28/10/2016
5 motivos para fazer uma viagem a Salta
No árido noroeste da Argentina, a província de Salta tem exóticas atrações e algumas das mais belas paisagens da América do Sul.
Mas, talvez por falta de divulgação, recebem menos turistas que lugares como Patagônia e Puerto Iguazú, além de também perderem visitantes para o Atacama chileno e a região do Salar de Uyuni, na Bolívia.
Com cenários compatíveis aos dos vizinhos e peculiaridades fascinantes, Salta faz valer cada dia de um roteiro dedicado à região.
Pra começar, a província está aos pés da Cordilheira dos Andes, em um belíssimo altiplano que varia entre 3 mil e 4 mil metros de altitude.
Além da natureza exótica, com planícies desérticas, salares e animais adaptados à difícil vida com escassez de água, Salta também conquista por suas históricas cidades e aldeias, que conservam heranças incas, indígenas e da colonização espanhola.
Se você acha que levaria muito tempo percorrendo as principais belezas da região, não se preocupe. Um roteiro de apenas 3 ou 5 noites é o suficiente para explorar Salta e voltar com recordações inesquecíveis e fotos inacreditáveis.
1. SALTA
A cidade de Salta, capital da província de mesmo nome, é um raro caso na Argentina de cidade colonial preservada. Fundada no século XVI, Salta mantém intocável seu traçado urbano e conserva parte razoável da arquitetura deixada pelos espanhóis. Entre outras atrações, possui um Museu Antropológico dedicado ao chamanismo e o Museo de Arqueología de Alta Montaña, com múmias e objetos incas.
Uma atração à parte em Salta é a culinária, uma das mais apreciadas da Argentina. Além da famosa empanada salteña, pratos com truta e carne de lhama e cabra também se destacam.
2. “TREN A LAS NUBES”
Uma ousada obra da engenharia. Percorrer os 216 km do trajeto desse trem, entre Salta e a fronteira com o Chile, é se aventurar por túneis, penhascos, pontes e intermináveis caracóis. Nessa famosa atração do turismo nacional argentino, o trem parte de uma altura de 1200 metros de altitude e alcança 4500 metros. Para você realmente ficar sem fôlego.
Seu ponto de partida é a cidade de Salta, às segundas e sábados, de abril a novembro.
3. OS TEMPOS COLONIAIS
Como uma típica região isolada que conserva sua arquitetura desde os tempos mais remotos, era de se esperar que Salta e Jujuy também guardassem tradições culturais.
As principais dessas tradições remontam à Sevilha moura.
Ninguém diria que a cultura árabe assimilada pelos espanhóis iria parar num deserto no noroeste da Argentina. Vale conferir.
4. RAÍZES INDÍGENAS
Os argentinos de Buenos Aires, que tanto se gabam de sua ascendência ítalo-espanhola, devem mesmo achar que índio é coisa de Chile, Bolívia e Paraguai. Mas o noroeste da Argentina compartilha com os vizinhos algumas etnias, como os Aymaras e os Quechas.
Povos que habitam o país provavelmente antes mesmo dos Incas terem chegado por lá. E eles também preservam tradições culturais e religiosas, demonstradas principalmente em suas festas típicas. Mais uma relíquia que merece ser explorada no passeio.
5. VALLES CALCHAQUÍES
Mendoza pode ser a capital argentina dos vinhos, mas a região de Salta vem ampliando cada vez mais a qualidade de suas produções. No centro dessa evolução, está a cidade/povoado de Cafayate, um excelente destino para os apaixonados por vinho, que dispõe de hotéis e spas que oferecem o “banho de vinho”.
Melhor que degustar os melhores vinhos, é fazer isso em meio a uma fantástica paisagem, repleta de montanhas nevadas e cactos gigantes, como os encontrados no Parque Nacional de los Cardones, que pode ser facilmente visitado a partir da pequena cidade de Cachi.
Aliás, pra quem gosta de igreja, vale a pena dar uma parada na praça da cidade para apreciar a igrejinha de arquitetura colonial, reconhecida como patrimônio histórico nacional da Argentina.