05/09/2023
Satish Kumar, ambientalista e pacifista indiano, diz que humanidade hoje vive uma fantasiosa separação entre ser humano e natureza.
"A economia é baseada no mundo natural e, portanto, se não houver água, solo, madeira, animais, de onde virá a economia?"
"A economia é um meio para um fim, e o fim é o bem-estar humano e o bem-estar planetário. Mas não temos isso", diz o educador, para quem a economia praticada no mundo atual se distanciou tanto de seu sentido original (eco, do grego "oikos", é lar ou local de morada, e "oikonomia" é sua administração) que deveria se chamar "dinheironomia".
"Enxergamos a natureza como algo separado de nós, algo inferior. Só que nós também somos natureza."
Ele defende a redução do crescimento econômico e da produção e do consumo excessivos. Propõe a "simplicidade elegante", modo de vi- da de baixo impacto, com foco no "ser" e não no "ter", que dá título a um de seus poucos livros lançados no Brasil.
"Nossa educação convencional, criada durante a Revolução Industrial, está obsoleta. Ela pensa que os jovens não têm corpo nem coração nem mãos nem pernas, e só ensina a cabeça, e apenas metade dela. Todos temos dois hemisférios do cérebro. O esquerdo é o hemisfério racional. O direito é o hemisfério da imaginação, da arte, do relacionamento, da compaixão. Nossa educação tem gastado bilhões apenas educando a metade esquerda do cérebro. Isso é trágico."
"A educação não deve ser apenas para empregos, deve ser para a vida. A maioria dos empregos é muito destrutiva. Eles poluem, desperdiçam e só enxergam a natureza como recurso para a economia. Então, precisamos de uma revolução na educação para torná-la centrada na natureza, na vida e na Terra."
"Para evitar futuras pandemias, precisamos reduzir nosso impacto no ambiente e nosso consumo de carne e ter uma agricultura orgânica, mais humana e em menor escala."
Esses são só alguns trechos, corre lá e leia na íntegra (link na bio).
Nós, no impulso eco, concordamos 100%. Essa reportagem traduz o "porquê" e o "para que" da nossa existência!
Só vamos que a transformação e a regneração, individual e coletiva, nos aguardam.