03/09/2026
𝙁𝙄𝙇𝙃𝙊 𝘿𝘼 𝙈Ã𝙀
𝙁𝙞𝙡𝙝𝙤𝙨 𝙙𝙖 𝙢ã𝙚… 𝙤𝙪 𝙢𝙚𝙡𝙝𝙤𝙧, 𝙛𝙞𝙡𝙝𝙤 𝙙𝙖 𝙢ã𝙚.
É literalmente incrível a sensação que temos quando vemos os nossos pais orgulhosos das escolhas, dos caminhos e dos rumos que tomamos.
Foi assim que me senti ao ver a minha mãe ajoelhar-se, em pleno espaço académico, e gritar:
“Deus seja louvado!”
Sim, foi algo muito, mas muito extraordinário. Deus seja glorificado!
A minha mãe ora demais. Quem a conhece e quem me conhece sabe. Para ela, não existe lugar, momento ou obstáculo. A minha mãe é uma mulher que ora. Sem horários e sem escolher espaços, procura Deus e confessa aquilo em que mais acredita.
Com ela aprendi uma das coisas mais bonitas da vida: quem tem Deus pode tudo. Pode beijar o impossível, abraçar a eternidade e reconhecer as oportunidades.
Dona Fina, uma zungueira que também foi doméstica e que é, acima de tudo, graduada em Ciências da Vida, ensinou-nos que, para viver, é preciso acreditar em Deus, lutar por aquilo em que acreditamos, correr atrás das oportunidades e nunca desistir.
Este mestrado é para ti, minha mãe.
Sinto-me um verdadeiro filho da mãe. Filho da Mãe Fina. E é incrível perceber como os teus ensinamentos nos trouxeram até aqui.
Obrigado por tudo. Por nunca desistires de nós, pelos puxões de orelha, pelos cocos na cabeça, pelos ralhetes e por todas as formas de que te serviste para me tornares o homem que sou hoje.
Sim, é em alto e bom som que quero que o mundo saiba:
Eu, Kiaku Zambo, sou um verdadeiro filho da Mãe Fina.
Muito obrigado, minha mãe.