros da Frente Patriótica para o movimento da mudança para um
futuro de esperança pelo melhor para o Povo angolano.
Angolanas e angolanos.
Sabíamos dos desafios que este partido-estado iria colocar no caminho do movimento
para à mudança; sabíamos que os nossos adversários políticos lutavam pela
sobrevivência política.
O País acompanhou os ataques multiformes até a exaustão a que fomos sujeitos,
contudo, com a força do Povo resistimos e vamos fazer história porque a soberania
pertence ao Povo, assim estabelece o artigo 3.º da Constituição da Republica de Angola.
Angolanas e angolanos.
O partido-estado teima em não compreender que a soberania pertence ao Povo; quem
confere poderes para governar é o Povo através do seu voto nas urnas.
Significa que os partidos políticos e/ou grupos de pessoas não podem (e não devem)
subverter a vontade do povo expressa nas urnas.
Para proteger o voto do povo do assalto daqueles que ainda não entenderam o
conceito de democracia, porque não a praticam, criamos um sistema de escrutínio
paralelo que com base as actas-síntese em nossa posse recebidas legalmente pelos
nossos Delegados de Lista.
As discrepâncias dos mandatos atribuídos à UNITA, pela Comissão Nacional Eleitoral -
CNE são brutais, comparados aos que resultam do escrutínio das actas-síntese em nossa
posse e, como é óbvio, em posse da CNE que as produziu e afixou.
Exemplos:
1️⃣ - Círculo Eleitoral Provincial de Luanda:
Das actas-sintese, em posse da UNITA, que correspondem à 99,9%, a UNITA obteve
1.417.447 (70%) votos, contrariamente a 1.230.213 (62,59%) votos que a CNE atribuí à
UNITA. Constata-se uma diferença de 187.234 votos, a que corresponde acréscimo de
mais mandatos.
2️⃣ - Círculo Eleitoral Provincial do Moxico:
Não obstante a contagem paralela não ter ainda terminado, são de assinalar dois factos:
a) Tendo a CNE já escrutinado 95,22% dos votos validamente expressos nas urnas
atribui, apenas 45.058 (26.62%) votos para a UNITA, porém, a UNITA escrutinou até
ao momento 79% dos votos vertidos nas actas-síntese e apurou 61.378 votos
b) Curiosamente da trapalhada da CNE atribuiu-se, dolosamente, 1 mandato à UNITA,
quando o correto seriam 2 mandatos.
3️⃣ - Círculo Eleitoral Provincial do Cuanza Sul:
A CNE escrutinou 99.98% dos votos e atribuiu ao MPLA 233.160 votos, porém, a UNITA
escrutinou 100% das actas-sintese e apurou 154.628 votos para o MPLA. Constata-se
uma diferença de 78.532 votos.
4️⃣ – Votação abusiva e ilegal
Hoje, dia 26 de Agosto, 48 horas após o termo da votação em todo o território nacional,
curiosamente, ainda se vota no Moxico nas Assembleias n.s 7429 em Cazombo e 7444
em Lumbala-Kakengue.
Face à esta realidade fática verificável, não existe a menor dúvida em afirmar com a toda
a segurança de que o MPLA “não ganhou AS ELEIÇÕES DO DIA 24 DE AGOSTO”, pelo que
a UNITA não reconhece os resultados provisórios divulgados pela CNE.
A UNITA e os seus parceiros do Movimento para a Mudança agradecem,
profundamente, às Angolanas e aos Angolanos pela forma massiva, responsável, cívica
e patriótica, como responderam, desde a primeira hora, o apelo para a MUDANÇA e
acorreram assiduamente às urnas de voto.
Apelamos a todas as Angolanas e a todos os Angolanos a manterem-se calmos, serenos
e confiantes na Direcção da UNITA na esperança de que pela força do vosso voto
concretizaram a tão almejada ALTERNÂNCIA.
Finalmente, a Direcção da UNITA desafia à CNE, em nome da verdade a aceitar a
estruturação de uma comissão com a participação Internacional para ser feita a
comparação das actas sínteses em posse da CNE com as actas sínteses em posse dos
Partidos Políticos.
Luanda, aos 26 de Agosto de 2022.