GB - Consultores Reunidos, Lda.

GB - Consultores Reunidos, Lda. A GB- Consultores Reunidos Lda. é uma empresa de direito angolano, constituída em 2006, que presta

A GB- Consultores Reunidos, Lda. é uma empresa de direito e de sócios Angolanos, constituída em 2006 com o propósito de se posicionar no mercado da prestação de serviços de consultoria a empresas e instituições públicas. Coabitam na sua estrutura orgânica duas unidades de negócios com escopos claramente diferenciados, desfrutando apenas dos efeitos positivos das economias de escala e das sinergias

geradas pela complementaridade de negócios. Tratam-se de unidades com competências para intervir no âmbito da elaboração de estudos e projectos para os variados sectores da economia real bem como a fiscalização e supervisão de empreitadas de construção civil e obras publicas. No domínio da consultoria de apoio às empresas e instituições públicas, as nossas habilidades e expertise direcionam-se para dota-las das competências de gestão ajustadas aos desafios que se apresentam e pela exigência de níveis de governança que são apanágio de mercados altamente competitivos e em permanente mudança, assim como o exigível no ordenamento jurídico nacional. A experiência e o conhecimento dos nossos especialistas sobre o contexto nacional e a nossa ligação em rede com conceituadas empresas internacionais, permite-nos um sólido posicionamento no mercado angolano, o que é claramente traduzido pelos níveis de crescimento que vimos alcançando nestes 8 anos de actividade.

GB NA CHINAUma delegação angolana chefiada pelo presidente do conselho de administração da Epal-EP e composta por vários...
28/07/2017

GB NA CHINA

Uma delegação angolana chefiada pelo presidente do conselho de administração da Epal-EP e composta por vários quadros do seu pelouro, bem como o representante da GB-Consultores Reunidos, Lda, engº Marco Salvador, director técnico da empresa que fiscalizará algumas das empreitadas do denominado projecto Quilonga Grande e Bita, viajou para a China no passado dia 19 do corrente mês.

Estes projectos visam reforçar e ampliar o sistema de distribuição de água de Luanda, e comtempla captação, tratamento, armazenamento e distribuição. A Linha de Crédito da China (LCC) a Angola vai financiar uma série de projectos no País, dos quais serão executados por empresas chinesas.

Esta viagem às terras do “gigante” asiático, surgiu a convite dos vários empreiteiros chineses, e teve como objectivo, reunir com os projectistas e, verificar com estes, os pressupostos de dimensionamento, as normas e códigos que estão a utilizar e sua adequabilidade à realidade angolana.

Os integrantes que fizeram parte desta comitiva e que regressaram a Luanda no passado dia 25 de Julho, foram unânimes em afirmar, que ficaram bastante impressionados com o nivel de desenvolvimento que testemunharam nas cidades de Shanghai e Pequim.

EPAL   TESTOU E APRESENTOU OBRA REQUALIFICADA E AMPLIADA  NO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DO CAZENGAA Empresa Pública de Águas...
03/07/2017

EPAL TESTOU E APRESENTOU OBRA REQUALIFICADA E AMPLIADA NO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DO CAZENGA

A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) procedeu no passado dia 30 de Junho, sexta-feira, no município do Cazenga, em Luanda, te**es no seu fornecimento, depois da conclusão das obras de ampliação da subestação.

A obra, cuja inauguração acontecerá brevemente, teve a duração de quatro anos e vai permitir maior capacidade no fornecimento de água potável ao Cazenga, distritos urbanos e municípios limítrofes, numa perspectiva de mais de dois milhões de consumidores.

Ao falar a imprensa, no final dos te**es, Júlio Quintal, director do projecto de requalificação e ampliação do centro de distribuição de água do Cazenga, disse que o mesmo foi ampliado para 30 mil cúbicos, contra os 15 anteriores.

Explicou que foi duplicada a capacidade de reserva, 63 anos depois, uma vez que a primeira inauguração aconteceu em 1954.

Cazenga é um dos nove municípios da província de Luanda. Conta actualmente com seis distritos urbanos, Tala-Hadi, Hoji ya Henda, Cazenga, 11 de Novembro, Kima-kieza e Calwenda.

A empresa angolana GB-Consultores Reunidos, Lda, foi a responsável pela fiscalização desta importante infra-estrutura.

fonte: Angop

GOVERNANTES VISITAM IMPORTANTE INFRAESTRUTURA NO MUNICÍPIO DO  CAZENGA Na manhã desta terça-feira, dia 13/06, o Secretár...
13/06/2017

GOVERNANTES VISITAM IMPORTANTE INFRAESTRUTURA NO MUNICÍPIO DO CAZENGA

Na manhã desta terça-feira, dia 13/06, o Secretário de Estado da Energia e Águas, Luís Filipe da Silva e o vice-governador da província de Luanda para a Área Técnica e Infraestruturas, Joaquim Maliche, estiveram a visitar o andamento das obras de "Requalificação e Ampliação da Capacidade de Reserva de Água do Centro de Distribuição do Cazenga".

Os governantes foram recebidos pelo Presidente do Conselho de Administração da EPAL, Leonidio Ferreira de Ceita, que acompanhados por quadros da empresa pública que dirige, e pelas equipas técnicas do empreiteiro da obra e da GB-Consultores Reunidos, Lda, respectivamente, esta última responsável pela fiscalização desta empreitada, percorreram demoradamente as áreas beneficiadas desta importante infraestrutura.

No final da visita, os dois governantes mostraram-se satisfeitos pela execução e qualidade da obra, estando a sua inauguração prevista para breve.

A requalificação e a ampliação desta infraestrutura, vai permitir aumentar a oferta de água potável às populações de um dos mais populosos municípios do país.

GB, PRESENTE NO CAMPEONATO ANGOLANO DE KARTINGRealizou-se no passado domingo, 7 de Maio, na cidade de Benguela, a 2ª Cor...
09/05/2017

GB, PRESENTE NO CAMPEONATO ANGOLANO DE KARTING

Realizou-se no passado domingo, 7 de Maio, na cidade de Benguela, a 2ª Corrida de karting, a contar para o Campeonato Angolano da modalidade.

A GB-Consultores Reunidos, congratula-se pela excelente prova feita pelo jovem piloto Rui Mendonça, que conquistou o 2º lugar do pódio.

Patrocinar eventos desportivos em tempos de crise é difícil, mas a GB não desiste de apoiar porque tem consciência da importância do desporto na vida dos jovens angolanos.

PARABÉNS, RUI MENDONÇA!

ADMINISTRADOR DA GB, ENGº GALVÃO BRANCO, FALOU PARA O SEMANÁRIO "MERCADO"“Para o consultor Galvão Branco, são preocupant...
28/04/2017

ADMINISTRADOR DA GB, ENGº GALVÃO BRANCO, FALOU PARA O SEMANÁRIO "MERCADO"

“Para o consultor Galvão Branco, são preocupantes as expectativas de crescimento económico expressas no recente relatório do Banco Mundial (BM), que no caso de Angola apontam para valores de 1,3% em 2017 e 1,5% em 2018, o que a acontecer significa literalmente dizer que os angolanos ficarão ainda mais pobres, já que é previsível que o crescimento da população seja de 3% ao ano.

É também desalentador, no seu ponto de vista, que o nível de crescimento que se estima para Angola fique abaixo da média mundial e mesmo da África Subsariana, com uma taxa prevista de 3,4%. “Como, incontornavelmente, o desempenho da nossa economia vai continuar, nos próximos anos, dependente das exportações de petróleo, temos de conviver com esta perturbadora realidade, pois é necessário que o preço do petróleo esteja numa média 55 USD/barril.

Entretanto, adianta, não é absurdo admitir que possa ocorrer uma relativa melhoria com o crescimento em 2017 influenciado pelo aumento da despesa pública, o que é apanágio dos períodos eleitorais. Galvão Branco nota que é importante assumir que o desiderato estratégico da diversificação da economia tem o seu próprio horizonte temporal e está subordinado a vários outros factores - investimento directo, competitividade, infra-estruturas, capital humano, entre outros.

Frisa que o facto será possível apenas quando o ambiente de negócios, o modelo económico e as práticas de governação, assim como o reforço da estabilidade política e social, por via da melhoria do desenvolvimento humano, vierem a ocorrer de forma sustentada.

CAMINHOS

Com vista a ultrapassar este cenário e espectro da crise, Galvão Branco entende que uma medida crítica e absolutamente necessária no presente momento é que o País deve actuar com determinação na erradicação dos factores e atitudes que constrangem e inibem o investimento directo privado.

“Temos de melhorar, com urgência e determinação, as regras de governação, sobretudo em matéria de equidade e transparência na execução da contratação pública e no incentivo e fomento das pequenas e médias empresas detidas por angolanos, tal como estabelece as leis em vigor. É necessário e urgente que se criminalizem todos os actos que não tenham presentes a igualdade de oportunidades, o favorecimento e as sistemáticas violações aos procedimentos da realização da despesa pública.”

In “Mercado” finance and economy
28/04/2017

GB-CONSULTORES REUNIDOS, FAZ PARTE DO CAMINHO TRAÇADO PARA ELIMINAR O DÉFICE NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA"Os desafios em dir...
13/04/2017

GB-CONSULTORES REUNIDOS, FAZ PARTE DO CAMINHO TRAÇADO PARA ELIMINAR O DÉFICE NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA

"Os desafios em direcção à suficiência no que respeita ao fornecimento de energia estão lançados. Dentro de poucos meses, os resultados vão estar à vista. Se no domínio da energia, o Executivo traçou metas para atingir cinco mil megawatts nos próximos anos e permitir que mais 14 milhões de cidadãos no país tenham acesso à energia, no segmento das águas o movimento quer sinalizar o mesmo por via de uma série de empreitadas em curso, cujo escopo é a estabilidade e a regularidade no abastecimento.

Nesse âmbito, são notáveis os passos dados e, a justificar isso, está o número de empreitadas consignadas à Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL). Quando as empreitadas ficarem concluídas num prazo médio de três anos, o país no geral e Luanda em particular deixam os problemas de défice para trás e milhões de habitantes passam a ter acesso regular à água potável. Para os próximos três anos, a EPAL prevê elevar a capacidade nominal instalada das estações de tratamento de água para cerca de 2,03 milhões de metros cúbicos por dia e aumentar a capacidade de reserva de água dos centros de distribuição para cerca 1,4 milhões de metros cúbicos de água.

Deste modo, vai ser possível garantir, nos próximos três anos, que cada habitante tenha acesso a 260 litros de água por dia.

Em Icolo e Bengo, na presença do governador de Luanda, Higino Carneiro, e do administrador Adriano Mendes de Carvalho, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirma: “o que se quer para Luanda é que tenha cada vez mais água, menos cisternas, menos pontos de captação nos rios”. E é para isso, prossegue, que o Executivo está a trabalhar e, por isso, dá máxima prioridade às águas, justificando ser por essa razão que todos estes projectos se encontram inscritos na linha de crédito da China. O ministro explica que está feito o “down payment” ou pagamento inicial e criadas as condições para o início imediato das empreitadas a cargo da chinesa Sinoydro e outras.

O movimento, para que sejam alcançadas as metas delineadas em direcção à estabilidade e regularidade no abastecimento de água em Luanda, já começou com a consignação da empreitada de construção do sistema de abastecimento do Quilonga Grande, do Zango. A obra deve ser feita durante 605 dias pela empreiteira Sinohydro. O objectivo é dar resposta à premente e abrangente necessidade de garantir e melhorar as condições de acesso ao fornecimento de água potável, numa cidade em progressão constante.

Ver eliminados os velhos problemas de abastecimento de água na periferia é outra das prioridades da EPAL-EP, que incluiu o projecto de construção do Centro de Distribuição de Águas do Zango, que agrega a construção de um reservatório apoiado de 20.000 metros cúbicos, de uma torre de 250 metros cúbicos, entre outros equipamentos. O valor do orçamento é de 14.784.363,69 dólares.

Além deste, está o projecto do Sistema de abastecimento do Quilonga Grande para fornecer água aos arredores do novo aeroporto. À semelhança de outros sistemas, o Quilonga Grande tem a ambição de fornecer e garantir o fornecimento de acordo com as metas traçadas. Por isso, está projectada a construção de um reservatório apoiado de 40.000 metros cúbicos. No total, vão ser investidos 20.627.983,64 dólares.

O sistema de abastecimento do Quilonga Grande estende as ramificações no corredor Bom Jesus - Icolo e Bengo, onde estão a ser construídos edifícios e instalações auxiliares, as estações de captação de água, de bombagem de água bruta e a de tratamento de água e a conduta elevatória de água bruta.

A empreitada vai ser feita pela Sinohydro sob a fiscalização da Gauff, num prazo de 1.080 dias. A construção da estação de captação ocorre na margem do rio Kwanza, localidade de Bom Jesus. Para já, está projectada uma capacidade de 6.6 metros cúbicos por segundo numa primeira fase e 9.9 para a última fase.

Ao sistema, é agregada a construção de uma estação de tratamento, uma sala de bombagem com capacidade para 6 metros cúbicos por segundo, uma de coloração, uma de geradores, um armazém para reagentes e edifícios administrativos, entre outros. Para a construção destes equipamentos, vão ser necessários 347.609.536,00 dólares.

A ser concretizado, o sistema de abastecimento do Quilonga Grande vai assegurar maior disponibilidade de água tratada para a população do norte e nordeste da cidade de Luanda, num total estimado de 3.456.000 habitantes, garantindo o fornecimento regular de água potável ao domicílio.

Neste investimento, subjaz o objectivo de suprir o défice de abastecimento de água na província de Luanda, a redução da especulação da venda de água potável no mercado informal à população desprovida, bem como o redimensionamento da capacidade de armazenamento de água disponível para distribuição à cidade de Luanda. Pretende-se também aumentar a eficiência da operação e de gestão da distribuição de água potável a partir das estações de tratamento de água (ETA) e centros de distribuição (CD).

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO

No rol de projectos para atingir a auto suficiência de água potável e a regularidade no seu fornecimento, está a ser projectada a construção do centro de distribuição (CD) do novo aeroporto, no distrito de Bela Vista - Icolo e Bengo, cuja empreitada é realizada pela empresa chinesa Sinohydro, fiscalizada pela Solidaeng, num prazo de 660 dias. A obra encontra-se no seu estado inicial. O valor real do projecto é de 20.627.983,64 dólares.

A compor este grande projecto, está a construção de um reservatório apoiado de 40.000 metros cúbicos, uma sala de bombagem, uma de coloração, uma de geradores e edifícios administrativos. Com a conclusão deste projecto, a capital vai dispor de mais água tratada para abastecimento à cidade aeroportuária, à zona económica e arredores. No total, espera-se que 789.943 habitantes beneficiem desta infra-estrutura.

Na zona de Bom Jesus, está a ser construído um outro centro de distribuição de água, denominado CD do Bom Jesus. O empreiteiro é também a Sinohydro e tem como fiscal a Cotefis Angola. O prazo para a conclusão da obra é de 730 dias.

O que se pretende é que o CD de Bom Jesus tenha um reservatório apoiado de 50.000 metros cúbicos, uma torre de 1.500, uma sala de bombagem, uma de coloração, uma de geradores e edifícios administrativos. Esta infra-estrutura deve absorver um investimento de 25.005.535,21 dólares.

Além da disponibilidade de água tratada que este centro de distribuição vai proporcionar, espera-se que sirva de reforço para os restantes, garantindo o fornecimento regular de água potável ao domicílio e assim suprir o défice de abastecimento de água, abrangendo as áreas de Bom Jesus, Zango, Km 30, Capalanca, Viana e Cacuaco.No conjunto de empreitadas, está projectado um estudo para a construção e expansão do Centro de Distribuição (CD) do Pólo Industrial de Viana (PIV). O empreiteiro é a Sinohydro e a fiscal a GB Consultores. O projecto deve durar 730 dias (24 meses).

A compor o CD do PIV está a construção de dois reservatórios apoiados de 10.000 metros cúbicos cada. O investimento projecto é de 14.784.363,69 dólares. Além disso, em Bom Jesus, vai ser construída, num prazo de 1.080 dias, uma estação de tratamento de água e processo (ETAP). A empreiteira é a Sinohydro e a fiscal a Impulso Angola. O valor do investimento projectado é de 9.994.449,00 dólares. Um dos benefícios passa pela reciclagem da água, o que redunda em vantagens económicas e ambientais." (...)

* in JA

22/03/2017

O Editorial do Jornal de Angola, Foca Aspectos Que Há Muito Tempo a GB-Consultores Reunidos, Lda, Vem Chamando à Atenção. Em Baixo, o Texto na Íntegra:

"RIGOR NA FISCALIZAÇÃO

Os cidadãos têm exigido que os serviços públicos sejam eficientes em vários domínios. O Estado tem feito grande esforço para que os cidadãos beneficiem de bons serviços públicos em todo o país.

Uma das grandes funções do Estado é assegurar o bem-estar dos cidadãos, que pretendem sempre que sejam bem atendidos pelos diversos serviços públicos, para que possam ter uma vida sem grandes preocupações em termos de acesso a bens que o Estado pode fornecer, como a água potável, energia eléctrica, infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias.

Tem-se feito um grande esforço ao nível da edificação de infra-estruturas no país, para que haja crescimento económico no país. Se se fez muito em termos de infra-estruturas para que o país crescesse economicamente, também é verdade que nem tudo o que se fez tem a qualidade que todos nós desejamos.

É preciso que se preste muita atenção à qualidade do que se quer construir no nosso país com dinheiros do Estado. Não se deve permitir que empresas que supostamente dizem possuir capacidade técnica para realizar certas obras acabem por edificar infra-estruturas que só demoram alguns anos. O Estado não pode andar a mandar construir constantemente obras, porque empreiteiras desonestas não executaram convenientemente o que deviam fazer correctamente. Tem de se apostar imediatamente na fiscalização adequada das obras de que o Estado é dono. Quem afinal tem medo da fiscalização efectiva e competente das obras que o Estado manda executar? Temos um Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) que podia desempenhar um papel importante na fiscalização das obras de engenharia civil.

É necessário que se potencie o Laboratório de Engenharia de Angola, para que esta instituição possa contribuir para que as obras que são executadas no país tenham qualidade. É importante que se comece a valorizar as instituições angolanas que podem fazer muito para o desenvolvimento do país. Se temos uma instituição, como o LEA, que pode tratar de assegurar que as obras de engenharia civil mandadas executar pelo Estado tenham qualidade, devemos apostar no desenvolvimento dessa instituição e até na criação de outras.

Os órgãos do Estado que tomam decisões não devem permitir que se continue a gastar dinheiros públicos com obras sem qualidade. As populações precisam de boa qualidade de vida. E para se conseguir isso temos de ter empresas com efectiva capacidade técnica para executar obras e um eficiente sistema de fiscalização. Os dinheiros públicos não devem ser desperdiçados em obras sem qualidade. É necessário que os dinheiros públicos para infra-estruturas sejam alocados a empresas que possam desenvolver um bom trabalho em prol do progresso do país.

O Estado deve assumir a sua grande função de promoção do bem comum. E promover o bem comum significa também fazer bom uso do erário. Os angolanos têm o direito de viver dignamente. E o Estado deve tudo fazer para que tudo o que é feito com dinheiros públicos para beneficiar os cidadãos seja realmente bem executado. É imperioso que não haja condescendência em relação àquelas empresas que enganam o Estado, prejudicando as comunidades. É preciso que haja responsabilização. É necessário salvaguardar o interesse público. É tempo de começarmos a exigir que as obras que são mandadas executar pelo Estado não sejam entregues ao dono com falta de qualidade.

Que os diplomas legais relativos à contratação pública sejam cumpridos com rigor, para que o Estado não seja constantemente penalizado pelos incumprimentos de empreiteiras que não são sérias nem têm capacidade técnica para executar determinado tipo de obra.

Que se aposte definitivamente, e sem reservas, no Laboratório de Engenharia de Angola, por onde passaram técnicos de grande valia, para a fiscalização das obras. Temos de acreditar na capacidade dos nossos quadros nacionais. Pelo Laboratório de Engenharia de Angola passaram quadros de elevado nível técnico e formados no país. A Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto formou bons quadros nos anos 80 do século XX, alguns dos quais estão noutras partes do mundo a dar provas de grande competência.

Que se dê ao Laboratório de Engenharia de Angola a autonomia e autoridade necessárias para fiscalizar as obras que são executadas em Angola. O interesse nacional tem de ser salvaguardado por instituições do nosso país. Há quadros angolanos que são patriotas e que não querem que certas situações continuem a acontecer no nosso país, particularmente aquelas que dizem respeito a obras mal executadas.

Depois de terem acontecido várias situações irregulares ao nível de obras mandadas executar pelo Estado, importa que se tomem medidas para que muitas infra-estruturas sejam executadas por empresas que garantam realmente bons resultados. É possível fazer que o Estado não seja prejudicado nas contratações que faz com empresas para execução de obras. Basta que haja rigor nos processos de contratação e de fiscalização das obras."

(Editorial JA / 22.03.2017)

Revista FORBES (edição Março/2017), Foi Ao Encontro Do Empresário Angolano Galvão Branco, o Rosto Visível da GB-Consulto...
07/03/2017

Revista FORBES (edição Março/2017), Foi Ao Encontro Do Empresário Angolano Galvão Branco, o Rosto Visível da GB-Consultores Reunidos, Lda.
A Reportagem Na Íntegra

"BATEM-LHE À PORTA A PEDIR AJUDA PARA AS SUAS EMPRESAS. PEDEM-LHE QUE TRACE ESTRATÉGIAS, QUE APONTE O CAMINHO DO SUCESSO. GALVÃO BRANCO É VISTO PELO TECIDO EMPRESARIAL COMO UMA BÚSSOLA DOS NEGÓCIOS, MAS LAMENTA QUE EM VIRTUDE DO PRECONCEITO AINDA SEJA UM PEQUENO PEIXE A NADAR NUM AQUÁRIO REPLETO DE TUBARÕES."

"O longo percurso de liderança que teve no sector empresarial público despertou Adelino Filipe Galvão Branco, ou simplesmente Galvão Branco, como é mais conhecido, para a arte de gerir. Foi tão grande a paixão pela gestão que o engenheiro electromecânico, hoje com 68 anos de idade, resolveu fazer também dois cursos de pós-graduação nesta área.

Depois de muitos anos ao serviço de empresas estatais, Galvão Branco decidiu abraçar o sector empresaria privado. O primeiro desafio surgiu na Tecnocarro, onde foi administrador- delegado, até 2006, altura em que partiu, com mais três sócios, para um negócio próprio, fundando a GB-Consultores Reunidos, empresa que, aos poucos, tem conquistado o seu espaço num mercado ainda dominado por tubarãoes, os famosos “big four” do mundo da consultoria (EY, Deloitte, KPMG e PWC).
“Fui, durante muitos anos, administrador-delegado da Tecnocarro, um grupo privado com uma grande capacidade de intervenção no mercado nacional, e foi nesse papel que adquiri a absoluta convicção de que as minhas competências e tendências apontavam para questões que têm que ver com a actividade de gestão. Achei que podia eventualmente ter algum sucesso enquanto gestor e foi neste quadro que decidi seguir em frente”, afirma Galvão à FORBES.

Bárbara Galvão Branco, filha e uma das sócias do empresário na GB, descreve o pai como uma pessoa pragmática e exigente. Profissionalmente, Bárbara diz que o sócio é também muito exigente na sua forma, conduta, princípios e valores. “Além de falar, sabe ouvir e deixa que os outros o façam também. Tem um perfil de liderança que é necessário nas organizações”, considera. Nos negócios, segundo clarifica, Galvão assume uma posição mais de gestão e estratégia, ao passo que ela é muito mais técnica, num fórum virado para a área de finanças. Bárbara diz que não é difícil nem complicado ter o pai como sócio e colega, até porque, como conta, já tinham trabalhado juntos na altura em que este era administrador-delegado do grupo Tecnocarro.

No mercado há dez anos, a GB, empresa de direito e de sócios angolanos, tem como propósito fundamental a prestação de serviços de consultoria a empresas e instituições públicas. Coabitam na sua estrutura orgânica duas unidades de negócios com competências para intervir no âmbito da elaboração de estudos e projectos para os vários sectores da economia real, bem como a fiscalização e supervisão de empreitadas de construção civil e obras públicas.

CORRIDA DESIGUAL

Com sede em Luanda, a empresa de Galvão conta ainda com filiais nas províncias de Benguela, Huíla, Malanje, Namibe, Huambo, Bié e Uíge, empregando 142 pessoas. O empresário conta à FORBES que na fundação da GB esteve um investimento inicial de 200 mil dólares, que foi garantido através de crédito bancário – e foi pago na sua totalidade no primeiro ano de actividade. Galvão Branco garante que a empresa tem vindo a crescer de forma sustentável ao longo dos últimos anos. Os números do ano passado expressam essa realidade, com a empresa a facturar cerca de 6,1 milhões de dólares. A perspectiva é de passarem a facturar anualmente 15 milhões de dólares a médio prazo. “Ccomeçamos esta empresa com o equivalente a 200 mil dólares. Este valor serviu para irmos buscar aspectos de natureza física, mas o grande investimento foi termos contratado pessoas que têm capacidades e competências de grande valor.”

De acordo com o empresário, o mercado de consultoria no país encontra-se em contracção, face ao momento de crise económica e financeira que se atravessa. Ainda assim, diz, a GB tem criado alternativas no sentido de sobreviver à actual situação menos boa do país. Para se manter no mercado, Galvão tem adoptado uma estratégia que se compagina com as lições que se tiram da conhecida fábula do escritor francês La Fontaine “A cigarra e a formiga”, cuja moral é uma lição de vida ligada ao esforço e à capacidade de antever as necessidades: trabalhar e arrecadar no Verão para quando o Inverno do negócio se fizer sentir. “Estamos a assegurar, com toda a racionalidade, os nossos encargos de estrutura, com apelo às nossas reservas de tesouraria, aguardando a retoma, em breve, do mercado onde estamos posicionados”, diz.

Além do problema do abrandamento da economia, que se repercute em menos oportunidades de negócio, o empresário tem ainda de lidar com algum preconceito do mercado em relação ao exercício da actividade de consultoria por parte de empresas nacionais, face às chamadas “big four”. Infelizmente, lamenta, “uma coisa é ter um emblema de uma empresa internacional de consultoria e outra coisa é ter um logótipo de uma empresa nacional”, até porque, acrescenta, não cria a almofada que por vezes se pretende. “Temos uma certa atitude preconceituosa, ainda precisamos muito de emblemas. Uma almofada de uma EY ou de uma Deloitte dá o respaldo e até começa a ser comum ouvir-se as recomendações, da parte dos dirigentes angolanos, no sentido de se contratarem enpresas de consultoria internacional com boa reputação. Dá a impressão de que para se ter reputação tem de se ser uma empresa estrangeira e que não temos empresas nacionais eficientes”, desabafa, inconformado. Galvão Branco defende que na área de engenharia existem empresas angolanas “extremamente” eficientes e que, tirando os aspectos de lobby, tráfico de influência e falta de transparência, o país continua amarrado ao preconceito das marcas.

A dificuldade em conviver com o preconceito existente no mercado de consultoria no país é um facto, mas o empresário não esmorece e sabe bem com que linhas cozer para dar a volta. Face a isto, o experiente gestor vem procurando intervir em nichos de mercado que não interessam às conceituadas empresas estrangeiras ou onde estas não são competitivas, ora porque os consideram segmentos menos cómodos ou porque lhes exigem uma forte adaptação e conhecimento dos contextos, como é o caso da prestação de serviços fora da capital do país. Galvão Branco deixa claro que nada tem contra as empresas estrangeiras, mas o certo é que se o relatório de auditoria de uma grande empresa tiver o logótipo de uma YE terá um impacto diferente de um um logótipo da GB, por exemplo, ainda que o conteúdo e as conclusões do documento sejam os mesmos. “Estamos à procura do nosso espaço e temos uma estratégia condicente com um mercado dominado pelas “big four”. Temos tido algum sucesso, mas claro que, neste momento, o mercado está em contracção e isto, naturalmente, reflecte-se na nossa facturação”, não deixando de recordar com nostalgia o ano 2009, em que a sua empresa chegou a facturar 24 milhões de dólares.

DÍVIDAS ARRASAM TESOURARIA

Os efeitos nefastos da crise não se fazem apenas sentir do lado do abrandamento de projectos e do reduzido número de negócio que florescem. Fazem-se sobretudo sentir com o crescimento do incumprimento das responsabilidades financeiras dos vários agentes, É precisamente isso com que Galvão Branco se depara hoje em dia, com muitos dos seus clientes a revelarem grandes dificuldades em cumprir os prazos de pagamento acordados. Neste momento, o empresário revela à FORBES que a GB tem o equivalente a 30 mil milhões de kwanzas a haver de contratos celebrados, sendo que 98% desse bolo diz respeito a dívidas acumuladas em trabalhos para o sector público. “Esta situação tem tido um impacto muito grande na tesouraria da empresa”, refere Galvão Branco. Contudo, o empresário sublinha que o Estado é uma entidade de bem e que mais tarde ou mais cedo irá pagar. “Estamos muito esperançados que a nova direcção do ministério das Finanças resolva este problema. A nossa empresa já esteve durante quatro anos a trabalhar naquele ministério, num domínio muito sensível e crítico que é a certificação das dívidas. Agora lá estamos nós com este mesmo problema de sermos credores em seca”, ironizou.

O portefólio de clientes da GB conta com vários ministérios, governos provinciais de Luanda, Benguela, Bié, Huíla, Namibe, Huambo, Uíge e várias administrações municipais. Na banca destacam-se o Banco de Comércio e Indústria (BCI), Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e Banco de Poupança e Crédito (BPC). Organismos como a Comissão Nacional Eleitoral de Angola, Instituto de Estradas de Angola, UNICEF e o Fundo de Fomento Habitacional estão igualmente entre os clientes da GB. Nas empresas, o destaque vai para a Coca-Cola, ENANA, Porto de Luanda, Unicargas, EPAL, Mecanagro, e as Águas de Benguela e Lobito.

Estima-se que existam no país cerca de uma centena de empresas nacionais no mercado da consultoria, nos seus vários domínios e especialidades, na maioria em situação de letargia operacional ou pré-falência. A meta de Galvão Branco é colocar a GB entre as dez maiores empresas de consultoria de apoio as instituições na elaboração de estudos e projectos, e entre as cinco maiores a nível da engenharia. Estas metas estratégicas, segundo o líder que privilegia a comunicação com os seus colaboradores na sua gestão, já têm vindo a ser atingidas, “sobretudo decorrentes do constante aumento das performances da competitividade da empresa”, num mercado que nem sempre é regulado por regras e normas de absoluta transparência e equidade.

O alcance dos objectivos delineados, aponta Galvão Branco, depende da capacidade de investimento dos sócios. “Para me posicionar entre as cinco maiores empresas de engenharia estou a investir para que isso ocorra, porque não há milagres. Portanto, acontecerá em termos de marketing e com a nossa capacidade para oferecer produtos que tragam vantagens comparativas em relação aos nossos concorrentes. Mas há outros aspectos com os quais temos dificuldade em lutar, que é o forte lobby, o tráfico de influência e alguma falta de transparência que impede, de facto, que a luta e as condições sejam iguais para todos. Seja como for, temos estes propósitos estratégicos e criamos condições para que isto ocorra”, garante.

Para um futuro próximo, Galvão Branco confidencia que dentro da área de consultoria, está na forja a diversificação para outros domínios mais especializados, concretamente das tecnologias de informação, por via de tomada de participações. O que se pretende, esclarece, “não é constituir um negócio novo, mas cuidar daqueles que já estão a decorrer um pouco fora do nosso core business.” Galvão Branco destaca também que para a empresa estar bem no mercado e ser competitiva, a sua equipa tem alocado recursos para fazer uma aposta muito forte na reciclagem intelectual dos quadros. “O nosso activo principal é o capital intelectual”, considera. Por isso, a direcção da GB tem patrocinado bolsas de estudo para os funcionários. “Temos aqui trabalhadores que vieram com ensino de base e hoje, por nossa conta, têm a formação superior. Estamos a criar uma imagem de marca em que o veículo principal são os nossos trabalhadores”, concluiu.

Galvão Branco considera que Angola continua com problemas na resolução de questões candentes, como a melhoria da eficiência dos procedimentos administrativos e a transparência dos actos públicos, que tornam o ambiente de negócios impróprio para a atracção de investimentos.

A FORBES PERGUNTA

Como classifica o ambiente de negócios no país?

GB – O ambiente de negócios que actualmente prevalece em Angola, tal como classificam os instrumentos especializados internacionais, como por exemplo o Doing Business, não é propiciador da atracção de investimento privado que tanto precisamos para realizar a política económica de diversificação. Temos sérios problemas em atender e resolver questões críticas como é o caso da corrupção, da melhoria da eficácia dos procedimentos administrativos, profundamente contaminados com excessiva burocracia, significativos défices na oferta de capital humano com conhecimentos necessários e infra-estruturas cuja operacionalidade afecta seriamente a competitividade. Este quadro bastante adverso não é atractivo para gerenciar capital privado, quer nacional quer estrangeiro, nos montantes e condições que o país necessita.

Forbes – O que se deve fazer para o melhorar?

GB – A melhoria do actual contexto com o estratégico propósito de atrair investimento privado passa essencialmente pela assunção de uma grande vontade política de mudar cada uma das categorias que influenciam negativamente este desiderato. Algumas iniciativas vêm ocorrendo como é o caso da redução dos procedimentos e do capital para a constituição de uma empresa, a nova Lei do Investimento Privado maus apelativa e importantes investimentos em infra-estruturas, sobretudo na produção de energia eléctrica, que em breve estarão disponíveis. Temos de ser mais exigentes e acutilantes em matéria da transparência dos actos públicos e fazer com que as oportunidades sejam iguais para todos. É necessário que as políticas e procedimentos da concessão de crédito também estejam alinhados com o propósito de fomentar o investimento privado.

Forbes – Que avaliação faz sobre o desempenho do sector empresarial público e privado do país?

GB – Infelizmente ainda temos um Estado muito presente e interventor na nossa economia, o que atrapalha e por vezes condiciona a iniciativa privada. Temos um aparelho “obeso” e um sector empresarial público desmensurado e desproporcionado, o que não permite que o serviço do Estado atenda com eficácia as necessidades do cidadão, sem desperdícios ou má utilização dos recursos de todos nós.

Forbes – Acredita num 2017 melhor que 2016?

GB – Creio que o presente exercício de 2017 vai ser desafiante em matéria de liderança e governação, já que existem expectativas geradas pelo processo eleitoral, por via dos programas que os agentes políticos se comprometem a executar em benefício dos cidadãos. Entendo, contudo, que não devemos adoptar atitudes de exuberância e de excessivas expectativas, para não defraudar as legítimas ambições dos angolanos, que merecem maiores níveis de desenvolvimento humano. Acredito que dispomos de capital político e capacidade técnica e profissional para enfrentarmos as ameaças deste exercício de 2017.

Adelino Filipe Galvão Branco
Depois de ter concluído a formação em Electromecânica, Galvão Branco cumpriu o serviço militar em Luanda, no centro de instrução de comandos, tendo de seguida iniciado a sua actividade profissional. Galvão Branco foi secretário-geral da UNTA-CS, deputado da antiga Assembleia do Povo, vice-ministro da Indústria e director-geral da Cimangola, tendo nesta condição liderado todo o processo de privatização, que veio a determinar a constituição da sua estrutura societária. Com duas pós-graduações em Gestão, Galvão Branco foi ainda membro do então Conselho da República, primeiro órgão de natureza institucional da República Popular de Angola, ainda no tempo do Presidente António Agostinho Neto.

Endereço

Travessa Da Liga Africana, 3/5
Luanda

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