20/12/2021
5 PRINCÍPIOS PSICOLÓGICOS PARA DESENVOLVER SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – PARTE 2
Projecto Pensando em Mentes “O Seu Mundo Mental Mais Saudável”
O que é a inteligência emocional?
Como foi dito na Parte 1, A “Inteligência emocional é um conceito da Psicologia que caracteriza o indivíduo capaz de identif**ar seus sentimentos e suas emoções com mais facilidade.”
Diferentemente do quociente de inteligência (QI), a inteligência emocional não trata de conhecimentos de cunho intelectual, científico ou acadêmico, mas de saber reconhecer e lidar com sentimentos e emoções, visando ao desenvolvimento pessoal e profissional. A inteligência emocional é uma habilidade que pode ser desenvolvida
Essa habilidade, quando bem trabalhada, favorece o bom relacionamento entre as pessoas, permitindo um maior entendimento nas relações pessoais, e a melhor interação (e comunicação) no trabalho. Portanto, há vantagens nos dois setores. Além disso, a IE influencia, de forma positiva, a saúde física e mental. Ela previne transtornos psicológicos, como ansiedade e depressão, bem como distúrbios psicossomáticos.
A ciência já comprovou que doenças cardíacas, câncer e diabetes, entre outras, têm relação com sentimentos não trabalhados corretamente pelo paciente.
Outro exemplo é o herpes labial, cujo surgimento é comum em algumas pessoas que passam por momentos de estresse. Indivíduos que conseguem desenvolver inteligência emocional são cada vez mais valorizados. Isso porque reconhecer suas próprias limitações e trabalhar para ser indulgente com as falhas dos outros são capacidades acessíveis apenas àqueles que estão em permanente estado de vigilância na busca pela excelência.
DICAS SOBRE COMO DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
No trabalho, na escola, na faculdade, em casa ou em qualquer ambiente, é preciso lidar frequentemente com as pessoas, suas culturas, suas formas de pensar, suas atitudes etc. Além disso, precisamos gerenciar a nós mesmos e às cobranças internas ou externas.
A inteligência emocional pode ser desenvolvida em todas essas situações, ou seja, nas diferentes áreas da nossa vida. No entanto, para descobrir como fazer isso, é preciso tomar consciência de si e vigiar-se para lidar com as adversidades da melhor maneira possível.
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6. NÃO TENHA MEDO DE SE EXPRESSAR
Como já dissemos, não deixar a emoção dominar a situação não é o mesmo de não demonstrá-la. Expor o que sente e expressar sua opinião é fundamental para que o equilíbrio seja mantido. Você certamente já interpretou de forma errada a ideia de algum colega e só conseguiu compreendê-la depois de uma explicação, não é?
Situações como a descrita acima são normais, sendo que a melhor forma de evitar um conflito é se expressando. A IE está na maneira como o pensamento é racionalizado — e o mesmo vale para as emoções mais íntimas: é preciso falar sobre os sentimentos na relação e expressar o carinho, o amor ou, até mesmo, a carência.
A fala é o caminho mais seguro para entender e trabalhar as impressões internas. Por meio do diálogo, esclarecemos os pontos de vista e debatemos sobre questões complexas para que possamos resolvê-las, não permitindo que fiquem obscuras caso não haja uma conversa sincera e madura.
7. DESENVOLVA O SENTIMENTO DE EMPATIA
Há algo em comum entre os maiores líderes do mundo: a empatia. Geralmente, pessoas que ocupam tais postos e são bem-sucedidas preocupam-se com suas equipes de forma genuína. Elas sabem seus nomes, reconhecem suas histórias e são solidárias quando necessário.
Colocar-se no lugar do outro não é um ato praticado apenas por seres humanos — sequer é privilégio dos adultos. Pesquisas realizadas com animais (cachorros, chimpanzés etc.) e com crianças demostraram que eles também são dotados do sentimento de solidariedade. Segundo Goleman, o conhecimento de si mesmo alimenta a empatia. Isso porque, quanto mais conscientes somos acerca de nossos próprios sentimentos, mais conseguimos entender a emoção alheia.
8. COLOQUE EM PRÁTICA A RESILIÊNCIA
Situações difíceis podem surgir na vida de qualquer um. O que diferencia as pessoas é como elas reagem a tais eventos. A resiliência está em receber os impactos da rotina e ter a capacidade de absorvê-los, mantendo-se firme e focado, aprendendo com os próprios erros e lidando, de maneira inteligente, com os fatos.
Ser resiliente envolve administrar os sentimentos mesmo quando o controle das situações está fora do seu alcance.
Trata-se de saber reconhecer as emoções e o efeito que elas causam na sua mente e no seu corpo. Assim, o indivíduo poderá canalizar seu potencial e aumentar seu desenvolvimento.
9. FORMULE UMA “RESPOSTA” EM VEZ DE “REAGIR”
Outra teoria criada por Goleman é que nós, seres humanos, somo guiados por dois cérebros: o emocional e o pensante. O cérebro emocional é o primeiro a ser afetado pelos acontecimentos. Sendo assim, a pessoa que reage é aquela que se deixa levar inconscientemente pelo seu lado emocional e impulsivo.
O cérebro pensante é aquele responsável pelo ato de responder. Em vez de apenas agir por instinto, quem se deixa levar pelo cérebro pensante analisa toda a situação ao seu redor e decide qual é a melhor forma de se comportar naquele momento. Não deixe seu corpo reagir no modo automático. Use seu cérebro pensante e seja mais racional!
10. CONHEÇA OS SEUS LIMITES
Seus limites serão descobertos à medida que você avançar no autoconhecimento, por isso é tão importante conhecer-se cada dia mais. Além de ter plena certeza de quais são os seus defeitos e as suas qualidades, é preciso reconhecer que você tem, sim, alguns limites. Infelizmente, muitas pessoas enxergam as limitações como incapacidades (e, por isso, aquele que reconhece e respeita seus limites é visto erroneamente como fraco).
Partimos do ponto de que ter fraquezas não é motivo para sentir vergonha: todos temos nossos pontos fracos e isso é mais do que normal. Somos seres dotados de sentimentos e erramos muitas vezes, mas também estamos em constante aprendizado. Antes de reconhecer seus limites, você precisa aceitar que não é perfeito, mas sim uma pessoa como qualquer outra.
Em seguida, observe tudo em sua volta. Quantas vezes você concordou em fazer algo mesmo sabendo que não podia ou não queria? Parte do fato de conhecer suas limitações está ligada à ideia de dizer “não” sem sentir culpa e de aceitar que há coisas as quais você não é capaz de fazer.
Lembre-se do mais importante: conhecer seus limites signif**a respeitar a si mesmo. O lado bom de respeitar suas próprias limitações é poder proteger sua saúde emocional, deixando de fazer aquilo que poderia causar algum mal ou trauma.
Psic. Clínico Amós Luciano