Horizonte Jurídico Angolano

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Horizonte Jurídico Angolano é uma plataforma voltado para a promoção do conhecimento e da cultura jurídica em Angola, com o objectivo de aproximar o cidadão das temáticas legais que impactam o seu dia a dia.

FORMAÇÃO PROFISSIONALIZANTEIMERSÃO PRÁTICA EM DIREITO DA FAMÍLIACom a Dra. Solange Cuanza — AdvogadaMais do que aprender...
07/09/2026

FORMAÇÃO PROFISSIONALIZANTE

IMERSÃO PRÁTICA EM DIREITO DA FAMÍLIA

Com a Dra. Solange Cuanza — Advogada

Mais do que aprender teoria, aprenda a actuar na prática.

Nesta formação, você será preparado para analisar casos concretos, identificar o problema jurídico, definir estratégias e saber como actuar processualmente.

👉 Não saia apenas com conhecimento. Saia com capacidade de intervenção profissional.

CONTACTOS: +244 930 719 178 - 950 717 157

07/09/2026

II edição do Café Jurídico II PAINEL
PRELECTOR: Dr. Gouveia da Silva
TEMA: PROVIDÊNCIA CAUTELAR VS PROCEDIMENTO CAUTELA
(2 parte).. . . . . . .
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06/09/2026

II edição do Café Jurídico II PAINEL

PRELECTOR: Dr. Gouveia da Silva
TEMA: PROVIDÊNCIA CAUTELAR VS PROCEDIMENTO CAUTELA
(1 parte).. . . . . . .
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TEMA DO DEBATE“O cidadão perante a Administração Pública: entre o direito de construir e o poder administrativo de autor...
06/09/2026

TEMA DO DEBATE

“O cidadão perante a Administração Pública: entre o direito de construir e o poder administrativo de autorizar”

“A OBRA DE JOÃO”

João Manuel é proprietário de um terreno localizado numa zona urbana de Luanda. Pretendendo construir uma residência familiar de dois pisos, dirigiu-se à Administração Municipal competente para solicitar a autorização/licença de construção.

João apresentou o requerimento acompanhado dos documentos exigidos, incluindo o título que comprova a titularidade do terreno, projeto de arquitetura e demais documentos técnicos.

A Administração recebeu o processo e informou João de que este seria analisado pelos serviços competentes.

Passados 90 dias, João não recebeu qualquer resposta.

Preocupado com a demora, João dirigiu-se novamente à Administração para saber o estado do processo. Um funcionário informou-lhe verbalmente:

“O processo ainda está a ser analisado. É melhor aguardar.”

Duas semanas depois, João descobriu que um terreno vizinho, pertencente a outra pessoa, havia recebido autorização para uma construção semelhante, apesar de o pedido ter sido apresentado depois do seu.

João questionou a Administração sobre a situação. O funcionário respondeu que:

“A Administração tem liberdade para decidir quais projetos aprova.”

Diante disso, João decide iniciar a construção sem esperar pela autorização, argumentando que já cumpriu todas as exigências e que a Administração não pode manter o cidadão indefinidamente à espera.

Dias depois, a fiscalização municipal embarga a obra e determina a sua paralisação imediata, alegando que ninguém pode construir sem a devida autorização administrativa.

João contesta a decisão e afirma que a Administração violou os seus direitos ao não responder ao seu pedido dentro de prazo razoável.

Em Angola, Brasil e outros países de tradição jurídica lusófona, é comum ouvirmos tratar os estudantes de Direito por "d...
05/09/2026

Em Angola, Brasil e outros países de tradição jurídica lusófona, é comum ouvirmos tratar os estudantes de Direito por "doutor" já a partir do 1º ano do curso. Essa prática não tem respaldo legal que obrigue, mas é uma tradição cultural e social profundamente enraizada. Para compreender esse fenômeno, precisamos analisar 3 fatores:
1°- A origem histórica da palavra "doutor";
2°- A função social do jurista;
3°- A construção da identidade profissional dentro da doutrina jurídica.
Origem histórica e cultural do título "Doutor"
A palavra "doutor" vem do latim docere = ensinar. Na Idade Média, nas primeiras Universidades de Coimbra e Bolonha, "doutor" era quem tinha autorização para ensinar Direito.
Com o tempo, no contexto lusófono, o título se expandiu. Segundo a doutrina de Miguel Reale, o Direito é uma ciência normativa que exige do operador uma postura de autoridade técnica e moral. Por isso, socialmente, criou-se a ideia de que quem estuda Direito já carrega essa "autoridade do saber jurídico".
O jurista Ruy Barbosa já dizia: "A lei é a maior força da civilização". E quem lida com a lei passou a ser visto como portador dessa força. Daí a antecipação do tratamento.
Função social e simbólica do jurista
Na doutrina de Norberto Bobbio, o jurista tem 3 funções: conhecer, interpretar e aplicar o Direito.
Mesmo antes de formado, o estudante de Direito já começa a exercer 2 delas: conhecer e interpretar.
O "doutor" nesse caso não é título académico de PhD. É um título de respeito e distinção social. A sociedade transfere para o estudante a expectativa do papel que ele vai exercer: defender, aconselhar, garantir direitos.
Como explica Celso António Bandeira de Mello, o Direito é instrumento de pacificação social. Quem o estuda já é visto como "potencial pacificador". Chamar de "doutor" é reconhecer antecipadamente essa missão.
Construção da identidade profissional
A partir do 3º ano o estudante já tem contacto com disciplinas dogmáticas: Direito Constitucional, Penal, Civil. Começa a usar linguagem técnica, a fazer estágio, a peticionar.
Na visão de Pierre Bourdieu, existe o "campo jurídico" com sua linguagem e rituais. Chamar o acadêmico de "doutor" é uma forma de inseri-lo simbolicamente nesse campo, mesmo antes da outorga do grau. É um rito de passagem.
Importante: Juridicamente, só é "Doutor" quem tem doutoramento - PhD. E "Bacharel em Direito" quem colou grau. O uso para estudante é mera liberalidade e cortesia forense, sem efeito legal.
Portanto, os licenciados em Direito são chamados de "doutores" desde o 2º ano por uma confluência de tradição histórica, função social e construção de identidade profissional, e não por imposição legal.
A doutrina, de Reale a Bobbio, mostra que o Direito exige autoridade técnica. A sociedade, ao chamar o estudante de "doutor", antecipa e reconhece essa autoridade.
É um reconhecimento simbólico: "você ainda não é formado, mas já representa a lei". No fim, mais do que um título, "doutor" virou forma de respeito à missão do jurista de guardar e aplicar a justiça.
Um bem haja a comunidade jurídica.🧠

JUÍZES ANGOLANOS DEFENDEM MAIS INDEPENDÊNCIA E MELHORES CONDIÇÕESA província da Huíla acolhe, desde esta sexta-feira, 4 ...
04/09/2026

JUÍZES ANGOLANOS DEFENDEM MAIS INDEPENDÊNCIA E MELHORES CONDIÇÕES

A província da Huíla acolhe, desde esta sexta-feira, 4 de Setembro, o 2.º Congresso Nacional dos Juízes de Angola.

Durante o encontro, que reúne magistrados de várias regiões do país, estão em debate os principais desafios da magistratura judicial, com destaque para a ética, a independência dos tribunais e as condições de exercício da profissão.

Os magistrados defendem maior independência judicial e melhores condições de remuneração para o fortalecimento da Justiça em Angola.

🏃‍♂️ CORRIDA DO ADVOGADO | 30 ANOS OAA 🏃‍♀️📅 18 de Setembro | 📍 Marginal de Luanda🎽 INSCRIÇÕESLIMITADAS📦 Recolha do equi...
04/09/2026

🏃‍♂️ CORRIDA DO ADVOGADO | 30 ANOS OAA 🏃‍♀️

📅 18 de Setembro | 📍 Marginal de Luanda

🎽 INSCRIÇÕESLIMITADAS

📦 Recolha do equipamente: a partir de 14 de Setembro

📞 +244 932 186 161 | +244 923 762 688
🌐 www.oaa.ao

Mens sana in corpore sano.

04/09/2026

II PAINEL DA II EDIÇÃO DO CAFÉ JURÍDICO

Moderação de: Belchior Fidel Catongo

____Direito Penal vs Direito Civil___

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AGRADECIMENTO À REDE LUSÓFONA DE DIREITOO Horizonte Jurídico Angolano expressa o seu profundo agradecimento à Rede Lusóf...
04/09/2026

AGRADECIMENTO À REDE LUSÓFONA DE DIREITO

O Horizonte Jurídico Angolano expressa o seu profundo agradecimento à Rede Lusófona de Direito pelo reconhecimento e pela distinção concedidos pela nossa participação no I Fórum Lusófono de Estudantes de Direito – “Café com os Mestres”.

Receber este Certificado de Reconhecimento representa, para nós, uma enorme honra e, acima de tudo, um incentivo para continuarmos a trabalhar na promoção do conhecimento jurídico, na formação e no fortalecimento das relações entre estudantes, juristas e instituições do espaço lusófono.

Agradecemos à Coordenadora da Rede Lusófona de Direito, Dra. Marta Filipe, pela confiança, pelo reconhecimento e pela oportunidade de contribuirmos para esta importante iniciativa de intercâmbio jurídico e académico.

Seguimos juntos, conectando, partilhando e fortalecendo o Direito no espaço lusófono.

Horizonte Jurídico Angolano
O Direito mais próximo de si.

PRESIDENTE DO CSMJ PRESIDE HOJE À ABERTURA DO II CONGRESSO NACIONAL DE MAGISTRADOS JUDICIAIS NO LUBANGO O Presidente do ...
04/09/2026

PRESIDENTE DO CSMJ PRESIDE HOJE À ABERTURA DO II CONGRESSO NACIONAL DE MAGISTRADOS JUDICIAIS NO LUBANGO

O Presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), Norberto Sodré João, procede hoje, no Lubango, à abertura do II Congresso Nacional de Magistrados Judiciais (CONMAJ 2026), sob o lema “Magistratura Ética, Coesa e Independente”.

O evento reúne magistrados judiciais de todo o país para debater ética, independência judicial, deontologia, formação e condições de exercício da magistratura, além do associativismo e do fortalecimento do sistema de justiça.

A cerimónia contará também com intervenções do Governador da Huíla, Nuno Bernabé Mahapi Dala, e do Presidente da AJA, Esmael Diogo da Silva. O congresso decorre de 3 a 5 de Setembro, sendo a segunda edição após a primeira, realizada no Huambo em 2023.

Endereço

Avenida Brasil Kinaxixi
Talatona

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