20/05/2020
𝗦𝗲𝗿á 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗿𝗲𝗱𝗲 𝟱𝗚 𝗽ô𝗱𝗲 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗮𝗿 𝗽𝗿𝗼𝗯𝗹𝗲𝗺𝗮𝘀 𝗮 𝘀𝗮ú𝗱𝗲 𝗵𝘂𝗺𝗮𝗻𝗮 ?
O 5G usa ondas de frequência mais altas do que as redes móveis anteriores, permitindo que mais dispositivos tenham acesso à internet ao mesmo tempo e numa velocidade mais rápida.
Essas ondas percorrem distâncias mais curtas pelos espaços urbanos, de modo que as redes 5G exigem mais antenas transmissoras do que as tecnologias anteriores, posicionadas mais perto do nível do solo.
𝗤𝘂𝗮𝗶𝘀 𝘀ã𝗼 𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗲𝗼𝗰𝘂𝗽𝗮çõ𝗲𝘀?
A radiação eletromagnética usada por todas as tecnologias de telefonia móvel levou algumas pessoas a se preocuparem com o eventual aumento dos riscos à saúde, incluindo certos tipos de câncer.
Em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que "não foi constatado nenhum efeito adverso à saúde causado pelo uso de telefones celulares".
No entanto, a OMS junto à Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês) classificaram toda radiação de radiofrequência (da qual os sinais de celular fazem parte) como "possivelmente cancerígena".
Ela foi inserida nesta categoria porque "há evidências que não chegam a ser conclusivas de que a exposição pode causar câncer em seres humanos".
Um relatório de toxicologia divulgado em 2018 pelo Departamento de Saúde dos EUA, citado por aqueles que têm receio em relação à nova tecnologia, mostrou que ratos machos expostos a altas doses de radiação de radiofrequência desenvolveram um tipo de tumor cancerígeno no coração.
Para este estudo, o corpo dos ratos foi exposto à radiação de telefones celulares durante nove horas por dia todos os dias durante dois anos, mesmo antes de nascerem.
Não foi identificada nenhuma associação com o câncer no caso das fêmeas ou camundongos analisados. E foi constatado, inclusive, que os ratos expostos à radiação viveram mais tempo que os do grupo controle.
Um cientista que participou da pesquisa afirmou que "a exposição usada nos estudos não pode ser comparada diretamente à exposição que os seres humanos são submetidos quando usam telefone celular", mesmo em relação a quem usa muito.
Frank De Vocht, que oferece consultoria ao governo sobre segurança de telefonia celular, diz que "embora algumas pesquisas sugiram uma possibilidade estatística de aumentar os riscos de câncer para quem usa muito [celular] até agora a evidência de uma relação causal não é suficientemente convincente para sugerir a necessidade de uma ação preventiva".
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Há, no entanto, um grupo de médicos e cientistas que escreveram para a União Europeia pedindo a suspensão do lançamento da rede 5G.
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𝗔𝘀 𝗼𝗻𝗱𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗿á𝗱𝗶𝗼 𝘀ã𝗼 𝗻ã𝗼 𝗶𝗼𝗻𝗶𝘇𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀
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A banda de onda de rádio — usada em redes de telefonia celular — não é ionizante, "o que significa que não tem energia suficiente para separar o DNA e causar danos celulares", afirma o pesquisador David Robert Grimes, especializado em câncer.
Nos níveis mais altos do espectro eletromagnético — ou seja, muito acima das frequências usadas pelos telefones celulares — há riscos claros de exposição prolongada à saúde.
Os raios ultravioletas do Sol se enquadram nessa categoria prejudicial à saúde e podem levar, por exemplo, ao câncer de pele.
Há limites rigorosos para exposição a níveis de radiação de energia ainda mais altos - como os exames de raios-X e raios gama -, que podem provocar efeitos nocivos no corpo humano.
"As pessoas estão compreensivelmente preocupadas com a possibilidade de elevar o risco de câncer, mas é crucial observar que as ondas de rádio são muito menos fortes do que a luz a que estamos expostos todos os dias", diz Grimes.
"Não há evidência confiável", diz ele, "de que os telefones celulares ou redes sem fio causem problemas de saúde.