18/05/2020
Enquanto as mulheres funcionam como gestoras da casa, os maridos servem como executores. E por isso cabeça de mulher nunca desliga. O tempo todo, mesmo durante os momentos de lazer, elas se preocupam com os afazeres de casa, compras do mercado, o uniforme das crianças, consulta no médico, com a chuva que vai molhar a roupa no varal, com a viagem das férias ou com as contas da casa.
Essa predisposição a não fazer nada – ou esperar por ordens e soltar o clássico “você não pediu” – vem de décadas atrás. Mas difícil é ainda ver famílias com este formato tradicional. Elas saíram para trabalhar. Eles não fizeram questão de cuidar da casa.
Essa falta de preocupação se mantém com as brincadeiras de infância. Aquela velha história: eles brincam com carrinhos, elas com bonecas. Isso é um problema de socialização de gênero. Meninas aprendem a cuidar de bebês com as bonecas. Ou ganham um fogãozinho. Meninos ganham bolas.
Fazer tarefas domésticas não é um agrado para a esposa ou uma “ajuda”. É (ou deveria ser) parte dos afazeres de um casal – e os homens precisam entender isso de uma vez por todas. Os dois moram juntos, trabalham e dividem as contas. Logo, nada mais justo do que duas pessoas tomarem conta da casa.
Segundo pesquisas recentes, o infarto passou a ser o maior causador de morte entre mulheres no mundo. Entre os motivos está a carga mental. Com tantas coisas para pensar e cuidar, elas ignoram os primeiros sinais da doença, como fadiga, dificuldade para respirar, indigestão e fraqueza. Afinal, normal sentir esses sintomas todos com uma agenda tão cheia. Quando descobrem que o problema é maior, geralmente, passou o tempo ideal para correr ao hospital.
Então, homens, vamos dividir a responsabilidade pela casa e aliviar um pouco o fardo delas?
Luana Bruna, Mãe do Theo, esposa do Daniel, Enfermeira Intensivista Pediátrica e Fundadora da Luana Bruna Assessoria Materno Infantil 🎀
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