Cotta Paulo

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13/03/2019

O microscópio ótico (português brasileiro )
ou óptico ( português europeu )[1] é um
instrumento óptico, que faz uso da refração
da luz oriunda de uma série de lentes,
dotadas, ou não, de filtros multicoloridos e/
ou ultravioleta , para ampliar e regular
estruturas invisíveis (ou difíceis de serem
visualizadas) à olho nu.
É constituído por uma parte ótica para
ampliação das imagens e, uma parte
mecânica para suportar o sistema ótico e
realizar a focagem.
Alternativas à microscopia ótica que não
usam a luz visível incluem a microscopia
eletrônica de varredura e microscopia
eletrônica de transmissão.
Configurações ópticas
Diagrama do microscópio simples
Há duas configurações básicas do
microscópio ótico convencional: o
microscópio simples e o microscópio
composto. A grande maioria dos modernos
microscópios de pesquisa é composto,
enquanto alguns microscópios digitais
comerciais mais baratos são simples
microscópios de lente única. [carece de
fontes ]
Microscópio simples
Um microscópio simples é um microscópio
que usa uma lente ou conjunto de lentes
para ampliar um objeto através de
ampliação angular sozinho, dando ao
espectador uma imagem virtual ampliada
ereto. [2] [3] . Foi Galileu quem trabalhou
com o primeiro microscópio[4] . A utilização
de uma única lente convexa ou grupos de
lentes ainda se encontram em dispositivos
de ampliação simples, tais como a lupa, e
oculares como telescópios e
microscópios. [5]
Microscópio composto
O microscópio composto, é constituído por
três sistemas de lentes: o condensador, a
objetiva e a ocular.O condensador tem
como finalidade, projetar um cone de luz
sobre as células que estão sendo
examinadas no microscópio. Após
atravessar as células, esse feixe luminoso,
em formato de cone, penetra na objetiva, a
qual projeta uma imagem aumentada, no
plano focal da ocular, e, novamente a
amplia. E enfim, a imagem fornecida pela
ocular pode ser percebida pela retina
(Figura 2) como uma imagem situada a 25
cm da lente ocular, ou então pode ser
projetada sobre uma tela ou uma chapa
fotográfica. A ampliação total oferecida por
um microscópio é correspondente ao
aumento da objetiva multiplicado pelo
aumento da ocular. Chama-se poder de
resolução de um sistema óptico a sua
capacidade de separar detalhes. Na prática,
o poder de resolução é expresso pelo limite
de resolução, que é a menor distância que
deve existir entre dois pontos para que eles
apareçam individualizados.O que determina
a riqueza de detalhes da imagem fornecida
por um sistema óptico é o seu limite de
resolução, e não o seu poder de aumentar o
tamanho dos objetos. A propriedade de
aumentar apenas tem valor prático se
acompanhada de um aumento paralelo do
poder resolutivo. O limite de resolução
depende essencialmente da objetiva. A
ocular não pode acrescentar detalhes à
imagem; sua função é apenas aumentar de
tamanho a imagem, que é projetada em seu
plano de foco pela objetiva. [6]
Microscópio Digital
Um microscópio digital é aquele que
apresenta uma câmera digital que permite a
observação da amostra com o auxílio de um
computador. Outras partes do microscópio
também podem ser controladas por
computadores atingindo maiores e mais
complexos níveis de automação. A partir da
digitalização obtém-se uma melhor análise
das imagens como, por exemplo, medição
de tamanhos e quantificação de manchas.
Microscópios digitais de baixa potência e
microscópios USB são facilmente
encontrados no comércio. Em alguns
modelos simples a câmera é conectada
diretamente à porta USB de um
computador, para que as imagens sejam
mostradas diretamente no monitor. Eles
oferecem ampliações modestas (até cerca de
200×) sem a necessidade de usar oculares e
a um custo muito baixo. A iluminação de
alta potência é geralmente fornecida por
uma fonte de LED ou fontes adjacentes à
lente da câmera.
A microscopia digital com níveis de luz
muito baixos para evitar danos a amostras
biológicas vulneráveis também ​​está
disponível usando câmeras digitais de
contagem de fótons sensíveis. Foi
demonstrado que uma fonte de luz que
fornece pares de fótons emaranhados pode
minimizar o risco de danos às amostras
mais sensíveis à luz. Nesta aplicação da
imagem fantasma à microscopia esparsa, a
amostra é iluminada com fótons
infravermelhos, cada qual está
espacialmente correlacionado com um
parceiro emaranhado na banda visível para
imagens eficientes por uma câmera de
contagem de fótons. [7]
História [8]
Microscópio de 1751
Existem relatos de cristais chamados lentes
de Layard desde 721 a. C., já as lupas são
constituintes da história de vários povos
antigos. Os romanos também possuem
relatos de lentes biconvexas, mas a
popularidade das mesmas só aumentou
quando o óculos foi inventado por volta de
1280, na Itália. [9]
Mesmo com a maior utilização das lentes
após a invenção dos óculos no final do
século XIII, a conhecida estrutura do
microscópio, que engloba uma parte
mecânica associada ao aparelho óptico, só
foi convencionada mais de três séculos
depois.
Linha do Tempo
721 a.C Lente de Layard, uma das
primeiras lentes criadas.
1280 Invenção dos óculos
1608 Zacharias Jansen constrói um
microscópio com duas lentes
convergentes.
1611 Johannes Kepler sugere como fazer
um microscópio composto.
1665 Robert Hooke utiliza um
microscópio composto para estudar
cortes de cortiça e descreve os pequenos
poros na forma de células que ele chama
de "células". Publicou seu livro
Micrographia.
1674 Leeuwenhoek relatou sua
descoberta de protozoários. Observará
bactérias nove anos depois.
1828 W. Nicol desenvolve microscopia de
luz polarizada.
1838 Schleiden e Schwann propõem a
teoria celular e afirmam que a célula
nucleada é a unidade estrutural e
funcional de plantas e animais.
1849 J. Quekett publica um tratado
prático sobre o uso do microscópio.
1876 ​​Abbé analisa os efeitos da difracção
na formação da imagem no microscópio
e mostra como aperfeiçoar a concepção
do microscópio.
1878 Ernst Abbe formula uma teoria
matemática relacionando a resolução ao
comprimento de onda da luz.
1881 Retzius descreve muitos tecidos
animais com um detalhe que não foi
superado por nenhum outro
microscopista luz. Nas próximas duas
décadas, ele, Cajal e outros histologistas
desenvolvem novos métodos de
coloração e propõem as bases da
anatomia microscópica.
1886 Carl Zeiss fabrica uma série de
lentes, com design de Abbé que permite
ao microscopista resolver estruturas nos
limites teóricos de luz visível.
1903 Richard Zsigmondy desenvolve o
ultramicroscópio e é capaz de estudar
objetos abaixo do comprimento de onda
da luz.
1908 Köhler e Siedentopf desenvolvem o
microscópio de fluorescência.
1930 Lebedeff projeta e constrói o
primeiro microscópio de interferência.
1932 Zernike inventa o microscópio de
contraste de fase.
1933 Ernst Ruska começa a desenvolver
o microscópio eletrônico. A capacidade
de usar elétrons em microscopia melhora
muito a resolução e expande as
fronteiras da exploração.
1937 Ernst Ruska e Max Knoll , físicos
alemães, constróem o primeiro
microscópio eletrônico.
1952 Nomarski inventa e patenteia o
sistema de contraste de interferência
diferencial para o microscópio de luz.
1981 Gerd Binnig e Heinrich Rohrer
inventam o microscópio de tunelamento
por varredura que fornece imagens
tridimensionais de objetos ao nível
atômico.
Estrutura do
instrumento[10]
Composição mecânica de um microscópio
óptico
Parte Imagem Descrição
Pé ou
base
Peça fixa à
base, na qual
estão
aplicadas
todas as
outras partes
constituintes
do
microscópio..
Coluna
ou
Braço
Fixo à base,
serve de
suporte aos
outros
elementos.
Mesa ou
Platina
Onde se fixa a
lâmina a ser
observada,
possui uma
janela por
onde passam
os raios
luminosos e
também
parafusos
dentados que
permitem
deslocar a
preparação.
Charriot
Peça ligada à
platina que
possibilita
mover a
lâmina,
permitindo a
melhor
centralização
da mesma.
Tubo ou
canhão
Cilindro que
suporta os
sistemas de
lentes,
localizando-se
na
extremidade
superior a
ocular e na
extermidade
inferior o
revólver com
objectivas.
Revólver
ou
Óptico
Disco
adaptado à
zona inferior
do tubo, que
suporta duas
a quatro
objectivas de
diferentes
ampliações:
por rotação é
possível
trocar rápida
e
comodamente
de objectiva.
Composição óptica de um microscópio
óptico
Parte Imagem Descri
Condensador
Conjunto
ou mais l
convergen
orientam
espalham
regularme
luz emitid
fonte lumi
sobre o c
de visão d
microscó
Diafragma
É constitu
palhetas q
podem se
aproxima
afastadas
centro atr
uma alava
parafuso,
permitind
regular a
intensidad
luz que in
campo de
do micros
Lentes
Objectivas
Permitem
ampliar a
imagem d
objecto 1
50x, 90x
100x. Exis
1.
As
obje
de 1
e 50
desi
obje
seca
entr
prep
e a
obje
exist
som
As
obje
de i
uma
que,
utili
nece
colo
uma
de ó
imer
entr
a
prep
o qu
ter
índi
refr
sem
ao d
evita
desv
feixe
lumi
para
da
obje
Oculares
Sistema d
que permi
ampliar a
imagem r
fornecida
objectiva,
formando
imagem vi
que se sit
aproxima
25 cm do
do observ
As ocular
utilizadas
de amplia
10x, mas
microscó
binocular
também e
oculares
8x e 6x.
Esquema do microscópio óptico.
Aplicações
Nas ciências, a microscopia ótica foi de
suma importância, sendo aplicada na área
da química (no estudo de cristais), física (na
a investigação das propriedades físicas dos
materiais), a geologia (na análise da
composição mineralógica e textura de
rochas) e, evidentemente, no campo da
biologia (estudo das estruturas
microscópicas da matéria viva), entre
outros. [11]
A microscopia ótica é usada para o
diagnóstico médico, campo que está sendo
chamado de histopatologia quando se trata
de tecidos, ou em te**es de esfregaço em
células livres ou fragmentos de tecido.
Em uso industrial, microscópios binoculares
são comuns. Além de aplicações que
necessitem verdadeira percepção de
profundidade, o uso de oculares duplos
reduz o cansaço visual associado com
longos dias de trabalho em uma estação de
microscopia. Em certas aplicações,
microscópios de longo foco são
benéficos. [12]
Operação
A intensidade luminosa é regulável:
aumenta-se a intensidade luminosa sobindo-
se o condensador e abre-se o diafragma ou
diminui-se a intensidade luminosa descendo
o condensador e baixa-se o diafragma. [13]
A ampliação consiste no grau de aumento
da imagem em relação ao objeto. A
ampliação total obtida com o microscópio
óptico consiste no produto da ampliação da
objetiva pela ampliação da ocular. Esta, sem
distorção, não ultrapassa as 1200x.
O fator mais significativo para a obtenção
de uma boa imagem é, contudo, o poder de
resolução , que corresponde à distância
mínima que é necessário existir entre dois
pontos para que possam ser distinguidos ao
microscópio. Para o microscópio óptico
essa distância é de 0,2 µm devido ao
comprimento de onda das radiações
visíveis. Com efeito, a propriedade da
ampliação só tem interesse prático se for
acompanhada de um aumento do poder de
resolução .[14]
No que respeita a microscopia óptica vulgar
existem dois métodos fundamentais de
observação, de acordo com o tipo de
preparação a observar:
Se a lâmina não está corada (exame a
fresco): a observação é feita com
objetivas secas, do seguinte modo:
1. Desce-se o condensador e sobe-se
o diafragma para que a iluminação
não seja muito intensa, já que as
lâminas não estão coradas.
2. Com a objetiva de 10x escolhe-se o
pormenor a observar.
3. Seguidamente foca-se com a
objetiva de 40x, fazendo uma primeira
aproximação da objetiva à lâmina por
controlo visual externo, e só depois a
focagem por afastamento usando o
parafuso macrométrico e
posteriormente o micrométrico para
focagem final.
Se a lâmina está corada: a observação é
feita com objetivas de imersão,
procedendo do seguinte modo.
1. Sobe-se o condensador, abre-se o
diafragma e regula-se a iluminação da
fonte luminosa no máximo, de modo a
conseguir-se uma iluminação intensa,
apropriada à observação de lâmina
coradas.
2. Coloca-se na lâmina uma gota de
óleo de imersão e procede-se à
focagem. Primeiro aproximando a
objectiva à lâmina com controlo visual
externo, seguidamente a focagem
propriamente dita com o parafuso
macrométrico e finalmente o
aperfeiçoamento da focagem com o
parafuso micrométrico.
Alguns microorganismos estão no limiar do
poder de resolução do microscópio óptico.
A sua observação pode ser facilitada com o
emprego de técnicas especiais de
microscopia óptica. [15]
Microscópio óptico. 1-Ocular; 2-
Revólver; 3-Objectiva; 4-Parafuso
macrométrico; 5-Parafuso
micrométrico; 6-Platina; 7-Espelho;
8-Condensador
Microscopia de fundo
escuro
Ver artigo principal: Microscopia de
campo escuro
É uma aplicação do princípio de Tyndall.
Assim os corpúsculos a examinar são
fortemente iluminados por feixes luminosos
que penetram lateralmente, o que é
conseguido com condensadores especiais.
Deste modo, a única luz que penetra na
objectiva é a difractada pelas partículas
presentes na preparação, pelo que passam a
ser visíveis em fundo escuro também.A
raios luminosos que são captados pela
objetiva, ou seja, a iluminação oblíqua, são
resultados dos fenômenos de difração e
reflexão. Existe ainda uma equação
matemática que nos permite verificar a
iluminação oblíqua, também chamada de
contraste no campo escuro: Contraste = [(If
-Ia)/If]/100, onde I corresponde a
intensidade luminosa da luz no campo(f) ou
na amostra(a) . Se o resultado obtido for
negativo, significa que a amostra é mais
clara do que o próprio plano de fundo.
Dessa forma, permite apenas a passagem de
raios desviados num ângulo suficiente para
serem captados pela objetiva. [16]
Microscopia de
fluorescência
Ver artigo principal: Microscopia de
fluorescência
Permite observar microorganismos capazes
de fixar substâncias fluorescentes
( fluorocromos). A luz UV , ao incidir nessas
partículas, provoca a emissão de luz visível
e observa-se os microorganismos a brilhar
em fundo escuro. Como exemplo, o bacilo
da tuberculose fixa a auramina, pelo que o
diagnóstico da doença pode ser feito por
microscopia de fluorescência.
Microscopia de
contraste de fase
Permite visualização de microrganismos
vivos, sem coloração, através do contraste
devido à diferença de fase dos raios
luminosos que atravessam o fundo
relativamente à fase da luz que atravessa os
microrganismos. Esta diferença de fase é
conseguida por utilização de uma objectiva
de fase, que consiste num disco de vidro
com um escavação circular, de modo que a
luz que atravessa a escavação tem diferença
de 1/4 de fase em relação à que travessa a
outra porção do vidro. Assim, os objectos
não corados podem funcionar como
verdadeiras redes de difracção, pois os
pormenores da sua estrutura resultam de
pequenas diferenças nos índices de
refracção dos componentes celulares, e
estes originam diferenças de fase nas
radiações que os atravessam.
Referências
1. ↑ «Verbete "óptico" » . Dicionário
Priberam da Língua Portuguesa. Consultado
em 20 de março de 2014

12/03/2019

COLUNA VERTEBRAL
A coluna vertebral, também
chamada de espinha dorsal,
estende-se do crânio até a pelve.
Ela é responsável por dois quintos
do peso corporal total e é
composta por tecido conjuntivo e
por uma série de ossos, chamados
vértebras, as quais estão
sobrepostas em forma de uma
coluna, daí o termo coluna
vertebral. A coluna vertebral é
constituída por 24 vértebras +
sacro + cóccix e constitui, junto
com a cabeça, esterno e costelas,
o esqueleto axial.
COLUNA VERTEBRAL
Fonte: NETTER, Frank H..
Humana. 2ed. Porto Ale
Superiormente, se articula com o
osso occipital (crânio);
inferiormente, articula-se com o
osso do quadril ( Ilíaco ).
A coluna vertebral é dividida em
quatro regiões: Cervical ,
Torácica, Lombar e Sacro-
Coccígea.
São 7 vértebras cervicais, 12
torácicas, 5 lombares, 5 sacrais
e cerca de 4 coccígeas .
COLUNA VERTEBRAL –
VÉRTEBRAS
Fonte: ADAM
Curvaturas da Coluna Vertebral
Numa vista lateral, a coluna
apresenta várias curvaturas
consideradas fisiológicas.
São elas:
Cervical (convexa ventralmente
– LORDOSE),
Torácica (côncava ventralmente
– CIFOSE),
Lombar (convexa ventralmente
– LORDOSE)
Pélvica (côncava ventralmente –
CIFOSE).
Quando uma destas curvaturas
está aumentada, chamamos de
HIPERCIFOSE (Região dorsal e
pélvica) ou HIPERLORDOSE
(Região cervical e lombar).
Numa vista anterior ou posterior,
a coluna vertebral não apresenta
nenhuma curvatura. Quando
ocorre alguma curvatura neste
plano chamamos de ESCOLIOSE .
COLUNA VERTEBRAL – CURV
Fonte: ADAM.
Funções da Coluna Vertebral
Protege a medula espinhal e os
nervos espinhais;
Suporta o peso do corpo;
Fornece um eixo parcialmente
rígido e flexível para o corpo e
um pivô para a cabeça;
Exerce um papel importante na
postura e locomoção;
Serve de ponto de fixação para
as costelas, a cintura pélvica e os
músculos do dorso;
Proporciona flexibilidade para o
corpo, podendo fletir-se para
frente, para trás e para os lados e
ainda girar sobre seu eixo maior.
Canal Vertebral
O canal vertebral segue as
diferentes curvas da coluna
vertebral. É grande e triangular
nas regiões onde a coluna possui
maior mobilidade (cervical e
lombar) e é pequeno e redondo
na região que não possui muita
mobilidade (torácica).
Na imagem ao lado (vista superior
da coluna vertebral), podemos
observar o canal vertebral. Ele é
formado pela junção das
vértebras e serve para dar
proteção à medula espinhal. Além
do canal vertebral, a medula
também é protegida pelas
meninges, pelo liquor e pela
barreira hemato-encefálica.
As vértebras podem ser estudadas
sobre três aspectos:
características gerais, regionais e
individuais.
Características
Gerais
Características
Regionais
Caracterís
Individu
Na coluna vertebral encontramos
também o sacro (cerca de quatro
ou cinco vértebras fundidas – não
móveis) e inferiormente ao
mesmo, localiza-se o cóccix
(fusão de 4 vértebras – não
móveis).
Sacro Cóccix
Disco Intervertebral
Entre os corpos de duas vértebras
adjacentes desde a segunda
vértebra cervical até o sacro,
existem discos intervertebrais.
Constituído por um disco fibroso
periférico composto por tecido
fibrocartilaginoso, chamado ANEL
FIBROSO; e uma substância
interna, elástica e macia, chamada
NÚCLEO PULPOSO . Os discos
formam fortes articulações,
permitem vários movimentos da
coluna vertebral e absorvem os
impactos.
Vamos testar
seus conhecimentos?
Então clique abaixo para
responder a questionário sobre
o Sistema Esquelético

12/03/2019

Ilustração das células da medula óssea do
livro Gray's Anatomy.
Transplante de medula óssea ou
transplante de células-tronco
hematopoiéticas (TCTH) é um
procedimento médico da área da
hematologia e oncologia que envolve o
transplante de células tronco
hematopoiéticas provenientes da medula
óssea do doador. Esse procedimento é
indicado principalmente em doenças da
medula óssea e certos tipos de câncer
hematológicos. O TMO surgiu na década de
70, graças ao pioneirismo de E. Donnall
Thomas e colaboradores, reconhecido mais
tarde com o Prêmio Nobel em Fisiologia e
Medicina. A principal característica desse
procedimento e o que a difere da maioria
dos transplantes de órgãos é que no TMO o
receptor recebe por via endovenosa um
aspirado de células de medula óssea do
doador, e essas células migram pelo sangue
até se fixarem na medula óssea do receptor
e voltarem a se multiplicar e cumprir suas
funções fisiológicas no hospedeiro. Apesar
de aparentemente simples, ainda é um
procedimento de risco e está indicado
apenas em doenças graves. As principais
complicações são infecções, recidivas da
doença anterior e a doença do enxerto
versus hospedeiro (graft versus host disease
- GVHD), onde as novas células do sistema
imunológico, ao não reconhecer as células
do hospedeiro, passam a destruí-las como
se fossem uma infecção.
Condições tratadas com
TMO
Adquiridas
Leucemia linfóide aguda
Leucemia mielóide aguda
Anemia aplástica
Leucemia mieloide crônica - fase
acelarada ou crise blástica
Linfoma de Hodgkin
Mieloma múltiplo
Síndrome mielodisplásica
Linfoma não-Hodgkin
Hemoglobinúria paroxística noturna
(HPN) - aplasia severa
Congênitas
Adrenoleucodistrofia
Síndrome de Hurler
Doença de Krabbe
Leucodistrofia metacromática
Talassemia
Linfohistiocitose hemofagocítica - (LHH)
Síndrome de Wiskott-Aldrich
Alguns erros inatos do metabolismo
Ligações externas
Website do Serviço de Transplantação de
Medula Óssea (STMO) do IPO do Porto
Associação Portuguesa Contra a
Leucemia
Centro de Histocompatibilidade do Sul -
Portugal
Centro de Histocompatibilidade do
Centro - Portugal
Centro de Histocompatibilidade do Norte
- Portugal
DoeMedula.com
REDOME - Registro Nacional de Doadores
de Medula Óssea - Informação
hospedada no sítio do Instituto Nacional
do Câncer (INCA).

12/03/2019

Lâmina histológica da medula óssea. As
indicam os bastões de Auer
Especialidade oncologia , hematologia
Classificação e recursos externos
CID -10 C 92.0
CID -9 205.0
ICD-O: 9861/3
OMIM 601626 , 601626
DiseasesDB 6791
MedlinePlus 000542
eMedicine med/34
MeSH D015470 , D015470
Leia o aviso médico
Leucemia mieloide aguda ( LMA), também
conhecida como leucemia mielogênica
aguda , é um câncer /cancro da linha
mieloide dos glóbulos brancos que se
caracteriza pela rápida proliferação de
células anormais e malignas - os blastos -
que não amadurecem, não desempenham
sua função e ainda se acumulam na medula
óssea, interferindo na produção normal de
outras células sanguíneas. É o tipo mais
comum de leucemia aguda que afeta
adultos, e sua incidência aumenta com o
envelhecimento. Embora a LMA seja uma
doença relativamente rara, representando
cerca de 1,2% dos óbitos causados por
doenças oncológicas nos Estados Unidos,[1]
espera-se um aumento da sua incidência
devido ao envelhecimento da população.
Os sintomas são causados pela substituição
das células normais da medula óssea,
resultando em uma queda na contagem de
glóbulos vermelhos , plaquetas e de
leucócitos normais. Estes sintomas incluem
fadiga , falta de ar, hemorragia e aumento
do risco de infecções . Embora vários fatores
de risco para a LMA sejam conhecidos, a
causa específica permanece incerta. Uma
característica da doença é sua rápida
progressão, podendo ser fatal em um curto
espaço de tempo (semanas ou meses) se
deixada sem tratamento adequado.
A leucemia mieloide aguda é uma doença
potencialmente curável, mas apenas uma
pequena parcela dos doentes são curados
com a terapia utilizada atualmente.
Usualmente o tratamento inicia com
quimioterapia, visando a induzir à remissão,
embora grande parte dos doentes
necessitem de um transplante de medula
óssea para alcançar a cura.
É também chamada de leucemia não
linfocítica aguda (em inglês A cute
n on lymphocytic l, abreviada como
ANLL). [2]
História
A primeira descrição de um caso de
leucemia na literatura médica data de 1827 ,
quando o médico francês Alfred-Armand-
Louis-Marie Velpeau descreveu o caso de
uma senhora de 63 anos, que desenvolveu
uma doença caracterizada por febre,
fraqueza, cálculos renais , hepatomegalia
(aumento do volume do fígado ) e
esplenomegalia (aumento do volume do
baço ). Velpeau notou também que o sangue
da paciente tinha uma consistência
diferente do "normal", especulando que a
causa seria o que chamou de aparecimento
de "corpúsculos brancos" . [3] Em 1845 , uma
série de pacientes que morreram com
aumento do baço e mudanças nas "cores e
consistência do sangue" foi relatado pelo
patologista JH Bennett, que usou o termo
"leucocythemia" para descrever esta
condição patológica. [4]
A criação do termo "leucemia" data de
1856 , e é de autoria de Rudolf Virchow ,
renomado patologista alemão. Como um
pioneiro no uso do microscópio ótico em
patologia, Virchow foi o primeiro a
descrever o excesso de glóbulos brancos
nos doentes com a síndrome clínica descrita
por Velpeau e Bennett. Como Virchow não
tinha certeza sobre a causa dos glóbulos
brancos no sangue estarem elevados, usou
então o termo meramente descritivo
"leucemia" (do grego: "glóbulos brancos")
para referir-se à condição. [5]
Outros avanços que levaram a uma melhor
compreensão da leucemia mieloide aguda
ocorreram rapidamente com o
desenvolvimento de novas tecnologias. Em
1877 , Paul Ehrlich desenvolveu uma técnica
de coloração que lhe permitiu descrever em
detalhes leucócitos normais e anormais.
Wilhelm Ebstein introduziu o termo
"leucemia aguda" em 1889 para diferenciar
os tipos de progressão rápida dos da
leucemia crônica.[6] O termo "mieloide" foi
criado por Neumann em 1869, o primeiro a
reconhecer que os glóbulos brancos eram
produzidos na medula óssea. O exame da
medula óssea com a finalidade de
diagnosticar leucemia foi primeiramente
descrito em 1879 por Mosler. [7]
Finalmente, em 1900 , o mieloblasto, que é
uma célula com potencial carcinogênico, foi
caracterizado por Naegeli, que divide a
leucemia em: mieloide e linfocitária (ou
linfocítica). [8][9]
Sinais e sintomas
A maioria dos sinais e sintomas da LMA
devem-se a um aumento do número de
glóbulos brancos malignos desalojando ou
interferindo de alguma forma com a
produção normal de glóbulos na medula
óssea. A falta de glóbulos brancos normais
torna o paciente suscetível a infecções. Já a
falta de glóbulos vermelhos (anemia) pode
causar fadiga, palidez e falta de ar. A falta
de plaquetas pode levar à ocorrência de
grandes hematomas ou hemorragias ao
mínimo trauma.
Os primeiros sintomas da LMA são, na
maioria das vezes, inespecíficos e podem
ser semelhantes aos da gripe ou de outras
doenças comuns. Alguns possíveis sintomas
generalizados, incluem febre, fadiga, perda
de peso corporal ou perda de apetite, falta
de ar, anemia, hematomas, hemorragias,
petéquias , dor óssea, dor nas articulações e
infecções frequentes e/ou persistentes.
Pode ocorrer esplenomegalia, mas
geralmente é transitória e assintomática. A
linfadenopatia é rara na LMA, em contraste
com a leucemia linfoblástica aguda.
Alguns doentes podem apresentar edema
gengival devido à infiltração de leucócitos
no tecido. Em alguns casos raros, o
primeiro sinal clínico da doença é o
desenvolvimento de uma massa tumoral
fora da medula óssea, chamada de sarcoma
granulocítico ou cloroma. Muitas vezes o
paciente pode não apresentar sintoma
algum, bem como a leucemia pode ser
descoberta durante exames sanguíneos de
rotina. [10]
Causas
Principais fatores de risco:
Alterações sanguíneas pré-leucêmicas,
tais como síndrome mielodisplásica ou
síndrome mieloproliferativa podem
evoluir para LMA; o risco exato depende
do tipo de MDS/MPS. [11]
Exposição à quimioterapia, especialmente
quando utilizados agentes antineoplásicos
anquilantes, podem aumentar o risco
para o desenvolvimento futuro da LMA.
Outros citostáticos, especialmente
podophyllotoxin e antraciclina também
foram associados com a leucemia. Estas
substâncias são freqüentemente
associadas a anomalias cromossômicas
específicas em leucócitos. [12]
A exposição à radiações ionizantes pode
aumentar o risco de LMA. Sobreviventes
do ataque nuclear norte-americano às
cidades japonesas de Hiroshima e
Nagasaki tiveram um aumento na
incidência deste tipo de leucemia,[13]
assim como profissionais de radiologia
expostos a níveis elevados de raios-x ,
antes da adoção de práticas modernas de
segurança radiológica. [14]
Exposição a produtos químicos como o
benzeno e outros solventes orgânicos
podem estar relacionados ao
desenvolvimento da doença, embora
ainda haja muita controvérsia a este
respeito. O benzeno e muitos dos seus
derivados são conhecidos por serem
substâncias carcinogênicas in vitro .
Enquanto alguns estudos sugerem uma
relação entre a exposição ao benzeno e
aumento do risco de LMA, [15] outros
têm sugerido que o risco é muito
pequeno. [16]
Inúmeras síndromes congênitas podem
contribuir para aumentar o risco de
leucemia; a mais comum é
provavelmente a Síndrome de Down , que
está associada a um aumento de 10 a 18
vezes do risco de desenvolvimento da
LMA. [17]
Epidemiologia
A leucemia mieloide aguda é um câncer
relativamente raro. Há cerca de 10.500
novos casos por ano nos Estados Unidos, e a
incidência manteve-se estável de 1995 até
2005 . A doença representa 1,2% de todas as
mortes por câncer neste país.[1] A idade
média de diagnóstico é de 63 anos. A LMA
representa cerca de 90% de todas as
leucemias agudas em adultos, mas é rara
em crianças. [1] É ligeiramente mais comum
em indivíduos do s**o masculino
(proporção de 1,3: 1). [18]
Há variações na incidência da doença entre
regiões geográficas diferentes. Nos adultos,
as taxas mais elevadas são vistas na América
do Norte, Europa, e Oceania , enquanto que
na Ásia e América Latina é rara. [19]
Entretanto, a incidência de casos em
crianças é menos comum na América do
Norte e na Índia do que em outras partes
do mundo.[20] Essas diferenças podem ser
devidas à característica genética da
população, fatores ambientais, ou uma
combinação destas.
Fisiopatologia
A célula maligna , no caso da LMA, é o
mieloblasto. Na hematopoiese normal, o
mieloblasto é um precursor dos glóbulos
brancos imaturos. Um mieloblasto normal
irá gradualmente induzir a maturação dos
glóbulos brancos. No entanto, na LMA, um
único mieloblasto acumula modificações
genéticas que "congelam" as células em seu
estado imaturo, impedindo assim a
diferenciação celular. [21] Essa mutação
isoladamente não causa a leucemia; no
entanto, quando esta "diferenciação" está
associada a outras mutações que perturbem
o controle de proliferação celular, o
resultado é o crescimento descontrolado de
células imaturas, resultando então na
leucemia mieloide aguda. [22]
Grande parte da diversidade e
heterogeneidade da LMA decorre do fato de
que as alterações dos glóbulos brancos
podem ocorrer em uma série de diferentes
etapas ao longo do percurso de
diferenciação. [23] Recentes estudos de
classificação para a LMA reconhecem que as
características e o comportamento de
leucócitos (e da leucemia) dependem da
fase em que foram interrompidas na
diferenciação celular.
Os sintomas e sinais clínicos da LMA
resultam do fato de que, como a duplicação
de leucócitos cresce, tende a deslocar ou
interferir com o desenvolvimento normal de
células sanguíneas na medula óssea.[24] Isto
leva à neutropenia , anemia, e
trombocitopenia . Os sintomas são, muitas
vezes, devido ao baixo número destes
elementos normais no sangue. Em casos
raros, os doentes podem desenvolver
sarcomas granulocíticos (ou cloroma) fora
da medula óssea, o que pode causar
sintomas diferentes dependendo de sua
localização.
Diagnóstico
O primeiro indício, importante para o
estabelecimento do diagnóstico da LMA, é
geralmente um resultado anormal em um
hemograma . Já o diagnóstico definitivo
geralmente requer uma biópsia por
aspiração da medula óssea. O exame da
medula óssea é frequentemente realizado
com a finalidade de identificar o tipo de
células sanguíneas anormais. Porém, caso
existam muitos glóbulos brancos na
circulação sanguínea, a biopsia de medula
óssea pode não ser necessária. A medula ou
o sangue é analisado através de microscopia
ótica , assim como citometria de fluxo , para
diagnosticar a presença de leucemia e
diferenciar entre seus subtipos.
O diagnóstico e classificação da LMA pode
ser complexo, e deve ser executado por um
médico com experiência na área de
hematologia ou patologia . Em casos simples,
a presença de certas características
morfológicas (como Auer varas) ou
resultados específicos de fluxo citométrico
podem distinguir esta, de outros tipos de
leucemias. No entanto, na ausência de tais
características, o diagnóstico pode ser mais
difícil. [25]
Segundo os critérios adotados pela
Organização Mundial da Saúde , o
diagnóstico da LMA é estabelecido pela
demonstração do comprometimento de
mais de 20% do sangue e/ou medula óssea
por mieloblastos.[26] A doença deve ser
cuidadosamente diferenciada de condições
"pré-leucêmicas" como a síndrome
mielodisplásica ou síndrome
mieloproliferativa, que são tratados de
forma diferente.
Devido ao melhor prognóstico (e maior
facilidade de tratamento) da leucemia
promielocítica aguda (LPA), é importante
estabelecer rapidamente o diagnóstico
definitivo. O método de hibridização por
fluorescência in loco é freqüentemente
utilizado para este fim, identificando
facilmente a translocação cromossômica
que caracteriza a LPA. [27]
Classificação
Os dois esquemas de classificação mais
comumente utilizados para a LMA, são o
antigo sistema (França, Estados Unidos e
Inglaterra) e o mais recente, da Organização
Mundial de Saúde.
Classificação: FAB (antigo
sistema francês, norte
americano e britânico)
Este esquema de classificação divide a LMA
em 8 subtipos, de M0 a M7, com base no
tipo de célula de que a leucemia se originou
e também o seu grau de maturidade. Isto é
feito através da análise do aspecto das
células malignas com o uso da microscopia
ótica e/ou usando os recursos da
citogenética para caracterizar qualquer
anomalia cromossômica que possa ser
descoberta. Os subtipos têm diferentes
prognósticos e respostas à terapia. Embora
a classificação da OMS possa ser mais útil,
este sistema ainda é largamente utilizado.
Os 8 sub-tipos desta classificação são: [28]
M0 Leucemia mieloblástica aguda
indiferenciada
M1 Leucemia mieloblástica aguda sem
maturação
M2 Leucemia mieloblástica aguda com
maturação
M3 Leucemia promielocítica aguda ou
promielocítica
M4 Leucemia mielomonocítica aguda
M5 Leucemia monoblástica aguda (5a) ou
Leucemia monocítica aguda (5b)
M6 Leucemia eritroide aguda ou
Eritroleucemia
M7 Leucemia megacarioblástica aguda
Classificação da Organização
Mundial da Saúde
A classificação da OMS para a leucemia
mieloide aguda tenta ser mais útil, com
significado clínico levando em consideração
o prognóstico para produzir mais
informações do que a antiga classificação.
Cada uma das categorias desta classificação
contém numerosos sub-categorias
descritivas de interesse para médicos com
experiência na área de hematologia e
oncologia . No entanto, a maior parte das
informações clinicamente significativas da
classificação da OMS é comunicada através
de categorização em um dos cinco subtipos
listado abaixo:
Sub-tipos: [29]
LMA com características de
anormalidades genéticas , que inclui
LMA com translocação entre o
cromossoma 8 e 21, com inversão no
cromossoma 16, ou translocações entre
os cromossomas 15 e 17. Doentes com
LMA nesta categoria geralmente têm uma
alta taxa de remissão e um melhor
prognóstico, em comparação com outros
tipos.
LMA com displasia multilinear . Esta
categoria inclui os doentes que tiveram
uma prévia síndrome mielodisplásica
(MDS) ou doença mieloproliferativa, que
evoluiu para a LMA. Esta categoria é mais
freqüentemente em pacientes idosos e
muitas vezes tem um pior prognóstico.
Relacionado à terapia da LMA e SMD.
Esta categoria inclui os doentes que
realizaram quimioterapia e/ou
radioterapia e posteriormente
desenvolveram a LMA ou SMD (síndrome
mielodisplásica ). Esta leucemia pode ser
caracterizada por anormalidades
cromossômicas específicas e, muitas
vezes, leva a um pior prognóstico.
LMA não categorizadas . Inclui subtipos
da LMA que não se inserem nas
categorias acima.
Leucemias agudas de origem ambígua.
Leucemias agudas de origem ambígua
(também conhecida como fenótipo misto
ou leucemia aguda biofenotípica)
ocorrem quando as células leucêmicas
podem ser classificadas como células
mieloides ou linfoides, ou se ambos os
tipos de células estão presentes.
Prognóstico
Translocação
cromossômica (9;11),
associada à LMA
A leucemia mieloide aguda é uma doença
potencialmente curável; a chance de cura
de um paciente depende diretamente da
quantidade de fatores de prognóstico
acumulados por este. [30]
Genética celular e prognóstico
A genética celular é um dos fatores mais
importantes para a obtenção de um
prognóstico fiável da enfermidade, já que
existem certas anomalias cromossômicas
estritamente relacionadas com subtipos de
leucemia (por exemplo a translocação t
(15;17) com a leucemia promielocítica
aguda ). Cerca de metade dos pacientes com
LMA apresentam análises de genética celular
"normais", sendo então incluídos dentro do
grupo de risco incerto. Por outro lado,
existem certas anomalias conhecidas e
associadas a um prognóstico desfavorável,
apresentando um elevado risco de
reincidência após o tratamento. [31][32][33]
O primeiro estudo que relacionou as provas
genéticas com o prognóstico foi realizado
pelo Medical Research Council , analisando
amostras de 1.612 pacientes. O trabalho foi
publicado em 1998 e resume-se na seguinte
tabela: [34]
Grupo de
risco Anomalia Sobrevivência
por 5 anos r
Favorável
t(8;21), t
(15;17), inv
(16)
70%
Incerto
Normal,
+8, +21,
+22, del
(7q), del
(9q),
Anormal
11q23,
qualquer
outra
mudança
estrutural
ou
numérica
48%
Desfavorável
-5, -7, del
(5q),
Anormal
3q,
Citogenética
complexa
15%
Outros marcadores de
prognóstico
Como em todos os tipos de câncer, a
condição física e o nível de atividade do
paciente tem um importante papel no
prognóstico da LMA. Em alguns estudos, os
pacientes com idade superior a 60 anos e
com níveis elevados de lactato
desidrogenase apresentaram pior
prognóstico. [35]
Outro tema que tem concentrado boa parte
dos esforços de investigação tem sido a
busca do significado clínico das mutações
do gene c-KIT , que codifica a proteína
tirosina-cinase envolvida em processos de
regulação da multiplicação celular na
LMA. [36] Estas mutações são freqüentes e
clinicamente relevantes devido a
disponibilidade de certos inibidores da
enzima tirosina-cinase , como sunitinib e
imatinib , cuja ação pode bloquear
farmacologicamente a atividade do gene c-
KIT .
Outros genes que estão sendo estudados
como possíveis fatores de prognóstico ou
como alternativas terapêuticas são: CEBPA,
BAALC, ERG e NPM1 .
Expectativa de cura
As taxas de cura em ensaios clínicos variam
entre 20% e 45%.[37][38] No entanto, é
necessário enfatizar que estes ensaios
clínicos somente incluíram pacientes jovens,
que são capazes de tolerar terapias mais
agressivas. Devido a isto, é muito provável
que a taxa global de cura de todos os
pacientes com LMA (incluindo os idosos e
também pacientes incapazes de tolerar uma
terapia agressiva) seja muito inferior.
Entretanto, a taxa de cura para a leucemia
promielocítica aguda é próxima de 98%. [39]
Tratamento
O tratamento consiste essencialmente na
quimioterapia, e está dividido em duas
fases: indução e pós-remissão (ou
consolidação terapêutica ). O objetivo da
fase de indução é conseguir uma remissão
completa, reduzindo a quantidade de
células leucêmicas a um nível indetectável.
Já o objetivo da fase de consolidação é
eliminar qualquer resíduo da doença que
não tenha sido detectado com a finalidade
de se obter a cura.
Terapia de indução
Estrutura ( citorabina)
Estrutura ( idarubicina)
Desde 2006 , todos os subtipos FAB da LMA,
salvo o M3, recebem usualmente o mesmo
tratamento quimioterápico com citorabina
(Ara-C) e antraciclina (daunorubicina ou
idarubicina ).[40] Outras alternativas
incluem unicamente altas doses de Ara-
C. [41][42] No entanto, estas dr**as
produzem também efeitos secundários
tóxicos, como a mielosupressão e o
incremento do risco de infecção , não sendo
recomendado seu uso em pessoas com
idade avançada. Esta primeira fase de
indução requer apenas um mês de
hospitalização, do início do tratamento
quimioterápico até a recuperação do
paciente.
A quimioterapia de indução apresenta um
esquema de administração denominado "7 +
3", sendo a citorabina administrada de
forma continuada durante os 7 primeiros
dias e a antraciclina durante os 3 dias
seguintes. Em torno de 70% dos pacientes
obtém uma remissão com este protocolo de
administração. [43]
Quanto ao tipo M3 (FAB) de LMA, também
conhecido como leucemia promielocítica
aguda , é quase que universalmente tratado
com a droga ATRA (em inglês all-trans-
retinoic acid) de forma adicional à
quimioterapia de indução [44][45][46] Estes
casos requerem muita atenção para a
prevenção da coagulação intravascular
disseminada (CID), uma complicação
associada a este tratamento.
O objetivo da fase de indução é alcançar
uma remissão completa, mas isto não
significa que a doença seja curada, mas sim
que os métodos de diagnóstico disponíveis
não são capazes de detectar indícios de LMA
(por exemplo,

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