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O Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (CPM) reuniu no dia 28 de Maio de 2021, em sessão ordinária, ...
03/06/2021

O Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (CPM) reuniu no dia 28 de Maio de 2021, em sessão ordinária, para analisar o comportamento recente e as perspectivas dos principais indicadores económicos, tendo presente o desenvolvimento actual da situação pandémica tanto no País como a nível internacional e os seus possíveis efeitos na economia.

A economia internacional continua em lenta recuperação. No contexto internacional, apesar dos progressos registados nas campanhas de vacinação em vários países e da introdução de estímulos fiscais e monetários, os efeitos da pandemia ainda se fazem sentir no ritmo de recuperação da actividade económica mundial, com realce para as economias emergentes e em desenvolvimento.

A nível nacional, persistem as pressões inflacionistas com origem no lado da oferta. O Índice de Preços no Consumidor Nacional registou uma variação de 1,78% e 2,09% em Março e Abril de 2021, respectivamente, levando a inflação acumulada para 7,65% e a homóloga para 24,82% em Abril.

O aumento da inflação decorreu, fundamentalmente, do maior incremento na variação de preços da classe Alimentação e bebidas não alcoólicas, reflexo do choque de oferta agregada de bens alimentares, justificado pela redução da oferta interna que não foi suficientemente compensada por importações.

A Base Monetária exerceu um menor efeito multiplicador: A Base Monetária em moeda nacional, variável operacional da política monetária, registou um crescimento de 5,46% no mês de Abril. Desde o início do ano, a Base Monetária expandiu em 8,53% e em termos homólogos a expansão atingiu 15,41%.

O agregado monetário M2 em Moeda Nacional, variável intermédia da política monetária, registou uma ligeira contracção de 0,28% no mês de Abril e de 1,08% em termos acumulados. Contudo, nos últimos 12 meses, observou-se uma expansão na ordem de 21,26%.

Manutenção da estabilidade do mercado cambial. A moeda nacional acumulou ganhos de 1,24% e 4,48% em relação às suas congéneres norte-americana e europeia no mês de Março, enquanto para o mês de Abril, depreciou em 3,25% e 6,08% face às moedas norte-americana e europeia, o que reduziu a apreciação acumulada para 0,51% e 1,94%, respectivamente.

As Reservas Internacionais permanecem em níveis confortáveis: O stock de Reservas Internacionais Brutas situou-se em 14,59 mil milhões de dólares norte-americanos em Abril, contra 14,98 mil milhões de dólares norte-americanos do mês de Março, equivalente a um grau de cobertura de importações de bens e serviços de aproximadamente 11 meses. As Reservas Internacionais Líquidas fixaram-se em 7,99 mil milhões de dólares norte-americanos, face aos 8,42 mil milhões de dólares norte-americanos de Março.

Perspectivas para o ano de 2021: Tendo em conta o choque de oferta registado nos quatro primeiros meses, prevê-se que a inflação para o final de 2021 atinja 19,5%, contra 18,7%, inicialmente prevista.

Relativamente às contas externas, as novas projecções apontam para um saldo global superavitário da Balança de Pagamentos na ordem de 450,0 milhões de dólares norte-americanos, o que permitirá uma ligeira acumulação de reservas internacionais na mesma magnitude, justificada fundamentalmente pelo efeito positivo da subida dos preços de petróleo nos mercados internacionais.

Tendo em conta ao acima exposto, o CPM decidiu:

Manter a taxa básica de Juro, Taxa BNA, em 15,5%;
Aumentar o coeficiente das reservas obrigatórias em moeda estrangeira de 17% para 22%, terminando-se a obrigatoriedade de cumprimento parcial em moeda nacional;
Manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez indexada à taxa de juro de mercado dos Bilhetes do Tesouro para 91 dias, acrescida de 0,5%;
Manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez com maturidade de 7 dias em 12%.

Fonte: bna.ao

09/04/2021

Espanha garante 250 milhões de euros para as exportações.

O Chefe do Governo de Espanha, Pedro Sanchez, anunciou, ontem Quinta-feira, um apoio financeiro de 250 milhões de euros, para cobertura das exportações, do sector empresarial da República de Angola.

09/04/2021

BCA opera com taxa competitiva.

A Sucursalde Luanda doBanco da China (BOCLB)e BCA venderam, ontem,as divisas, às taxas de câm-bio mais competitivas domercado bancário, ofe-recendo o Euro a 768,719kwanzas e o Dólar a 629,respectivamente, de acor-do com dados da lista dasoperações divulgada peloBNA.Na venda do Euro, BPCe o BCI, dois bancos públi-cos, seguiram-se aoBOCLB, vendendo a moedaeuropeia a 752,884 e a755,494 kwanzas.O Banco Valor operoucom a taxa de câmbio maisalta na venda do Euro, tran-saccionado a 774,157 kw-anzas, uma taxa em 1,53por cento superior à médiados bancos e em 3,13 maisalta que o câmbio adoptadopelo BOCLB.

06/04/2021

AIA denuncia concorrência desleal no mercado do trigo.

A Associação Industrial de Angola (AIA) propôs,ao Ministério das Finanças, a aplicação doImposto Especial de Consumo (IEC) à taxa de30 por cento sobre a farinha de trigo importada.Em declarações ao Jornal de Angola, o presidenteda AIA, José Severino, apresentou o agravamentofiscal sobre as importações de farinha de trigocomo “a melhor solução” para acabar com ocrescimento elevado da prática de dumping,cujas repercussões têm um impacto negativona compra da produção nacional.

30/03/2021

Fórum Económico está em preparação.
A segunda ediçãodo Fórum Económico Rússia - África, prevista para 2022, já está em preparação, com a reunião, ontem, em Moscovo, entre o conselheiro do Presidente da Federação Russa e a Associação de Cooperação Económica com os Estados Africanos (AECAS), o secretariado do Fórum de Parceria Rússia-África e a Fundação Roscongress.
JA

30/03/2021

Brent está 64,76 dólares.
O preço do Brent (referência do petróleo angolano) para a entrega em Junho registou uma subida, na abertura do mercado desta segundafeira, situando-se nos 64,76 dólares por barril, contra os 64,21 do fecho, uma variação de 63,01 - 65,33. Há expectativa de que o grupo de produtores Opep+ possa manter a produção estável em Maio, com as cotações afectadas também por preocupações de que as operações do Canal de Suez, no Egipto, poderiam levar semanas para voltar ao normal, mesmo com avanços nos trabalhos que visam desencalhar o navio “Ever Given”, que desde a passada terça-feira interrompeu a circulação de um dos principais canais de navegação do mundo.

O economista angolano Carlos Rosado considerou, nesta quinta-feira, que “o problema económico de Angola não está na depe...
27/03/2021

O economista angolano Carlos Rosado considerou, nesta quinta-feira, que “o problema económico de Angola não está na dependência do petróleo, mas sim na falta de competitividade da economia angolana.”

Uma questão que tem atirado o país em baixas posições em certos rankings internacionais, como o “doing business”.

Apesar das reformas, Carlos Rosado entende que a falta de competitividade na economia deve ser revista, justificando que o país não consegue produzir bens e serviços que sejam competitivos internacionalmente, ou seja, que tenham um preço e qualidade que permitam concorrer com outros Estados, quer lá fora quer cá dentro.

O especialista angolano foi Convidado no Webinar da 4ª Edição do “Falar Global” para reflectir sobre “O Impacto Socioeconómico da Covid-19 nos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – um ano depois”, organizado pelo Instituto Nacional da Defesa (IND) de Angola.

A seu ver, a COVID-19, do ponto de vista das prioridades angolanas, não trouxe nada diferente, visto que a mesma doença apenas “destapou” os muitos problemas que o país já vinha registando.

“O que aconteceu em Angola, acabou sendo um problema. Mas o problema de Angola não está no petróleo. A dependência do petróleo é um dos sintomas maiores que Angola tem e que estão relacionados com a falta de competitividade da economia”, afirmou o economista que também defendeu a mudança do modelo de desenvolvimento ainda assente no petróleo e no Estado.

O também professor universitário lembrou que, a dependência da economia ao petróleo representa cerca de 95% das exportações, 60 a 70 por cento das receitas públicas. E, por estes factos, notou, qualquer coisa que aconteça com o petróleo tem logo consequências em Angola.

A Educação e a Saúde são, para Carlos Rosado, “outros verdadeiros problemas que o país deve rever, tendo reiterado mais investimentos, de acordo com as recomendações internacionais que apontam 20% (Educação) e 15% (Saúde).

27/03/2021

Angola perde USD 370 Milhões com a queda das RIL

Angola já perdeu 370 milhões USD das suas Reservas Internacionais Líquidas (RIL) desde Janeiro deste ano, o que representa uma redução de 4,2% do valor desses activos, de acordo com números do Banco Nacional de Angola (BNA) sobre a evolução diária das RIL.

Até à última quinta-feira, as estatísticas diárias do banco central colocavam as RIL nos 8.428 milhões USD, que compara com os 8.798 milhões USD que valiam no início do ano.

Desde então, foi sempre a cair, numa espécie de “montanha russa”, considerando as oscilações entre subidas e descidas ligeiras.

Antes desta queda, as RIL já vinham de outra ainda mais acentuada. De Janeiro a Dezembro do ano passado, as Reservas Internacionais deslizaram 23%, saindo de 11.332 milhões USD para 8.689 milhões USD.

Ao fixarem-se nos 8.689 milhões USD no final do ano passado, foi a primeira vez desde 2006 que as RIL encerraram um ano abaixo da barreira dos 10 mil milhões USD.

A queda nas receitas com exportações de petróleo e a fraca produção interna de bens e serviços essenciais continuam a justificar o deslizamento das RIL.

Mas o arrefecimento da actividade económica mundial no último ano devido à pandemia da Covid-19, que resfriou ainda mais a actividade petrolífera mundial, também entram na equação.

Na visão de analistas financeiros, Angola tem reduzido as exportações de petróleo e, por arrasto, a pouca entrada de divisas no país, pressionando as reservas líquidas.

Se por um lado Angola está a exportar mais, por outro está a importar muito menos.

De acordo com o relatório das Estatísticas Externas do BNA, relativo apenas aos 9 meses de 2020, o país gastou em média 769 milhões USD em importações, o que compara com os 1.177 milhões registados em 2019. Contas feitas, as RIL actuais garantem 11 meses de
importações.

O relatório da terceira avaliação do FMI ao cumprimento do programa em Angola já previa que era “expectável” que as RIL continuassem a cair em 2021.

EXPANSÃO

O “ouro negro” segue em forte alta, sustentado pelo bloqueio do Canal do Suez por parte do navio porta-contentores Ever ...
27/03/2021

O “ouro negro” segue em forte alta, sustentado pelo bloqueio do Canal do Suez por parte do navio porta-contentores Ever Given, que encalhou na terça-feira, ficando atravessado naquela importante via marítima e impedindo a passagem de embarcações em ambas as direções.

O West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os Estados Unidos, para entrega em maio soma 4,42% para 61,15 dólares.

Já o contrato de maio do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 4,13% para 64,51 dólares.

Na quarta-feira, os preços tinham estado já a disparar em torno de 6% devido ao congestionamento do Canal do Suez, uma importante via de escoamento de petróleo.

Na sessão de ontem, as cotações corrigiram, com os investidores mais focados nos receios de que os novos confinamentos na Europa reduzam o consumo de combustível.

Mas hoje, com a previsão de que possa demorar semanas a desencalhar o Ever Given, o crude voltou a valorizar fortemente.

“O interesse dos investidores pelo petróleo recuperou nas últimas horas, após as notícias de que o bloqueio do Canal de Suez que pode não ter uma rápida resolução à vista.”

“A abertura positiva das ações europeias esta manhã e um cenário de risco moderado estão a ajudar a impulsionar o petróleo, embora haja uma pressão de baixa a curto prazo, após uma longa recuperação verificada nos últimos meses”, sublinha Carlo Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

Apesar da subida de quarta-feira e de hoje, os preços do petróleo estão a caminho da terceira semana consecutiva de saldo negativo.

O Canal do Suez é uma importante via para o comércio marítimo, com grande preponderância para o chamado “ouro negro”. Em todo o mundo, circulam por dia pouco mais de 70 milhões de barris diários, com a Europa a importar 20% desse volume (14 milhões diários).

Pelo Suez passa o petróleo que a Europa importa do Médio Oriente, de países como a Arábia Saudita e o Iraque.

27/03/2021

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