31/01/2026
Não podemos passar o dia sem falar da Wilsândia, uma das Estagiária da Academia de Geociências, que se encontra aqui no campo connosco.
Wilsândia é uma mulher guerreira e um verdadeiro exemplo de dedicação à Geociência. No campo não há privilégios: ela não foi mimada; foi instruída, orientada e preparada tecnicamente para enfrentar as reais exigências do trabalho geológico.
Foi orientada e passou noites a estudar, em busca de respostas e de uma melhor compreensão dos fenómenos geológicos observados.
Entrou em poços com cerca de 5 metros de profundidade para a realização de estudos geológicos, trepou árvores nas margens do rio para facilitar observações e acessos e trabalhou em ambientes fluviais com riscos naturais, sempre sob orientação técnica e em respeito às normas de segurança.
Foi orientada e percorreu mais de 6 km a pé sozinha em busca dos resultados, trabalhou sob chuva, enfrentou o cansaço físico e, mesmo lidando com as dores naturais da condição feminina, manteve-se firme no campo, demonstrando resiliência, disciplina, coragem e uma enorme vontade de aprender. No final de todo esse esforço, essa nossa colaboradora foi a primeira a identificar um alvo, provando que o conhecimento aliado à prática e à persistência gera resultados concretos.
A atuação da Wilsândia reforça uma verdade fundamental da profissão: a Geociência não se faz apenas com teorias ou palavras bonitas; faz-se no campo, com observação direta, sacrifício, método científico e compromisso.
A presença e o desempenho da Wilsândia mostram que as mulheres geocientistas têm conquistado, com mérito, o seu espaço numa área historicamente dominada por homens. Hoje, as mulheres contribuem de forma decisiva para a prospecção mineral, mapeamento geológico, estudos ambientais, hidrogeologia e mineração, enfrentando os mesmos desafios e entregando resultados com excelência.
A Academia de Geociências orgulha-se de formar mulheres fortes, técnicas e comprometidas com a ciência,