Energia Solar

Energia Solar Energia fotovoltaica é uma das mais importantes tecnologias do futuro. Dificilmente qualquer outra

China tem planos de construir estação de energia solar no espaçoPainéis vão captar a luz do Sol e transmitir eletricidad...
18/02/2019

China tem planos de construir estação de energia solar no espaço

Painéis vão captar a luz do Sol e transmitir eletricidade para uma instalação terrestre na forma de ondas ou laser

A Academia de Tecnologia Espacial da China está trabalhando em um projeto de construção de uma usina espacial que será capaz de captar energia do Sol para enviá-la para a Terra.

A intenção é conseguir aproveitar a energia solar mesmo quando estiver nublado no planeta terrestre, visto que a matriz fotovoltaica da estação f**ará fora da atmosfera da Terra.

Os chineses esperam realizar te**es antes de 2025. Este programa mostra que o país está comprometido com seu esforço para usar mais energia renovável, além de assumir uma posição entre os líderes globais de exploração astronômica.

Os cientistas ainda estão analisando como irão trazer a energia do espaço para a Terra. De acordo com o jornal The Sydney Morning Herald, uma das ideias é ter painéis captando a luz solar e, sem seguida, transmitir eletricidade para uma instalação terrestre na forma de ondas ou laser.

Se o lançamento for bom e o feixe de transmissão de energia funcionar como esperado, os pesquisadores chineses planejam testar e lançar instalações maiores e mais potentes até o ano de 2050.

Além de enviar energia limpa para a Terra, a usina espacial poderia viabilizar missões mais profundas e mais distantes no universo.

Desaparecida, sonda Opportunity completa 15 anos em MarteMovido por energia solar, veículo da NASA deixou de se comunica...
17/02/2019

Desaparecida, sonda Opportunity completa 15 anos em Marte

Movido por energia solar, veículo da NASA deixou de se comunicar com a Terra em junho de 2018, após uma tempestade de poeira

A sonda Opportunity, da NASA, começa seu 16º ano na superfície de Marte nesta sexta-feira (25). O veículo pousou na região Meridiani Planum do Planeta Vermelho em 2004, há 15 anos.

Opportunity, do tamanho de um carro de golfe, foi projetada para viajar 1.006 metros e operar por apenas 90 dias de Marte. Ela, porém, viajou mais de 45 quilômetros e registrou seu 5.000º dia marciano em fevereiro de 2018.

"Quinze anos na superfície de Marte é um testemunho não apenas de uma magníf**a máquina de exploração, mas da equipe dedicada e talentosa que nos permitiu expandir nosso espaço de descoberta do Planeta Vermelho", disse John Callas, gerente de projeto da Opportunity no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA em Pasadena, na Califórnia.

"No entanto, este aniversário não pode deixar de ser um pouco agridoce, pois atualmente não sabemos o status do veículo. Estamos fazendo tudo ao nosso alcance para se comunicar com ela, mas, com o passar do tempo, a probabilidade de um contato bem-sucedido continua a diminuir."

A última comunicação foi recebida em 10 de junho de 2018, quando uma tempestade de poeira planetária cobriu a localização do veículo. Opportunity é movida a energia solar, e o fenômeno bloqueou tanta luz do Sol que ela não pôde mais carregar suas baterias. Desde então, ela não faz contato com os pesquisadores na Terra.

Ainda assim, a missão continua, em uma fase em que os engenheiros do JPL enviam comandos para ouvir os sinais do veículo espacial. Se eles conseguirem ouvir a sonda, poderão tentar uma recuperação. A sonda Opportunity, da NASA, começa seu 16º ano na superfície de Marte nesta sexta-feira (25). O veículo pousou na região Meridiani Planum do Planeta Vermelho em 2004, há 15 anos.

Opportunity, do tamanho de um carro de golfe, foi projetada para viajar 1.006 metros e operar por apenas 90 dias de Marte. Ela, porém, viajou mais de 45 quilômetros e registrou seu 5.000º dia marciano em fevereiro de 2018.

"Quinze anos na superfície de Marte é um testemunho não apenas de uma magníf**a máquina de exploração, mas da equipe dedicada e talentosa que nos permitiu expandir nosso espaço de descoberta do Planeta Vermelho", disse John Callas, gerente de projeto da Opportunity no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA em Pasadena, na Califórnia.

"No entanto, este aniversário não pode deixar de ser um pouco agridoce, pois atualmente não sabemos o status do veículo. Estamos fazendo tudo ao nosso alcance para se comunicar com ela, mas, com o passar do tempo, a probabilidade de um contato bem-sucedido continua a diminuir."
"Selfie" da sonda Opportunity (Foto: Divulgação/NASA)Selfie da sonda Opportunity (Foto: Divulgação/NASA)

A última comunicação foi recebida em 10 de junho de 2018, quando uma tempestade de poeira planetária cobriu a localização do veículo. Opportunity é movida a energia solar, e o fenômeno bloqueou tanta luz do Sol que ela não pôde mais carregar suas baterias. Desde então, ela não faz contato com os pesquisadores na Terra.

Ainda assim, a missão continua, em uma fase em que os engenheiros do JPL enviam comandos para ouvir os sinais do veículo espacial. Se eles conseguirem ouvir a sonda, poderão tentar uma recuperação.

09/02/2019
Energia solar fotovoltaica atinge marca histórica de 500 MW em geraçãoSegundo a ABSOLAR, o País possui atualmente 49.177...
27/01/2019

Energia solar fotovoltaica atinge marca histórica de 500 MW em geração

Segundo a ABSOLAR, o País possui atualmente 49.177 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, que representam mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos acumulados. — O Brasil acaba de atingir a marca histórica de 500 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos.

Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, limpa e sustentável, lidera com folga o segmento de microgeração e minigeração distribuída, com mais de 99,5% das instalações do País.

A energia solar fotovoltaica agrega inúmeros benefícios para o progresso do Brasil, dentre eles: redução de gastos com energia elétrica, atração de investimentos, geração de empregos locais de qualidade, redução de impactos ao meio ambiente, redução de perdas elétricas na rede nacional, postergação de investimentos em transmissão e distribuição e alívio do sistema elétrico em horários de alta demanda diurna, como nos meses de verão.

Em número de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 75,5% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (16,8%), consumidores rurais (4,3%), indústrias (2,7%), poder público (0,7%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,01%).

Em potência instalada, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 43,2% da potência instalada no País, seguidos de perto por consumidores residenciais (35,7%), indústrias (10,3%), consumidores rurais (7,3%), poder público (3,2%) e outros tipos, como serviços públicos (0,3%) e iluminação pública (0,01%).

De acordo com a entidade, o Brasil possui hoje 49.177 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 60.090 unidades consumidoras, somando mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do País.

energia solar fotovoltaica 2 - Energia solar fotovoltaica atinge marca histórica de 500 MW em geração


O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por três fatores principais: (i) a forte redução de mais de 83% no preço da energia solar fotovoltaica desde 2010; (ii) o forte aumento nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros, pressionando o orçamento de famílias e empresas; e (iii) o aumento no protagonismo e na responsabilidade socioambiental dos consumidores, cada vez mais dispostos a economizar dinheiro ajudando, simultaneamente, a preservação do meio ambiente.

“Celebramos com otimismo este avanço para a fonte solar fotovoltaica no Brasil, com a certeza de que teremos um forte crescimento do setor nos próximos anos e décadas. O Brasil possui mais de 83 milhões de unidades consumidoras e um interesse crescente da população, das empresas e também dos gestores públicos em aproveitar seus telhados, fachadas e coberturas para gerar energia renovável localmente a partir do sol, economizando dinheiro e contribuindo na prática para a construção de um país mais sustentável e com mais empregos locais e qualif**ados”, comenta Koloszuk.

Para o CEO da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, o Brasil tem excelente recurso solar e possui condições privilegiadas para se tornar uma liderança mundial na área. Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência em 2018 apontou que 9 em cada 10 brasileiros quer gerar energia renovável em casa. “Além disso, pesquisas realizadas pelo Ibope Inteligência em 2018 e 2017, pelo Datafolha em 2016 e pelo DataSenado em 2015 comprovaram que a fonte solar fotovoltaica conta com amplo apoio de mais de 85% da população brasileira”, ressalta Sauaia.

Ranking Nacional Solar Fotovoltaico
Para acompanhar de perto a evolução da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica nos estados brasileiros, a ABSOLAR desenvolveu um Ranking Nacional Solar Fotovoltaico, que compara as potências instaladas em cada unidade da Federação.

Atualmente, o Estado de Minas Gerais é o único a ultrapassar a marca de 100 MW e lidera o ranking nacional, com 21,80% da potência instalada no País, seguido pelo Rio Grande do Sul (15,7%), São Paulo (12,2%), Paraná (6,1%) e Santa Catarina (5,4%).

energia solar fotovoltaica 3 - Energia solar fotovoltaica atinge marca histórica de 500 MW em geração

Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto nas áreas de geração distribuída quanto de geração centralizada. A ABSOLAR coordena, representa e defende o desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta energia limpa, renovável e sustentável no País e representando o setor fotovoltaico brasileiro internacionalmente.

União Europeia estabelece cota de 32% de energias renováveis ​​para 2030União Europeia estabelece cota de 32% de energia...
25/06/2018

União Europeia estabelece cota de 32% de energias renováveis ​​para 2030União Europeia estabelece cota de 32% de energias renováveis ​​para 2030
Pacto alcançado entre países-membros e instituições da UE sugere que a meta seja revisada em 2023

Depois de 12 horas de negociação durante a madrugada, o Parlamento Europeu, a Comissão e os Governos dos 28 países-membros chegaram a um acordo sobre a diretriz de energias renováveis que deverá orientar a transformação do sistema energético europeu nos próximos anos. O pacto alcançado estabelece que 32% de toda a energia final consumida na União Europeia (UE) em 2030 devem ser de origem renovável. Trata-se de um ponto intermediário entre a posição de partida dos Governos dos países-membros, que propunham 27%, e a do Parlamento Europeu, que pedia 35%.

O acordo também inclui, segundo fontes do Parlamento Europeu, a criação de um fundo de desenvolvimento de energias renováveis para ajudar as regiões carvoeiras da Europa. O carvão para geração de eletricidade surge como o grande perdedor na luta contra as mudanças climáticas devido aos gases de efeito estufa que expele quando é queimado. Alguns países muito dependentes desse combustível (como a Polônia) pediram compensação para suas zonas mineradoras. Na Espanha, algumas áreas das Astúrias e Castela e Leão também podem se beneficiar.

A meta geral de 32% para 2030 é um ponto de entendimento entre os Governos dos países-membro e o Parlamento Europeu. Atualmente essa cota europeia é de cerca de 17%. Além da meta concreta para 2030, é importante que tenha sido incluída uma revisão (para cima) em 2023. A meta deve ser aumentada se se quiser que a Europa cumpra os compromissos do Acordo de Paris ou se a redução dos custos das tecnologias renováveis possibilitar uma ambição maior.

O que não se conseguiu, devido à oposição frontal dos Governos desde o início da negociação, foi a inclusão de metas específ**as para cada país, como as que existem atualmente. Esses objetivos são uma arma de pressão para os Governos, que são fiscalizados pela opinião pública no cumprimento das metas. A Comissão vai elaborar relatórios sobre os esforços de cada país e sua contribuição para a meta geral de 2030. Mas serão apenas indicativos.

“Este acordo é uma vitória duramente trabalhada para desbloquear o verdadeiro potencial da transição da Europa para uma energia limpa. Esta nova ambição nos ajudará a cumprir as metas do Acordo de Paris e se traduzirá em mais empregos, contas de energia mais baratas para o consumidores e menos importações de energia”, comemorou em Bruxelas o comissário europeu para Energia e Meio Ambiente, Miguel Arias Cañete.

O eurodeputado José Blanco, do PSOE, que representou a posição do Parlamento Europeu na negociação, também comemorou o acordo alcançado nesta madrugada: “Ele nos permitirá cumprir com o Acordo de Paris.” Blanco também destacou a importância do fundo para uma “transição justa” nas regiões afetadas pelo fechamento das minas de carvão na Espanha.

Autoconsumo
Finalmente, a taxação do autoconsumo (com a instalação de painéis solares em residências, por exemplo), como o chamado imposto do sol, será vetada na UE até pelo menos dezembro de 2026. A partir desse momento, segundo fontes de negociação, os países podem decidir sobre a adoção de tarifas de acordo com uma série de parâmetros fixos para que o sistema elétrico possa se sustentar economicamente.

Outra cláusula estabelece o direito de receber remuneração segundo o valor de mercado pela energia despejada na rede. E também determina que os painéis de uma casa ou grupo de casas podem pertencer a terceiros.

O acordo tripartite inclui também uma seção sobre conexões entre países; foi fixada uma meta de 15% para 2030.
“Acordo agridoce”

A remoção de entraves como o imposto da energia solar foi aplaudida por organizações ambientais, como o Greenpeace. “Acabar com essas medidas era uma das principais exigências do Greenpeace e da sociedade civil acatadas pelo Parlamento Europeu durante as negociações”, ressaltou a organização ambientalista.

No entanto, tanto o Greenpeace quanto outras associações e entidades lamentaram que o acordo tenha f**ado em 32%. “O acordo é agridoce porque não há ambição suficiente para a meta de energias renovável em 2030. Não estamos no caminho do Acordo de Paris”, lamentou o euro deputado Florent Marcellesi, dos Verdes.

Sistema de energia solar viabiliza água potável para 150 famílias da comunidade SuruacáOs comunitários que atuam como re...
01/06/2018

Sistema de energia solar viabiliza água potável para 150 famílias da comunidade Suruacá

Os comunitários que atuam como responsáveis pela operação e sustentabilidade do sistema foram treinados.

Por G1 Santarém, PA

A partir desta semana, moradores da comunidade Suruacá, localizada às margens do Rio Tapajós, em Santarém, oeste do Pará, passam a contar com água potável viabilizada pela implantação de sistema de tratamento de água com geração de energia solar. A iniciativa é do Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Aliança Água+ Acesso.

O sistema abastecerá 500 pessoas de 127 famílias de Suruacá. A ideia do Projeto Saúde e Alegria é expandir a implantação dessa tecnologia que utiliza de forma híbrida diesel e energia solar para viabilizar o bombeamento de água para os ribeirinhos a menores custos e de forma mais sustentável.

Segundo o coordenador do PSA, Caetano Scannavino, a situação da região era muito complicada, pois, assim como a grande parte das comunidades que não têm acesso à rede elétrica, dependia de um gerador movido apenas a diesel para o funcionamento do sistema.

“Além de ser poluente e ter um custo cada vez mais elevado, o transporte do diesel só podia ser feito por distribuidor autorizado, e, por ser um local isolado, nenhuma empresa realizava a entrega, obrigando os moradores a percorrer longas distâncias para comprar clandestinamente. Além de ilegal, onerava a comunidade. Com a solução híbrida solar, além de uma expressiva redução de custos, elimina a energia poluente pela emissão de carbono”, afirmou Scannavino.

Para a gestão e manutenção da solução implantada, o PSA organiza e capacita os moradores que atuam como responsáveis pela operação e sustentabilidade do sistema. Eles se organizaram em associação para definição das responsabilidades e da taxa de contribuição. “Além de orientarmos as famílias, realizamos treinamento com técnicos que estamos chamando de eletricistas do Sol. Assim, garantimos a manutenção dos equipamentos e geramos renda para moradores locais”, finalizou Scannavino.

Além de Suruacá, o PSA por meio da Aliança Água+ irá implantar, ainda em 2018, soluções e sistemas de água e saneamento em outras seis comunidades e formar um fundo para melhorias em outras oito comunidades do oeste do Pará, beneficiando diretamente mais de 2.000 pessoas.

O projeto iniciou suas ações em 1987 com foco em saúde, geração de renda e desenvolvimento territorial, e já implantou sistemas de abastecimento e tratamento de água em 37 comunidades com o apoio de diversos parceiros e atualmente atende cerca de 30 mil pessoas em 150 comunidades do Pará.

Parceria
A nova tecnologia é viabilizada pela Aliança Água+ Acesso, coalizão formada com apoio e investimento do Instituto Coca-Cola Brasil que hoje conta com 15 organizações dedicadas a ampliar o acesso à água e saneamento em comunidades rurais em oito estados brasileiros.

De acordo com Rodrigo Brito, gerente do Instituto Coca-Cola Brasil, exatamente a população que mora ‘em cima’ da água não tem água potável nas suas residências. “Nosso intuito é trazer cada vez mais soluções que melhorem a qualidade de vida dessas pessoas. É fazer, na prática, com que a tecnologia chegue à ponta e resolva questões sociais importantes”, disse.

01/06/2018
Com projeto que tira sal da água com energia solar aluno do AP é premiado nos EUACaio Vinícius, de 16 anos, conquistou o...
01/06/2018

Com projeto que tira sal da água com energia solar aluno do AP é premiado nos EUA

Caio Vinícius, de 16 anos, conquistou o primeiro lugar na maior feira tecnológica do mundo para estudantes que ainda não chegaram ao nível superior. De todo o Brasil participaram 18 projetos.

Por Rita Torrinha, G1 AP, Macapá

O amapaense Caio Vinícius Lima de Souza, 16 anos, foi o grande vencedor da Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel Isef) realizada nos Estados Unidos, considerada a maior do mundo para estudantes que ainda não chegaram ao nível superior. O aluno volta para Macapá no domingo (20), trazendo na mala o certif**ado do primeiro lugar e premiação em dinheiro.

O projeto apresentado por Caio, que foi orientado pelo professor de ciências Aldenir Melo, foi uma proposta ambiental sustentável para dessalinizar a água, usando apenas a energia solar. Uma alternativa possível de ser implementada em regiões onde há escassez do produto próprio para o consumo.

Participaram do evento projetos de 70 nações e territórios diferentes de todo o mundo. Do Brasil, apenas 25 alunos e 18 projetos, de estados distintos, foram selecionados.

Antes de viajar para o estado de Pensilvânia, nos Estados Unidos, caio contou ao G1 que a ideia começou a ser elaborada em 2016, na Escola Estadual Santina Rioli, ao pesquisar sobre a realidade das famílias que moram na Vila de Sucuriju, distrito do município de Amapá, ao extremo Leste do estado. A região é banhado pela água salgada do Oceano Atlântico.

A ida ao país da América do Norte se deu a partir da conquista do 6º lugar na Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia (Mostratec), realizada em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, em outubro de 2017. Com o mesmo projeto, caio já ganhou outras premiações.

Construções se preparam para mudanças climáticas    Escrito ou enviado por  Deivid SouzaVisando minimizar efeitos do aqu...
01/06/2018

Construções se preparam para mudanças climáticas

Escrito ou enviado por Deivid Souza

Visando minimizar efeitos do aquecimento global, empreendimentos têm aplicado soluções sustentáveis para enfrentar aumento de temperatura, escassez de água e inundações

O aquecimento global tem provocado inúmeras transformações no mundo. Chuvas extremas em algumas regiões, escassez em outras, vendavais, ondas de calor, etc. A lista de problemas é grande. Goiânia, por exemplo, tem experimentado a quebra de recordes de temperatura nos últimos anos. O dia 22 de outubro de 2015 ficou na história como o mais quente de todos os tempos na cidade, neste dia os termômetros marcaram 39,9 ºC. Lembrando que nos cinco anos anteriores a essa data sucessivos recordes de temperatura foram quebrados.

Os efeitos dessas mudanças climáticas estão entre os principais desafios dos empreendimentos modernos, que buscam trazer conforto por meio de soluções sustentáveis que não agridam o meio ambiente. Muitos residenciais construídos em Goiânia já incorporaram essas tecnologias para se adaptarem às mudanças climáticas. Soluções arquitetônicas para diminuir temperatura interna, vidros ecoeficientes, uso de energias renováveis, caixas de retenção de água das chuvas estão entre as iniciativas de hoje que podem ser a solução para o futuro.

Uso de energia solar

No condomínio residencial Sinfonia, que está sendo construído pela Loft Construtora, empresa especializada em edif**ações sustentáveis, o uso racional da eletricidade é um diferencial. O empreendimento utilizará placas fotovoltaicas localizadas no alto da torre e dispositivos de geração de energia limpa.

O sistema fotovoltaico consiste na instalação de painéis com células fotovoltaicas no telhado do empreendimento, que captam a energia solar e a converte em eletricidade. A carga gerada é transmitida para a rede de distribuição da concessionária de energia local e, ao final do mês, a energia produzida pelo sistema entra como saldo e é abatida da conta de luz mensal.

Embora tenha uma matriz energética considerada limpa, a participação das fontes não renováveis como petróleo e carvão mineral respondem ainda por 56,5% da matriz, segundo dados do último levantamento divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com dados referentes a 2016, o que traz um sério problema de qualidade do ar e o inevitável fim dos recursos naturais usados para a geração desses tipos de energia.

“Ao utilizarmos uma fonte de energia renovável, que é o sol, temos um impacto zero ao meio ambiente. Além do mais estamos usando um recurso muito abundante no Brasil, principalmente na nossa região [Centro-oeste]”, destaca o engenheiro da Loft Construtora, Gustavo Veras.

O sistema de placas fotovoltaicas já está chegando inclusive aos empreendimentos econômicos. A MRV Engenharia já lançou dois residenciais em Goiás com este diferencial - Residencial Parque Gran Cielo em Goiânia, e o Residencial Arcos do Campo, em Anápolis. O residencial faz parte das novas linhas de produtos da construtora e contará com o uso da energia solar fotovoltaica nas áreas comuns do residencial.

Desde o ano passado, a empresa vem nacionalmente ampliando o número de unidades habitacionais com este diferencial e irá investir R$ 800 milhões para que, até 2021, todos os seus empreendimentos sejam lançados com essa tecnologia. “Os benefícios são imensuráveis. Ter empreendimentos ecologicamente corretos está entre os valores da empresa e é isso que buscamos a cada dia”, explica Raphael Paiva, diretor de produção da da MRV Engenharia. Segundo ele, a eletricidade é o segundo item que mais impacta no valor da taxa de condomínio, representando entre 10% a 17% do custo condominial. Mas esse impacto é minimizado com a instalação de sistemas de energia fotovoltaica, que fará esse percentual reduzir signif**ativamente”, esclarece Raphael Paiva.

Contra enchentes e alagamentos

A drenagem urbana já é um dos problemas críticos de Goiânia e tende a piorar. Um em cada cinco goianienses afirma que o bairro onde mora f**a alagado em consequência das chuvas e entre estes, 41,3% diz que isto ocorre toda vez que chove. Os dados integram uma pesquisa realizada pela Rede de Monitoramento Cidadão (RMC), uma iniciativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com o apoio financeiro da Caixa Econômica Federal. Os dados foram coletados em outubro de 2017.

Especialistas explicam que os alagamentos são resultado da urbanização sem planejamento, que influencia diretamente no aumento da intensidade das chuvas e reduz as áreas permeáveis das cidades. Em outras palavras, a concentração de concreto gera dois problemas: a diminuição das áreas permeáveis, que dificulta a absorção das chuvas e gera alagamentos; e o aumento da severidade do microclima, o que influencia diretamente a quantidade de água que cai do céu.

“As cidades vão crescendo e isso influencia o microclima, há um maior aquecimento da região central devido à pavimentação, entre outros fatores. Isso tem relação com o aumento das pancadas de chuvas rápidas. Elas deixaram de ser distribuídas em 24 horas, o famoso ‘invernou’ acabou”, diz a chefe do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Goiás, Elizabete Ferreira.

Diante desses transtornos, os modernos projetos imobiliários prevêem soluções de drenagem sustentável. É o caso do condomínio Residencial Ecovillaggio Castelo Branco, cuja área de lazer está sendo implantada sobre o terreno natural, sem escavações para subsolos ou qualquer alteração. Até as mangueiras plantadas há mais de 50 anos no terreno serão mantidas. No total, os 2.856 m² da área do empreendimento servirão como uma válvula de escape para o escoamento da água da região.

Segundo o engenheiro civil e diretor da Loft, Gustavo Veras, a medida foi pensada no sentido de se preservar o meio ambiente e o bem-estar, uma vez que os moradores terão maior contato com o natural. “Havia a possibilidade de construirmos mais uma torre com apartamentos, mas optamos sempre por fazer um espaço que agregue maior qualidade de vida e manutenção do meio ambiente”, comenta Gustavo Veras que também é diretor de meio ambiente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-GO).

O engenheiro Gustavo Veras explica que é fundamental que a cidade continue investindo em áreas verdes para se compensar a concentração do concreto. “Apesar de Goiânia ser uma cidade com grande presença de verde, é preciso ir além. Uma alternativa é incentivar empreendimentos que preservem maior percentual de áreas verdes, piso permeáveis e outras medidas de drenagem urbana sustentável”, diz. Outra medida sustentável, ele cita, são os telhados verdes que já estão sendo utilizados em alguns residenciais de Goiânia.

Ele lembra também que é importante se investir em soluções para adequar a infraestrutura de drenagem urbana para a atual realidade. “Há 50 anos, quando ela foi implantada, o comportamento das chuvas era diferente”, diz. E ele completa: “Se não tem espaço para a água escoar subterranemente, esta água vai escorrer sobre as ruas e passeios. Há também a manutenção ineficiente desta infraestrutura, algo que atrapalha o escoamento”, complementa.

Reuso de água

No condomínio residencial Sinfonia, da Loft Construtora, as plantas que enfeitarão o local serão nativas do Cerrado, ou seja, serão espécies que irão requerer menos água e manutenção. A água que será consumida pelo condomínio também receberá atenção especial. Sistemas de reúso das águas cinzas - provenientes de lavatórios e chuveiros – serão tratadas e reutilizadas na limpeza das áreas comuns, Irrigação dos jardins e descarga dos vasos sanitários dos apartamentos.

Dois empreendimentos já construídos pela construtora já contam com o sistema. Um deles é o Residencial Ecovillaggio Jardim Bela Vista, em Aparecida de Goiânia, o qual tem um alívio na conta de água graças à implementação de uma tecnologia de reciclagem da água proveniente dos lavatórios e chuveiros dos banheiros. O síndico do residencial, Alessandro Dias, estima que “se não tivesse o sistema de reúso da água, haveria um acréscimo entre 20% e 30% nos gastos com água”. No local, cerca de 200 carros também são lavados mensalmente com a água reutilizada.

O Residencial também possui um sistema de captação das águas da chuva, a qual é armazenada num reservatório de 15 mil litros, e que, junto à água cinza proveniente dos lavatórios e chuveiros, é utilizada na irrigação dos jardins e limpeza de áreas comuns.

E se fosse elétrico?Os custos de operação dos veículos elétricos são muito mais baixos, além de estes serem mais confort...
01/06/2018

E se fosse elétrico?
Os custos de operação dos veículos elétricos são muito mais baixos, além de estes serem mais confortáveis

Diante do caos dos últimos dias como consequência da greve dos caminhoneiros, fico imaginando como essa história seria contada pela minha filha de 9 anos a seus filhos e netos: para mover os veículos, era utilizado um combustível líquido. Funcionava assim: das profundezas do mar retiravam um líquido preto chamado petróleo, que seguia para industrias enormes chamadas refinarias, onde era transformado num líquido amarelado, que conhecemos como gasolina e diesel. Este líquido era transportado em caminhões por milhares de quilômetros pelas estradas e entregue em postos de venda de combustível.

Para andar com o veiculo, a gente se dirigia a estes postos e colocava o líquido no motor e com ele conseguia andar cerca de 400 quilômetros. Quando acabava o combustível, você procurava um destes postos de combustível para reabastecer. Daí, o preço deste combustível líquido começou a f**ar muito alto, e houve uma greve dos caminhoneiros; não tinha como entregar combustível, e virou o caos.

Cerca de 60% do transporte de cargas no Brasil são feitos por caminhões. Uma parte importante poderia ser revertida para outros modais, como ferroviário, aéreo ou de navegação, mas, ainda assim, parte da carga geral destinada a conectar distâncias menores ou pulverizadas precisa do transporte rodoviário.

Parece incrível, mas quase 15% de toda carga transportada no Brasil é o próprio combustível e, por se tratar de carga muito especif**a, é quase sempre um frete de retorno vazio. Uma gigantesca ineficiência.

Num sistema de transporte baseado em eletricidade, essa ineficiência desaparece, pois a energia circula pelo sistema integrado de energia elétrica. Postos de recarga podem ser estabelecidos de forma rápida em qualquer lugar e ainda serem carregados com energia solar produzida no local. Embora o investimento inicial seja alto, os preços estão caindo rapidamente e, dentro de poucos anos, já serão plenamente competitivos com veículos a combustão. Os custos de operação dos veículos elétricos são muito mais baixos, além de estes serem mais confortáveis, terem melhor performance e reduzirem drasticamente a poluição local e as emissões de gases do efeito estufa.

Apesar dos óbvios benefícios, a eletrif**ação do transporte tem sido solenemente ignorada nas políticas de transporte, mobilidade e desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil, como mostra a recente licitação de ônibus urbanos em São Paulo ou o Plano Rota 2030, com incentivos para a indústria automobilística desconectados dessa realidade.

O futuro do transporte passa pela eletrif**ação. Que a crise atual, pelo menos, sirva para acelerar a sua implementação.

Tasso Azevedo é engenheiro florestal

Endereço

Angra Dos Reis, RJ
23944-000

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