13/08/2026
A importância do nosso trabalho não pode estar refém do reconhecimento que recebemos, da disposição de quem nos lidera ou das circunstâncias à nossa volta.
É evidente que existem ambientes tóxicos, más lideranças e situações de injustiça que não devem ser normalizadas. Mas também precisamos de ter cuidado para não romantizar a insatisfação permanente, como se toda a desmotivação tivesse origem na organização ou nos outros.
Há uma parte que nos pertence: o significado que damos ao trabalho.
Quando o trabalho significa apenas obrigação, qualquer dificuldade pesa. Mas quando significa dignidade, crescimento, contribuição, sustento da família, segurança e construção de futuro, a nossa relação com ele muda. É aqui que entra a neuroassociação: aquilo a que associamos o trabalho determina, em grande medida, a emoção com que o vivemos.
Nem tudo depende do clima organizacional. Nem tudo depende da cultura. Nem tudo depende da liderança. Há uma dimensão da motivação que precisa de ser intrínseca.
Não controlamos todas as condições à nossa volta, mas podemos expandir a nossa consciência, reposicionar-nos e influenciar aquilo que não controlamos através da nossa conduta.
Porque, às vezes, antes de mudar de trabalho, de chefe ou de organização, precisamos de mudar a pergunta: “O que é que o meu trabalho significa para mim?”
Quando o significado muda, a forma como trabalhamos também muda.