07/08/2026
Eu estou dizendo tudo isso não só como um desabafo, mas também como um alerta.
No meu dia a dia, como consultora empresarial, eu encontro muitas mulheres que, sem perceber, foram se anulando em prol da própria empresa. Muitas já não sabem mais o que significa cuidar de si. Não têm um hobby, não praticam um esporte, não fazem terapia, não reservam um tempo para simplesmente existir além do trabalho.
A rotina delas se resume a acordar, ir para a empresa, passar o dia inteiro resolvendo problemas, voltar para casa exaustas — ou, muitas vezes, continuar trabalhando de casa —, dormir e repetir tudo no dia seguinte. Dentro de casa, fazem apenas o essencial, porque já não sobra energia para mais nada.
E, aos poucos, isso vai roubando algo muito maior do que o tempo: vai roubando a própria essência. Elas deixam de reconhecer quem são fora do CNPJ. Perdem a essência dentro de casa, nos relacionamentos e até consigo mesmas.
Eu já ouvi frases que me marcaram profundamente: “Eu nem sei mais quem eu sou fora da minha empresa.” “Eu não sei mais quem eu sou.”
Isso deveria acender um sinal de alerta para todas nós.
Porque a verdade é que ninguém sabe o preço que a vida vai cobrar amanhã.
O tempo que a gente deixa de viver, os momentos que a gente deixa de experimentar e a mulher que a gente vai deixando para trás… isso ninguém devolve.
Vai ter dia de muito trabalho. Vai ter fase em que será preciso fazer o que precisa ser feito. Mas isso não pode significar abrir mão, para sempre, de quem você é.
Vale a pena construir uma empresa de sucesso. Só não vale deixar de construir a sua vida no processo.