Unigrain Agrobusiness Representações LTDA

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21/05/2015

O homem está impossível
:. Nada está tão ruim...
:. ... que não possa piorar
:. O homem está impossível
:. Desta vez é diferente?
:. Uma solução para Petrobras
:. Embraer de volta ao holofote ---> Exclusivo para quem é PRO
:. A indústria do ócio ---> Exclusivo para quem é PRO
:. Uma ação de qualidade para o longo prazo ---> Exclusivo para quem é PRO

Agradeço àqueles que enviaram CVs para o nosso email. Estamos avaliando rigorosamente todos eles e, em breve, teremos novidades em nosso time.


00:18 - Nada está tão ruim...

O índice IBC-Br marcou retração de 1,07% em março. A expectativa, que já não era boa, apontava queda bem menos expressiva, na casa de 0,5%.

Observe: as expectativas de consenso têm sido recorrentemente frustradas. O que isso quer dizer?

Que o mercado, meses atrás taxado de “terrorista” e “pessimista”, na verdade, tem se provado um grande otimista.

E que as projeções atuais, de encolhimento de 1,2% do PIB este ano, precisam ser revisadas para baixo.

Mesmo sem apagão (vimos ontem que a queda do consumo com a desaceleração econômica está resolvendo esse problema), mantemos projeções de queda próxima de 2%.

A projeção do governo, recentemente revisada, é de queda de 0,9% da economia neste ano. Se bem que o IBC-Br não deve afetar essa...

Para o governo, o indicador só tem sido parâmetro para o PIB quando sobe.


01:20 - ... que não possa piorar

A deterioração econômica não está só.

O mercado tem errado consistentemente em outra conta: do ajuste fiscal.

A questão com Levy não é pessoal e tampouco profissional. A questão não é (nunca foi) com Levy...

Seduzido pela retórica, as levyzetes colocaram tudo nos preços...

Agora, preocupado com as derrotas do Governo no Congresso, com votações adiadas para desoneração da folha e recrudescimento das regras para acesso a auxílio-desemprego, correm para tirar.

02:40 - O homem está impossível

Sem o ajuste à sua maneira, Levy procura outras...

Se não consegue fazer o ajuste via redução de despesas, vai na base de aumento da arrecadação.

Depois da intenção de tributação sobre os dividendos e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), e do interesse manifesto de tributação sobre dividendos, a Fazenda defende duas propostas: (i) a extinção do benefício fiscal sobre juros sobre capital próprio (JCP), e (ii) a elevação da CSLL dos bancos de 15% para 17%, ou até mesmo 20%.

Ele ataca por todos os flancos... Não vai faltar incerteza e (des)estímulo para o investimento.

Daqui a pouco, vamos torcer para que esse downgrade do rating venha logo.

Aí, quem sabe, o homem sossegue.

03:30 - Desta vez é diferente?

As ações da Petrobras se recuperam dos tombos consecutivos, liderando as altas do Ibovespa no momento que escrevo.

Os investidores aparentemente ignoram o fato de que a CVM abriu investigação que pode culminar na necessidade de Petro ter de republicar seus balanços de primeiro trimestre, caso comprovada a suspeita de que lançou no primeiro tri contas posteriores a março (!!!).

Segundo matéria da Folha de S. Paulo, a companhia incluirá em seu Plano de Negócios, que será divulgado em junho, um compromisso de que a política de importações seguirá preços de mercado.

Mas, segundo a própria matéria, não terá nenhuma fórmula ou metodologia de reajuste...

Déjà vu?



O que leva a crer que desta esta vez será diferente, e o governo vai abrir mão de do preço do combustível e (por conseguinte) de controlar o seu impacto sobre os índices de inflação?


04:20 - Uma solução para Petrobras

O diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro, afirmou na última segunda-feira que, sim, desta vez é diferente e a companhia tem plena “liberdade” para praticar preços de mercado.

Bom, se ela tem liberdade, só não entendo por que não está fazendo...

A companhia nunca precisou tanto de dinheiro, mas prefere, deliberadamente, operar com defasagem superior a 5% em sua política de importações, contando preço do óleo e câmbio atual?

Sugestão: se o governo quer cobrar da estatal R$ 20 bilhões de diferença do preço do barril da cessão onerosa para ajudar no ajuste fiscal, e agora a empresa está livre da ingerência política, por que a Petrobras não cobra do governo os mais de R$ 55 bilhões de prejuízo que acumula desde 2009 com sua política de importações de combustíveis pró-índices de inflação?

19/05/2015

Caro leitor,
Gostaria de chamar sua atenção para a crescente probabilidade de materialização daquilo que os economistas chamam de estagnação secular.
A questão é muito mais relevante do que, por exemplo, qualquer discussão sobre o ajuste fiscal brasileiro ou o patamar a ser atingido pela taxa Selic.
Ainda assim, tem sido negligenciada por economistas locais e imprensa especializada.
Deixe-me falar um pouco a respeito.
O termo “secular stagnation” foi cunhado por Alvin Hansen, então presidente da American Economic Association, em 1938, ainda sob as mazelas da crise de 1929.
Sua visão era de que a Grande Depressão representaria o início de uma nova era, associada a desemprego alto e duradouro e estagnação da economia.
Haveria duas variáveis explicativas principais para a hipótese de estagnação secular: i) redução da taxa de natalidade; e ii) excesso de oferta de poupança sobre os investimentos, o que derrubaria a taxa real de juro de equilíbrio potencial para baixo de zero, engendrando enfraquecimento da demanda agregada - isso porque, a princípio, as taxas de juro efetivamente praticadas não podem ser negativas.
Pouco tempo depois, a eclosão da Segunda Guerra Mundial entregou evidências para impedir que a hipótese fosse estendida para período de tempo mais dilatado. Diante da necessidade de ampliar o orçamento militar, os gastos públicos aumentaram fortemente, preenchendo qualquer eventual espaço deixado pela fraqueza de demanda agregada.
Em paralelo, a geração do pós-guerra experimentou mudança dramática na dinâmica populacional dos EUA, no clássico “baby boom”, apagando em termos práticos o problema de excesso de poupança ligado ao envelhecimento da população.
Recentemente, a ideia de estagnação secular foi resgatada por Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro dos EUA. Segundo Summers, a situação atual da economia norte-americana e dos países industrializados em geral é tal que impossibilita a coexistência entre crescimento econômico saudável e estabilidade financeira.
De novo, o cenário decorreria de um excesso de poupança sobre o investimento, levando a taxa natural de juro ao negativo. E como haveria problemas estruturais em manter o juro abaixo de zero, os desequilíbrios estariam semeados.
A conclusão é dura: os países industrializados têm de escolher entre bolhas de ativos e baixo crescimento econômico.
Definitivamente, não é um quadro positivo.
Veja, por exemplo, o que acontece com a economia norte-americana. Após o crescimento pífio no primeiro trimestre, de apenas 0,2%, as estimativas de consenso apontavam inicialmente para um incremento do PIB da ordem de 3% entre abril e junho.
Agora, porém, as projeções já começam a ser revisadas para baixo fortemente.
Ainda mais emblemáticas, as estimativas do modelo proposto pelo Fed de Atlanta, que vêm se mostrando bastante assertivas, sugerem outra performance bastante fraca no segundo trimestre.
A dinâmica recente sugere algo perverso: talvez o baixo ritmo de expansão da economia dos países desenvolvidos tenha vindo pra f**ar.
Mas o que faremos nesse quadro de estagnação se os juros já estão zerados? Qual a capacidade de resposta dos formuladores de política econômica? Lançaremos um novo QE (quantitative easing ou afrouxamento quantitativo), sabendo que os anteriores não foram suficientes para estimular a economia? Faremos isso indefinidamente, jogando dinheiro no sistema inflando bolhas de ativos por todo o mundo?
Há três gráficos abaixo. O primeiro descreve a evolução das estimativas de consenso para o segundo trimestre de 2015. O segundo mostra a diferença das estimativas de consenso para o prognóstico do Fed de Atlanta. E o terceiro ilustra a grande aderência do modelo do Fed de Atlanta.







Esse quadro está rigorosamente alinhado ao cenário previamente descrito por mim no alerta 10 anos de recessão, que considero o mais importante aviso já produzido pela Empiricus em seus cinco anos e meio de vida.
Recomendo fortemente que você o acompanhe neste link.
Conforme escreveu o gestor Bill Gross em seu mais recente Investment Outlook (perspectivas de investimento), “para a economia global, a trajetória para a normalidade parece bloqueada. Problemas estruturais - a Nova Normal (período caracterizado por baixo crescimento, baixa inflação e baixas taxas de juro) e a estagnação secular, que são resultado de envelhecimento populacional, elevada relação dívida/PIB e substituição tecnológica do trabalho, são fenômenos que parecem ter retraído o crescimento global nos últimos cinco anos e tendem a continuar influenciando à frente.”
Bill Gross sugere que o superciclo de valorização de ativos de risco pode estar próximo ao fim. Ele se junta a um time formado por outros grandes gestores como Stanley Druckenmiller, George Soros, Ray Dalio e Jeremy Grantham para nos alertar para a possibilidade de exaustão dessa trajetória positiva - 35 anos depois, um grande ciclo pode estar chegando ao fim.

Feliz Natal e um Prospero Ano Novo.
23/12/2014

Feliz Natal e um Prospero Ano Novo.

12/05/2014

País baterá meta de exportação de soja

O volume das exportações de soja registrado até agora – 48% maior que o do primeiro quadrimestre de 2013 – é um forte indicador do crescimento da participação brasileira no mercado global e abre a possibilidade de o país ultrapassar a estimativa inicial de 45 milhões de toneladas exportadas em 2014. Os embarques já somam 17 milhões de toneladas e devem f**ar entre 45 milhões e 48,5 milhões (t), apontou ontem a Expedição Safra Gazeta do Povo, no evento de encerramento das sondagens de campo de 2013/14, que reuniu cerca de 200 pessoas.

“Temos o desafio de promover o crescimento sustentável dos grãos e isso passa pelas exportações”, afirma Giovani Ferreira, gerente de Agronegócio da Gazeta do Povo. Para Marcelo Garrido, economista do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, os negócios no exterior também têm papel fundamental para os produtores paranaenses, que no ano passado exportaram metade (7,9 milhões de toneladas) da produção de soja do estado. “Estimamos um desempenho igual ou superior neste ano”, estima.

Este é o segundo ano em que o Brasil ocupa a posição de líder nas exportações de soja. Em 2013, ultrapassou os Estados Unidos em 6 milhões de toneladas. Neste ano, mesmo com a retomada dos embarques norte-americanos, devem manter vantagem de pelo menos 1,5 milhão (t). Para isso, basta que o Brasil mantenha embarque de 3,5 milhões de toneladas ao mês até dezembro, volume que corresponde a 43% do embarcado em abril, quando deixaram o país recordes 8,2 milhões de toneladas (185 navios).

A Expedição Safra mostrou que, além de aumentar a produção, o país destina uma parcela cada vez maior da colheita ao mercado externo. Em uma década, a produção cresceu 67% e as exportações, 95%. As vendas externas davam destino a 48% da produção e agora consomem até 56%, considerando a colheita do último verão, consolidada em 87,1 milhões de toneladas.

12/05/2014

Importação de trigo pelo Brasil soma 487,9 mil t em abril
Visitas: 38
12/05
SÃO PAULO - As importações de trigo pelo Brasil no mês passado somaram 487,9 mil toneladas, volume praticamente estável na comparação com abril de 2013, disse nesta sexta-feira a associação dos moinhos com base em números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

As compras externas do cereal do Brasil atingiram 488,8 mil toneladas em abril do ano passado.

O volume do último mês registrou ligeira queda na comparação com as importações de março, que atingiram 512,6 mil toneladas.

Assim como em março, a Argentina se manteve como o principal fornecedor do trigo ao Brasil em abril, com desembarques se 276,6 mil toneladas, informou a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo).

O trigo da Argentina voltou a dominar as chegadas do produto importado ao Brasil em março, após perder a liderança para os Estados Unidos em 2013 e nos dois primeiros meses de 2014, diante de uma oferta limitada no país vizinho por problemas na safra.

Mesmo assim, os EUA forneceram 822,7 mil toneladas para o Brasil no acumulado do ano, contra 692,9 mil toneladas do somatório da Argentina.

Ao final de abril, a Argentina liberou a exportação adicional de 500 mil toneladas de trigo do ciclo 2013/14, com o total exportável na temporada somando 1,5 milhão de toneladas no ano-safra.

O volume liberado pela Argentina, no entanto, equivale a apenas um mês das importações brasileiras, e compradores esperam uma redução de tarifa para compras fora do Mercosul nos próximos meses, o que permitiria aos moinhos comprarem o produto dos EUA com menores custos.

As importações do produto norte-americano pelo Brasil somaram 127 mil toneladas em abril.

O preço médio do produto importado no mês passado foi de 318,17 dólares por tonelada, abaixo dos 356,12 dólares registrados no mesmo período de 2013, mas acima dos 312,10 dólares de março deste ano.

09/05/2014

Oferta global de soja deve aumentar em 14/15, diz USDA
Na esteira da projeção de uma safra recorde, os estoques de soja dos EUA irão mais que dobrar, para 330 milhões de bushels

Ros Krasny, da
inShare
Paulo Whitaker/Reuters
Vista de pés de soja na cidade de Primavera do Leste no Mato Grosso
Vista de pés de soja na cidade de Primavera do Leste no Mato Grosso: Brasil deverá produzir um recorde de 91 milhões de toneladas
Washington - O mundo será inundado com soja na temporada 2014/15, com crescimentos importantes na produção dos dois maiores produtores, os Estados Unidos e o Brasil, disse nesta sexta-feira o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A oferta norte-americana permanecerá pequena, porém, até o início da colheita em setembro.

O USDA elevou sua estimativa para as importações de soja pelos EUA a 90 milhões de bushels para ajudar a cobrir o déficit nos próximos meses.

Mas a safra 2014/15 sinaliza uma história diferente, com a produção mundial aproximando-se de 300 milhões de toneladas, contra 284 milhões de toneladas em 2013/14, puxando também uma forte alta dos estoques globais.

O Brasil deverá produzir um recorde de 91 milhões de toneladas, enquanto os EUA terão uma safra de 98,93 milhões de toneladas, segundo projeções do USDA.

A oferta de milho deve ser ampla, mas não excessivamente grande no próximo ano safra, em parte porque os estoques 2013/14 continuam a diminuir.

O USDA cortou o número para os estoques de milho a 1,146 bilhão de bushels, ante 1,331 bilhão em abril, dando sequência a uma série de reduções iniciadas em dezembro. Para 2014/15, os estoques finais estão previstos em 1,726 bilhão de bushels, acima das expectativas.

A produção de trigo de inverno dos EUA em 2014 deverá ser 9 por cento menor ante um ano atrás, a 1,4 bilhão de bushels. A produção total de trigo é vista em 1,963 bilhão de bushels comparado a estimativas de traders, de 2,046 bilhões, e 8 por cento menor no ano.

O USDA surpreendeu ao elevar os estoques globais de 2013/14 projetados em 10 milhões de toneladas ante o mês atrás, para 168,42 milhões de toneladas. Para 2014/15, os estoques serão ainda maiores, somando 181,73 milhões de toneladas.

A China deve importar apenas 3 milhões de toneladas de milho 2014/15, queda ante as 4,5 milhões de toneladas do atual ano.

Porém os chineses devem manter apetite voraz por soja, com importações projetadas em 72 milhões de toneladas, ante 69 milhões do atual ano. A China responderá por dois terços do total comercializado no mundo no novo ciclo.

09/05/2014

Carregamentos de soja do Brasil seguem para esmagadores no Meio-Oeste dos EUA
sexta-feira, 9 de maio de 2014 11:52 BRT Imprimir [-] Texto [+]
Por Michael Hirtzer

CHICAGO, 9 Mai (Reuters) - Amplos descontos para a soja do Brasil estão criando um inesperado novo mercado para processadores da oleaginosa e criadores de animais dos Estados Unidos no coração da área produtora Meio-Oeste, onde os grãos serão despachados em barcaças.

Embora volumes moderados de soja importada por indústrias dos EUA não sejam raros, já se passaram quase duas décadas desde que fornecimentos oriundos da América do Sul foram descarregados no Golfo da Louisiana e transportados pelo Rio Mississippi até processadores no interior do país.

A atual tendência reverte o fluxo usual do tráfego de barcaças nos portos de New Orleans, que tradicionalmente carregam embarcações com grãos para exportação. Agora estão recebendo os carregamentos.

Uma processadora da CGB Enterprises, em Mount Vernon, Indiana, no Rio Ohio, pagou 30 a 35 centavos por bushel acima do contrato julho da soja na bolsa de Chicago para mais de 10 barcaças (14 mil toneladas) do produto brasileiro para entrega no final de maio e início de junho, disseram quatro fontes do mercado físico nos EUA.

Os grãos foram comprados do Gavilon Group, detido pela trading japonesa Marubeni, disseram as fontes.

"É tipo uma queima de estoque na loja de móveis... uma vez que passou, volta ao preço normal", disse um comprador de soja em uma processadora na Indiana.

Os carregamentos de soja do Brasil que originalmente seguiriam para a China foram ofertados com grandes descontos, uma vez que o maior importador global do grão cancelou importações e deu calotes nas compras.

Os traders dos EUA tiraram vantagem destes preços para comprar até 1,2 milhão de toneladas de soja do Brasil.

As importações totais de soja dos Estados Unidos já contratadas estão perto da projeção recorde de 1,77 milhão de toneladas na safra 2012/13 do Departamento de Agricultura dos EUA.

27/02/2014

Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
Nº 69/2014 fevereiro
Informativo digital sobre temas da cadeia produtiva da soja

Biodiesel agrega valor às cadeias produtivas da soja e da carne bovina

O aumento da mistura compulsória de biodiesel estimulou a ampliação do processamento de soja no Brasil. Segundo a ABIOVE, após a vigência compulsória da mistura, o preço do sebo bovino, que hoje representa 20% de todo o biodiesel produzido no País, atingiu o valor médio de R$ 1.700 por tonelada, em relação a R$780/t entre 2000 e 2007. Outros exemplos de agregação de valor pelo biodiesel: utilização da palma, cultura que atrai investimentos na produção e na extração de óleo no Pará; reutilização de óleos de fritura usados, dos quais se produziram mais de 30 milhões de litros do biocombustível em 2013.

Além de beneficiar o meio ambiente e a saúde e de contribuir para o desenvolvimento social e econômico, o uso do biodiesel proporciona agregação de valor às cadeias que lhe dão suporte, como a da soja e a da carne bovina. O óleo de soja e o sebo bovino são as principais matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel no Brasil.

Cada tonelada de soja esmagada pelas unidades agroindustriais resulta em cerca de 200 quilos de óleo vegetal e 800 quilos de farelo de soja. O óleo, consumido internamente e exportado, é matéria-prima da indústria alimentícia e do biodiesel, e o farelo abastece o mercado de ração animal para aves e suínos. Quanto maior a agregação de valor ao grão de soja, mais elevados são os investimentos e a geração de empregos.

O aumento da mistura compulsória de biodiesel estimulou a ampliação do processamento de soja no Brasil. Entre 2004 e 2007, período anterior à vigência da mistura compulsória de biodiesel no diesel, eram esmagadas em torno de 29,7 milhões de toneladas ao ano. Entre 2008 e 2009, o processamento anual médio atingiu 31,3 milhões de toneladas. Já de 2010 em diante, período que compreende a vigência do B5, esse número saltou para 36,4 milhões de t. Percebe-se, portanto, que o Programa Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB) teve um papel importante na agregação de valor e contribuiu para maior equilíbrio entre a exportação do grão in natura e o seu processamento.




Fonte: ABIOVE

O sebo bovino, outrora resíduo da indústria processadora de carnes, foi comercializado durante oito anos – de 2000 a 2007 – pelo valor médio de R$ 780 a tonelada. Após a vigência da mistura compulsória de biodiesel no diesel, o preço dessa matéria-prima, que hoje representa 20% de todo o biodiesel produzido no Brasil, atingiu o valor médio de R$ 1.700 por tonelada. Assim, o sebo aumentou signif**ativamente sua representatividade no portfólio de negócios dos frigoríficos.




Situações semelhantes ocorrem em outros mercados vinculados ao biodiesel. É o caso da palma, cultura que atrai investimentos na produção e na extração de óleo no estado do Pará. Outro exemplo é a reutilização de óleos de fritura usados, dos quais se produziram mais de 30 milhões de litros do biocombustível em 2013.

A formulação de políticas públicas, no Brasil, precisa levar em conta a importância da agregação de valor aos produtos primários. É de interesse econômico, social e ambiental incentivar maiores níveis de produção e uso de biodiesel no Brasil. A consequência dessa política é a geração de riqueza a partir das cadeias agroindustriais instaladas e em desenvolvimento no País.

10/02/2014

Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
Nº 68/2014 fevereiro

Informativo digital sobre temas da cadeia produtiva da soja

Oportunidade para o biodiesel e demora na decisão do governo

São evidentes as vantagens do biodiesel: econômicas, com a geração de PIB, emprego e renda, sociais e ambientais. Por que a aprovação do novo marco regulatório não sai?

10/2/2014 - O governo está desperdiçando uma grande oportunidade ao atrasar a decisão sobre o novo marco regulatório que rege o mercado de biodiesel. Todas as condições estão dadas para que este importante passo seja dado: em 2014, o País terá mais uma safra recorde de soja, principal matéria-prima na fabricação do biodiesel; o impacto inflacionário no aumento do teor do biocombustível na mistura é ínfimo, o que foi comprovado por vários estudos; a redução de emissões de gases do efeito estufa e a melhora da qualidade do ar nas grandes cidades também já estão comprovadas; e haveria, ainda, maior benefício para mais de 100 mil agricultores envolvidos no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

Outros países que possuem condições menos favoráveis do que a brasileira – como é o caso da Argentina e da Indonésia – já aproveitam o momento, incentivando seus programas de biodiesel com a elevação da mistura compulsória a níveis superiores a 5%.

Como o biodiesel pode auxiliar a Petrobras? - A Petrobras vem arcando com signif**ativa perda de caixa em virtude do subsídio existente ao diesel mineral no Brasil, haja vista que o produto importado chega ao país com preços mais elevados do que aqueles praticados internamente. Desta forma, cada litro de diesel mineral comprado pela estatal é repassado às distribuidoras de combustíveis com prejuízo líquido. Vários fatores contribuem para a deterioração das operações da Petrobras, tais como a falta de um sistema transparente de ajuste de preços e a taxa de câmbio, que caminha para patamares superiores a R$ 2,40/US$.

Dado que a demanda nacional de biodiesel é estabelecida em 5% do consumo do diesel B, qualquer elevação no percentual de mistura compulsória de biodiesel acarretaria uma redução na necessidade de importação do diesel mineral. Sendo assim, há uma relação direta entre a maior produção de biodiesel dentro do território nacional – com todos os benefícios econômicos, sociais e ambientais atrelados – e uma menor quantidade demandada do derivado fóssil de origem estrangeira.

São evidentes as vantagens do biodiesel: econômicas, com a geração de PIB, emprego e renda, sociais e ambientais. Por que a aprovação do novo marco regulatório não sai?
Existe um projeto, elaborado pela Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel (CEIB), que contempla o novo marco regulatório do biodiesel. O texto, finalizado em outubro de 2013, prevê a existência de uma banda (tal como ocorre com o etanol anidro) de mistura compulsória de biodiesel ao diesel, que varia de 5% a 10%. Dessa forma, f**a a cargo do governo a decisão de elevar ou não o percentual de mistura.

Neste ano, que começa com os assuntos energéticos em alta, o governo poderia dar a boa notícia para todos os envolvidos: população, fabricantes e agricultores familiares.

Impacto inflacionário ínfimo - Maiores teores de biodiesel não geram impactos inflacionários expressivos; ao contrário, os impactos são ínfimos se comparados aos benefícios vinculados. Segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), uma elevação de um ponto percentual na mistura obrigatória geraria um impacto menor do que 0,01% sobre o IPCA, e de R$ 0,005 na tarifa de ônibus.

Benefício ambiental - “Benefícios ambientais da produção e do uso de biodiesel”, estudo da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sob a coordenação da Abiove, revela alguns dos ganhos já obtidos com a vigência do PNPB.

Atualmente, com o B5, estão sendo evitadas emissões de cerca de 5,2 milhões de toneladas de CO2eq. por ano. O uso do B6 passaria a evitar algo como 6,2 milhões de toneladas anuais de CO2eq., enquanto que a introdução do B7 representaria 7,3 milhões de toneladas de emissões de CO2eq. evitadas ao ano. O uso de B10 teria representado, em 2013, cerca de 10,4 milhões de toneladas evitadas de CO2eq. e o B20, aproximadamente 20,8 milhões de toneladas. Cada percentual a mais de biodiesel mandatório, no Brasil, é equivalente ao plantio de cerca de 7,2 milhões de árvores.

17/01/2014

Será que realmente o Biodiesel veio para f**ar ou o Brasil tem que investir massivamente no Álcool que é dito por muitos um combustível limpo. Brasil um pais de todos ... TODOS ???????
+++
Bunge fecha fábrica em Passo Fundo (RS) e demite 40 funcionários
Visitas: 39
16/01
Na cidade, apenas armazenagem e atividades comerciais, administrativas e logísticas serão mantidas

A fábrica da Bunge, empresa multinacional processadora de soja, anunciou, nesta quarta-feira, o fechamento da unidade localizada em Passo Fundo/RS. Na cidade do Norte gaúcho, permanecerão apenas as operações de corretagem e armazenamento de grãos. O silo para armazenagem, assim como as atividades comerciais, administrativas e logísticas serão mantidos, mas foram encerradas a fabricação de biodiesel e óleo bruto e a industrialização de farelo de soja.

Segundo um comunicado da empresa, dos 110 funcionários, 40 lotados na operação industrial foram desligados. Os motivos para a a ação, conforme nota, são as condições de mercado e os fatores econômicos, que passaram a favorecer a venda de grãos em detrimento do processamento do grão para se transforme em óleo ou farelo.

14/01/2014

ABIOVE divulga novas estatísticas do complexo soja

Exportações do complexo soja, em 2013, somaram US$ 31 bilhões (+18,5% ante 2012) – cerca de 12,8% das exportações totais do Brasil (10,8% em 2012)

14/01/2014 - Você está recebendo um conjunto de dados estatísticos elaborados pela ABIOVE - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais que lhe permite acompanhar a evolução do processamento da soja em grão, bem como dos estoques, produção, importação e exportação do complexo soja (grão, farelo e óleo).

Os arquivos com os dados consolidados podem ser obtidos na seção “Estatística” do site da ABIOVE (www.abiove.org.br), na área “Arquivo com estatística mensal”, sob o nome “Estatística Mensal do Complexo Soja”.

Recorde das exportações do complexo soja em 2013

Segundo dados publicados pelo MDIC/Secex, as vendas externas do complexo soja, em 2013, somaram US$ 31 bilhões (+18,5% ante 2012) – cerca de 12,8% das exportações totais do Brasil (10,8% em 2012).

Estimativas para 2013 e projeções para 2014

A projeção da safra de soja de 2014 foi elevada para 87,6 milhões de t, 7,4% superior à colheita de 2013 (81,6 milhões de t). O processamento de soja foi projetado em 37 milhões de toneladas, 4,5% superior ao de 2013 (35,4 milhões de t) e as exportações, em 44,5 milhões de t, aumento de 4% ante 2013 (42,8 milhões de t).

A projeção da produção de farelo de soja, em 2014, é de 28,2 milhões de t, 4,8% superior à de 2013 (26,9 milhões de t). O consumo interno está projetado em 14,3 milhões de toneladas, um crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior (14,0 milhões de t). As exportações foram projetadas em 13,7 milhões de t, aumento de 3,8% ante 2013 (13,2 milhões de t).

A projeção da produção de óleo de soja (bruto e refinado) em 2014 é de 7,1 milhões de t, 4,4% superior à de 2013 (6,8 milhões de t). O consumo interno está previsto em 5,8 milhões de toneladas, 5,5% superior ao do ano anterior (5,5 milhões de t), e as exportações, em 1,3 milhão de t, mesmo patamar de 2013.

Variações em relação à estimativa de dezembro

Foram revisados para 42,8 milhões de t (-0,5%) e 13,2 milhões de t (+1,5%), respectivamente, os valores referentes a 2013 das exportações de soja em grão e farelo de soja.

Para 2014, foram alteradas as projeções da produção de soja para 87,6 milhões de t (+1,2%), das exportações para 44,5 milhões de t (+4,0%) e do processamento interno para 37,0 milhões de t (+0,5%). A produção de farelo de soja foi revisada para 28,2 milhões de t (+0,7%) e a de óleo para 7,1 milhões de t (+0,7%). As exportações de óleo também foram aumentadas para 1,3 milhão de t (+4,0%).



Fonte: Assessoria de Comunicação da ABIOVE

Endereço

Avenida Dos Bandeirantes, 277
Atibaia, SP
12.941-680

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

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