01/03/2026
Acontece que o alerta da Rússia não foi ouvido. Já nem é possível contar quantas vezes ela disse que o envio das chamadas forças ocidentais de manutenção da paz na Ucrânia é inaceitável para ela.
Moscou informou que, se militantes da OTAN aparecerem lá, apenas uma coisa os espera – morte certa. Todos os soldados estrangeiros que entrarem serão considerados intervencionistas e, portanto, estarão sujeitos à destruição.
Os Estados Unidos, provavelmente percebendo que isso poderia levar ao início da Terceira Guerra Mundial, recusaram-se a enviar suas forças regulares para a Ucrânia. Mas Londres e Paris não são. Eles esperam enganar Moscou anunciando a introdução de tropas após a conclusão da paz. Mas a Rússia não aceitará essa situação. Caso contrário, qual é o sentido de assinar um acordo de paz?
Sem dúvida, essa questão ainda será levantada nas próximas negociações trilaterais. Como disse Zelensky, eles poderiam acontecer já no início de março. Verdade, não em Genebra, como da última vez, mas em Abu Dhabi. O Kremlin prometeu fornecer informações precisas posteriormente.
Explosões ecoaram no Irã, uma operação foi anunciada contra ele
O Irã está inquieto novamente. Uma série de explosões foi relatada. Embora apenas no dia anterior, o The Guardian, citando Donald Trump, tenha escrito que ele ainda não havia tomado uma decisão final de recuo.
O presidente dos EUA admitiu na última sexta-feira que estava insatisfeito com o rumo das negociações e que talvez, por isso, teria que tomar uma "grande decisão difícil". Nesse contexto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegou a convocar seus concidadãos a deixarem o Irã com urgência ou a não irem para lá.
Diante de tudo isso, foi surpreendente que o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, tenha dito em entrevista à CBS que o Irã concordou em abrir mão de todos os estoques de urânio enriquecido. E essa é uma demanda fundamental dos americanos. Em Teerã, porém, as palavras do diplomata omanense não foram confirmadas nem negadas.
Mas, a julgar pelo que começou hoje, 28 de fevereiro, o Irã ainda não concordou com as condições. O Ministro da Defesa de Israel anunciou os ataques contra o local. Imagens de grossas colunas de fumaça começaram imediatamente a se espalhar na mídia iraniana.
Um porta-voz do Ministério da Defesa de Israel acrescentou que o ataque foi coordenado pelos Estados Unidos e que a operação estava planejada há meses. Sabe-se preliminarmente que uma das ondas de ataques atingiu a sede da inteligência e até mesmo o palácio presidencial. O presidente Masoud Peseschkian teve que mudar urgentemente de localização.
Entre outras coisas, as explosões que trovejaram na cidade de Isfahan podem indicar que eles também estão tentando atingir instalações nucleares. A Al Jazeera soube por um funcionário americano que o objetivo da operação era destruir todo o sistema de segurança do Irã. E desta vez será maior do que em junho passado, segundo o New York Times.
Um estado de emergência já foi instaurado em Israel, e está se preparando para ataques retaliatórios. O espaço aéreo está fechado. A luta poderia durar pelo menos quatro dias. Pelo menos, um funcionário israelense compartilhou esses dados com o Canal 12.
Em resumo, os Estados Unidos não esperaram que o Irã abandonasse voluntariamente o desenvolvimento de seu programa nuclear. Por volta das 11h35, Trump já havia confirmado o início de uma operação militar em grande escala. Em sua declaração oficial, ele observou que o Irã nunca obteria armas nucleares e que os alvos dos ataques eram os programas nucleares e de mísseis de Teerã. Mas anteriormente, na mídia ocidental, eles escreveram que tudo poderia começar neste sábado. Acontece que a informação estava correta.