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ODConsulting Consultoria dedicada às tendências e perspectivas futuras do mercado global de proteínas animais.

11/03/2026

Partindo para Foz do Iguaçu, onde farei a conferência "La Importancia de la Exportación para el Desarrollo del Mercado Doméstico" para 50 clientes SulAmérica os da Elanco. Em seguida, os guiarei em visita a supermercados para mostrar produtos criados para atender demanda de exportação e que hoje são sucesso no mercado brasileiro. Obrigado à Elanco pelo convite

03/02/2026
23/09/2025

POR QUE HORMÔNIOS NÃO SÃO USADOS
NA ALIMENTAÇÃO DE FRANGO DE CORTE

Antônio Mário Penz Junior
Diretor de Contas Estratégicas
Cargill Animal Nutrition

Desde que a produção intensiva de aves teve seu início, ainda na década de sessenta, os empresários e os técnicos do setor têm convivido com a avaliação, geralmente de leigos, de que estas aves, para serem produzidas, necessitam da adição de hormônios em suas dietas. Na realidade, quando se trata de manifestações individuais e de pessoas de pouca representatividade pública, as consequências são irrelevantes. Entretanto, muitas considerações têm sido feitas por médicos, nutricionistas e representantes de entidades que se preocupam com o bem-estar da sociedade e que repercutem mais signif**ativamente. Esta constatação é absurda e, em algumas circunstâncias, tem comprometido o setor, que f**a obrigado a justif**ar-se, quando na verdade não há qualquer razão para tal, uma vez que a avicultura brasileira e mundial não usa deste expediente para ter o desempenho de suas aves favorecido.

Este fantástico progresso no desempenho das aves não está sustentado na perspectiva milagrosa de que um determinado produto (hormônio), quando adicionado à alimentação dos animais, pode promover um rápido crescimento. Este progresso está baseado, fundamentalmente, em pesquisa nas áreas de genética, nutrição, sanidade e no entendimento das relações destes conhecimentos através de boas práticas de manejo na produção destes animais. As aves são os animais domésticos que têm um dos maiores grupos de pesquisadores trabalhando para melhor conhecê-las e melhor produzi-las. Inclusive, é signif**ativo o número de informações que têm sido obtidas destes estudos e que são aplicadas na produção de outros animais domésticos e para melhorar a saúde dos seres humanos. Já no final da década de setenta, os pesquisadores, a partir dos dados de desempenho observados no passado próximo, podiam prever que os frangos, a cada ano, precisariam um dia a menos para atingir o mesmo peso obtido no ano anterior. Esta estimativa vem se confirmando e tudo indica que, pelo menos por mais alguns anos, estes valores continuarão sendo observados. Mais uma vez insisto no questionamento de que todo este avanço tecnológico não pode estar baseado na maior ou menor quantidade de hormônio que as aves possam receber diariamente. Ou que elas dependem da adição de hormônios para expressar seus potenciais genéticos.

Tentando justif**ar o absurdo, inicialmente gostaria de sustentar minha argumentação pelo lado legal do uso de hormônios ou de substâncias citadas como quimicamente semelhantes aos hormônios. No Brasil, o emprego destas substâncias em aves é formalmente proibido desde 2004 (Instrução Normativa 17, de 18.06.2004). Desta forma, não há possibilidade de livre comércio destas substâncias em nosso País. Sendo assim, o primeiro impasse que a indústria avícola teria que superar seria o contrabando contínuo e sistemático de produtos que tivessem hormônios em suas composições. Pelo tamanho da indústria avícola brasileira e pelo volume de ração produzido para frangos de corte no Brasil (37 milhões de toneladas de ração, em 2024), este comércio seria impossível de ser mantido sem que ocorresse qualquer denuncia clara, objetiva e não as simples especulações levianas do emprego sistemático delas.

Claro que alguém mais interessado em levar a discussão adiante poderia afirmar que nem toda a indústria avícola poderia se valer deste expediente. Isto seria outro absurdo pois a maioria das empresas avícolas brasileiras tem seus resultados de produção avaliados e comparados formal ou informalmente. Como poderia uma determinada empresa se satisfazer com piores resultados sistemáticos sem tentar identif**ar o que as demais estariam fazendo para ter melhores desempenhos de seus frangos? O grau de relacionamento dos técnicos e empresários da avicultura brasileira, através de órgãos de classe e de sociedades científ**as, é tão intenso que este "segredo de Estado" seria impossível de ser mantido pelas empresas conhecedoras desta tecnologia indevida.

Porém, ainda no campo da especulação, seria impossível desconhecer o benefício dos hormônios pois a literatura técnica disponível é universal e de livre acesso a qualquer técnico que tenha curiosidade ou interesse em consultá-la. E aqui está o ponto mais importante. A maioria das informações disponível na literatura internacional indica resultados controversos de qualquer hormônio no benefício do desempenho dos frangos de corte. No passado foram estudadas dr**as beta-adrenérgicas, também chamadas de substâncias semelhantes aos hormônios, na alimentação dos animais domésticos. Teoricamente, elas permitem a redução da concentração de gordura a aumentam a concentração de proteína nas carcaças de frangos de corte e de outros animais domésticos. Entretanto, os resultados têm demonstrado que em frangos de corte os benefícios são extremamente controversos onde, na maioria das vezes, elas não promovem qualquer benefício, quando usadas da forma recomendada. Insisto em dizer que este tipo de informação não é privado. Encontra-se divulgado na literatura científ**a internacional e, por consequência, disponível a qualquer indivíduo que esteja interessado em ter informação sobre o assunto. Um outro fator complicador dentro deste tema é de que além dos resultados serem tremendamente contraditórios, os níveis de inclusão para positivamente responderem fariam com que seus custos de aplicação f**assem inviáveis. Mais uma vez, mesmo que a indústria avícola fosse, na sua totalidade, inescrupulosa e que, coletivamente, não tivesse qualquer sensibilidade com o bem-estar do ser humano, ela não aproveitaria esta alternativa pois, comprovadamente, os resultados são contraditórios e o uso seria impraticável sob o ponto de vista econômico. Outro fato extremamente relevante é que os hormônios do crescimento são proteínas e, como tal, não poderiam ser adicionados às dietas pois seriam digeridos como qualquer outra proteína. Então, os hormônios teriam que ser injetados. Devemos lembrar que em 2024 o Brasil produziu mais de 7 bilhões de frangos, o que seria impraticável, mesmo que fosse possível empregar uma única dose por animal, no seu período de vida.

Outro aspecto importante e que não pode ser ignorado é que um número signif**ativo de empresas avícolas brasileiras exporta frangos de corte para mais de 160 países. A propósito, nosso País é o maior exportador mundial de frangos, superando exportadores tradicionais como os Estados Unidos da América e França. Como a indústria brasileira poderia correr mais este risco de ter seu produto condenado pela presença de alguma substância que viesse a comprometer a qualidade do produto exportado? Aliás, a cautela da indústria brasileira é muito grande e várias substâncias, além de hormônios, não aceitas internacionalmente, não são usadas mesmo nas dietas de frangos que são consumidos no Brasil, para evitar qualquer risco de contaminação cruzada e que poderia comprometer nossas relações comerciais com outros países.

Então, a pergunta que f**a é por que as aves produzidas pela indústria avícola brasileira são tão precoces e tão diferentes daquelas produzidas de forma extensiva, ou em fundo de quintal (galinhas caipiras)? Claro que as primeiras razões já foram abordadas e estão sustentadas por pesquisas voltadas ao aprendizado dos fundamentos básicos do desenvolvimento desta espécie e com a aplicação prática destes conhecimentos ao nível de granja. Os frangos de corte produzidos pela indústria avícola, embora da mesma espécie daqueles produzidos extensivamente, são oriundos de linhagens comerciais, que vem sendo geneticamente desenvolvidas ao longo dos anos, exatamente para serem mais precoces e produzirem carcaças de melhor qualidade. Dentro deste contexto, uma indagação frequente é aquela de porque as carcaças dos frangos de corte, produzidos pela indústria avícola, são muitas vezes menos amarelas, mais pálidas, e têm carcaças menos consistente do que aquela das aves produzidas no fundo de quintal. A resposta para isto é muito simples - mais uma vez nada tem a ver com o emprego de hormônios. A pigmentação amarela dos frangos tem sido menos intensa pelo uso de alimentos que dispõem de menos pigmentos naturais em suas composições e, quando disponíveis, terminam sendo absorvidos pelas aves, como aqueles que têm no milho, alfafa e nos pastos, em geral. Entretanto, fazer um frango mais pigmentado é muito fácil. Porém, a coloração amarela em nada altera a qualidade nutricional da carcaça. Esta característica é puramente estética e há países, como o México, que preferem carcaças mais pigmentadas que aquelas produzidas no Brasil e em alguns países europeus. Cabe ressaltar que o Japão e a Comunidade Européia, no momento, são os mercados importadores mais exigentes e procuram frangos com carcaças pouco pigmentadas. Assim, pigmentar as carcaças custa caro, não promove qualquer benefício na sua qualidade e não está relacionado com o tipo de linhagem genética que foi empregada. Se as galinhas caipiras fossem produzidas sem alimentos ricos nestes pigmentos também teriam suas carcaças menos pigmentadas, menos amarelas. É importante que seja dito que a cor amarela das carcaças de frangos não deve ser considerada como sinônimo de saúde do animal abatido.

A gordura também é um problema bastante discutido e os geneticistas e os nutricionistas têm trabalhado para reduzir a sua concentração nas carcaças. Os avanços têm sido marcantes. Porém, a diferença da gordura das galinhas caipiras e dos frangos de corte de linhagens comerciais está baseada em dois aspectos. As galinhas caipiras são abatidas mais velhas e a relação de água:gordura na carcaça é menor e os pigmentos se fixam nesta gordura. Assim, a gordura destas aves é mais amarela e mais firme. Já os frangos de corte, de linhagens comerciais, são abatidos mais precocemente, onde a relação água:gordura na carcaça é maior e, pelas dietas terem poucos pigmentos a aparência da gordura é menos amarelada. Assim, todas estas diferenças de composição das gorduras das aves oriundas de diferentes linhagens são devidas as suas diferenças genéticas, período de criação e tipo de alimentação empregada. Mais uma vez deve ser dito que estas características não são alteradas pelo uso ou não de hormônios nas dietas.

Portanto, é importante ressaltar que toda e qualquer acusação individual ou coletiva com relação a qualidade das carcaças de frangos de corte deve ser reavaliada, pois tem sido feita de forma leviana e, geralmente, sem fundamento. Confundir hormônio com nutrientes como vitaminas, minerais, amino ácidos etc. tem sido muito comum. Estas ondas podem prejudicar um setor dos mais desenvolvidos em nosso País e que tem gerado emprego, alimento e riqueza e que não pode f**ar com a imagem de que está sendo produzido, de forma irresponsável, como alimento para os brasileiros e os indivíduos de outros países.

23/09/2025

WHY HORMONES ARE NOT USED IN BROILER FEEDING

Antônio Mário Penz Junior
Strategic Accounts Director
Cargill Animal Nutrition

Since intensive poultry production began in the 1960s, industry professionals and technicians have faced the assessment, generally from laypeople, that these birds require the addition of hormones to their diets to be produced. When it comes to individual statements and those of people with little public profile, the consequences are irrelevant. However, many considerations have been made by doctors, nutritionists, and representatives of organizations concerned with the well-being of society and that have a more signif**ant impact. This observation is absurd and, in some circumstances, has compromised the sector, which is forced to justify itself, when in fact there is no reason to do so, since Brazilian and global poultry farming does not use this method to improve the performance of its birds.

This fantastic progress in poultry performance is not based on the miraculous idea that a specific product (hormone), when added to animal feed, can promote rapid growth. This progress is fundamentally based on research in the areas of genetics, nutrition, and health, and on understanding the relationships between these knowledge and practices through good management practices in the production of these animals. Poultry is the domestic animal with one of the largest groups of researchers working to better understand and improve its production. In fact, the amount of information obtained from these studies is signif**ant, and it is being applied to the production of other domestic animals and to improve human health. As early as the late 1970s, researchers, based on performance data observed in the recent past, could predict that chickens would need one less day each year to reach the same weight as the previous year. This estimate has been confirmed, and everything indicates that, at least for a few more years, these values will continue to be observed. Once again, I insist that all this technological advancement cannot be based on the greater or lesser number of hormones that birds can receive daily. Or that they depend on the addition of hormones to express their genetic potential.

Attempting to justify this absurdity, I would first like to support my argument by examining the legal side of the use of hormones or substances considered chemically like hormones. In Brazil, the use of these substances in birds has been formally prohibited since 2004 (Normative Instruction 17, of June 18, 2004). Therefore, there is no possibility of free trade of these substances in our country. Therefore, the first obstacle the poultry industry would have to overcome would be the continuous and systematic smuggling of products containing hormones. Given the size of the Brazilian poultry industry and the volume of feed produced for broilers in Brazil (37 million tons of feed in 2024), this trade would be impossible to maintain without clear, objective reporting, rather than mere frivolous speculation about their systematic use.

Of course, someone more interested in advancing the discussion could argue that not the entire poultry industry could use this method. This would be further absurd, as most Brazilian poultry companies have their production results evaluated and compared formally or informally. How could a particular company be satisfied with systematically worse results without trying to identify what others were doing to improve their chicken performance? The level of ties between technicians and businesspeople in the Brazilian poultry industry, through professional bodies and scientific societies, is so intense that this "state secret" would be impossible for companies familiar with this inappropriate technology to maintain.

However, even in the realm of speculation, it would be impossible to ignore the benefits of hormones, as the available technical literature is universal and freely accessible to any technician who is curious or interested in consulting it. And here lies the most important point. Most of the information available in the international literature indicates controversial results of any hormone in improving broiler performance. In the past, beta-adrenergic drugs, also called hormone-like substances, were studied in the diet of domestic animals. Theoretically, they reduce fat concentration and increase protein concentration in the carcasses of broilers and other domestic animals. However, results have shown that the benefits in broilers are extremely controversial, and in most cases, they offer no benefit when used as recommended. I insist that this type of information is not private. It is published in international scientific literature and, therefore, available to anyone interested in learning more about the subject. Another complicating factor is that, in addition to the tremendously contradictory results, the inclusion levels required to achieve a positive response would make their application costs unfeasible. Once again, even if the poultry industry were unscrupulous and collectively completely insensitive to human welfare, it would not take advantage of this alternative because, demonstrably, the results are contradictory and its use would be economically impractical. Another extremely relevant fact is that growth hormones are proteins and, as such, could not be added to diets, as they would be digested like any other protein. Therefore, the hormones would have to be injected. We must remember that in 2024, Brazil produced more than 7 billion chickens, which would be impractical even if it were possible to administer a single dose per animal throughout its lifetime.

Another important aspect that cannot be ignored is that a signif**ant number of Brazilian poultry companies export broiler chickens to more than 160 countries. Incidentally, our country is the world's largest exporter of chicken, surpassing traditional exporters such as the United States and France. How could the Brazilian industry run this additional risk of having its product condemned for the presence of some substance that could compromise the quality of the exported product? In fact, the Brazilian industry is extremely cautious, and several substances, including hormones, that are not internationally accepted, are not used even in the diets of chickens consumed in Brazil, to avoid any risk of cross-contamination that could compromise our trade relations with other countries.

So, the question remains: why are the birds produced by the Brazilian poultry industry so precocious and so different from those produced extensively, or in backyards (free-range chickens)? Of course, the primary reasons have already been addressed and are supported by research focused on understanding the basic developmental foundations of this species and the practical application of this knowledge at the farm level. Broiler chickens produced by the poultry industry, although of the same species as those produced extensively, come from commercial lines, which have been genetically developed over the years precisely to achieve earlier maturity and produce better-quality carcasses. Within this context, a frequent question is why the carcasses of broiler chicken produced by the poultry industry are often less yellow, paler, and have less consistent carcasses than those of backyard-raised birds. The answer is very simple—once again, it has nothing to do with the use of hormones. The yellow pigmentation of chickens has been less intense due to the use of feeds that contain fewer natural pigments in their compositions, which, when available, end up being absorbed by the birds, such as those found in corn, alfalfa, and pastures in general. However, producing more pigmented chicken is very easy. However, the yellow coloration in no way alters the nutritional quality of the carcass. This characteristic is purely aesthetic, and some countries, such as Mexico, prefer more pigmented carcasses than those produced in Brazil and some European countries. It is worth noting that Japan and the European Community are currently the most demanding importing markets and seek chickens with less pigmented carcasses. Thus, pigmenting carcasses is expensive, provides no benefit to their quality, and is unrelated to the type of genetic lineage used. If free-range chickens were produced without feed rich in these pigments, their carcasses would also be less pigmented and less yellow. It's important to note that the yellow color of chicken carcasses should not be considered synonymous with the health of the slaughtered animal.

Therefore, it's important to emphasize that all individual or collective accusations regarding the quality of broiler carcasses must be reevaluated, as they have been made frivolously and generally without foundation. Confusing hormones with nutrients such as vitamins, minerals, amino acids, etc. has been very common. These trends can harm one of the most developed sectors in our country, which has generated jobs, food, and wealth. It cannot be left with the image of being irresponsibly produced as food for Brazilians and individuals from other countries.

23/09/2025

¿POR QUÉ NO SE UTILIZAN HORMONAS EN LA ALIMENTACIÓN DE POLLOS DE ENGORDE?

Antônio Mário Penz Junior
Director de Cuentas Estratégicas
Cargill Nutrición Animal

Desde el inicio de la avicultura intensiva en la década de 1960, profesionales y técnicos del sector se han enfrentado a la opinión, generalmente de personas comunes, de que estas aves requieren la adición de hormonas a sus dietas para su producción. En realidad, cuando se trata de declaraciones individuales y de personas con poca visibilidad pública, las consecuencias son irrelevantes. Sin embargo, médicos, nutricionistas y representantes de organizaciones preocupadas por el bienestar de la sociedad y con un impacto más signif**ativo han hecho numerosas consideraciones. Esta observación es absurda y, en algunas circunstancias, ha comprometido al sector, que se ve obligado a justif**arse, cuando en realidad no hay razón para hacerlo, ya que la avicultura brasileña y mundial no utiliza este método para mejorar el rendimiento de sus aves.

Este fantástico progreso en el rendimiento avícola no se basa en la idea milagrosa de que un producto específico (hormona), al añadirse al alimento animal, pueda promover un crecimiento rápido. Este progreso se basa fundamentalmente en la investigación en genética, nutrición y salud, y en la comprensión de la relación entre estos conocimientos y las prácticas a través de buenas prácticas de manejo en la producción de estos animales. Las aves de corral son el animal doméstico con uno de los grupos de investigadores más numerosos que trabajan para comprender y mejorar su producción. De hecho, la cantidad de información obtenida de estos estudios es signif**ativa y se está aplicando a la producción de otros animales domésticos y a la mejora de la salud humana. Ya a finales de la década de 1970, los investigadores, basándose en datos de rendimiento observados recientemente, pudieron predecir que los pollos necesitarían un día menos al año para alcanzar el mismo peso que el año anterior. Esta estimación se ha confirmado y todo indica que, al menos durante algunos años más, estos valores se seguirán observando. Una vez más, insisto en que todo este avance tecnológico no puede basarse en la mayor o menor cantidad de hormonas que las aves pueden recibir diariamente, ni en que dependan de la adición de hormonas para expresar su potencial genético.

Para intentar justif**ar este absurdo, quisiera primero fundamentar mi argumento examinando el aspecto legal del uso de hormonas o sustancias consideradas químicamente similares a las hormonas. En Brasil, el uso de estas sustancias en aves está prohibido formalmente desde 2004 (Instrucción Normativa 17, del 18 de junio de 2004). Por lo tanto, no existe la posibilidad de libre comercio de estas sustancias en nuestro país. Por lo tanto, el primer obstáculo que la industria avícola tendría que superar sería el contrabando continuo y sistemático de productos que contienen hormonas. Dado el tamaño de la industria avícola brasileña y el volumen de alimento para pollos de engorde producidos en Brasil (37 millones de toneladas de alimento en 2024), este comercio sería imposible de mantener sin una información clara y objetiva, en lugar de meras especulaciones frívolas sobre su uso sistemático.

Por supuesto, alguien más interesado en avanzar en el debate podría argumentar que no toda la industria avícola podría utilizar este método. Esto sería aún más absurdo, ya que la mayoría de las empresas avícolas brasileñas evalúan y comparan sus resultados de producción de forma formal o informal. ¿Cómo podría una empresa en particular conformarse con resultados sistemáticamente peores sin intentar identif**ar qué hacían otros para mejorar el rendimiento de sus pollos? El nivel de vínculos entre técnicos y empresarios en la industria avícola brasileña, a través de colegios profesionales y sociedades científ**as, es tan intenso que este "secreto de estado" sería imposible de mantener para las empresas familiarizadas con esta tecnología inapropiada.

Sin embargo, incluso en el ámbito de la especulación, sería imposible ignorar los beneficios de las hormonas, ya que la literatura técnica disponible es universal y de libre acceso para cualquier técnico curioso o interesado en consultarla. Y aquí radica el punto más importante. La mayor parte de la información disponible en la literatura internacional indica resultados controvertidos de cualquier hormona para mejorar el rendimiento de los pollos de engorde. Anteriormente, se estudiaban los fármacos beta-adrenérgicos, también llamados sustancias similares a las hormonas, en la dieta de animales domésticos. En teoría, reducen la concentración de grasa y aumentan la concentración de proteína en las canales de pollos de engorde y otros animales domésticos. Sin embargo, los resultados han demostrado que los beneficios en pollos de engorde son extremadamente controvertidos y, en la mayoría de los casos, no ofrecen ningún beneficio cuando se usan según las recomendaciones. Insisto en que este tipo de información no es privada. Está publicada en la literatura científ**a internacional y, por lo tanto, está disponible para cualquier persona interesada en aprender más sobre el tema. Otro factor que complica el asunto es que, además de los resultados tremendamente contradictorios, los niveles de inclusión necesarios para lograr una respuesta positiva harían inviables los costos de su aplicación. Una vez más, incluso si la industria avícola fuera, en su conjunto, inescrupulosa y completamente insensible al bienestar humano, no aprovecharía esta alternativa porque, demostrablemente, los resultados son contradictorios y su uso sería económicamente impráctico. Otro hecho extremadamente relevante es que las hormonas de crecimiento son proteínas y, como tales, no podrían añadirse a las dietas, ya que se digieren como cualquier otra proteína. Por lo tanto, las hormonas tendrían que inyectarse. Debemos recordar que en 2024, Brasil produjo más de 7 mil millones de pollos, lo cual sería impracticable incluso si fuera posible administrar una sola dosis por animal a lo largo de su vida.

Otro aspecto importante que no se puede ignorar es que un número signif**ativo de empresas avícolas brasileñas exportan pollos de engorde a más de 160 países. Cabe destacar que nuestro país es el mayor exportador mundial de pollo, superando a exportadores tradicionales como Estados Unidos y Francia. ¿Cómo podría la industria brasileña correr este riesgo adicional de que su producto sea condenado por la presencia de alguna sustancia que pudiera comprometer la calidad del producto exportado? De hecho, la industria brasileña es extremadamente cautelosa, y varias sustancias, incluidas las hormonas, que no están aceptadas internacionalmente, ni siquiera se utilizan en las dietas de los pollos que se consumen en Brasil, para evitar cualquier riesgo de contaminación cruzada que pudiera comprometer nuestras relaciones comerciales con otros países.

Entonces, la pregunta persiste: ¿por qué las aves producidas por la industria avícola brasileña son tan precoces y diferentes de las producidas de forma extensiva o en traspatio (pollos criados en libertad)? Por supuesto, las razones principales ya se han abordado y están respaldadas por investigaciones centradas en comprender los fundamentos del desarrollo de esta especie y la aplicación práctica de este conocimiento en las granjas. Los pollos de engorde producidos por la industria avícola, aunque de la misma especie que los de producción extensiva, provienen de líneas comerciales, que se han desarrollado genéticamente a lo largo de los años precisamente para alcanzar una madurez temprana y producir canales de mejor calidad. En este contexto, una pregunta frecuente es por qué las canales de los pollos de engorde producidos por la industria avícola suelen ser menos amarillas, más pálidas y menos consistentes que las de las aves de traspatio. La respuesta es muy simple: una vez más, no tiene nada que ver con el uso de hormonas. La pigmentación amarilla de los pollos ha sido menos intensa debido al uso de alimentos con menos pigmentos naturales en su composición, que, cuando están disponibles, terminan siendo absorbidos por las aves, como los que se encuentran en el maíz, la alfalfa y los pastos en general. Sin embargo, producir un pollo con mayor pigmentación es muy fácil. Sin embargo, la coloración amarilla no altera en absoluto la calidad nutricional de la canal. Esta característica es puramente estética, y algunos países, como México, prefieren canales más pigmentadas que las producidas en Brasil y algunos países europeos. Cabe destacar que Japón y la Comunidad Europea son actualmente los mercados importadores más exigentes y buscan pollos con canales menos pigmentadas. Por lo tanto, pigmentar las canales es costoso, no mejora su calidad y no está relacionado con el tipo de linaje genético utilizado. Si se criaran pollos de corral sin alimento rico en estos pigmentos, sus canales también serían menos pigmentadas y amarillas. Es importante destacar que el color amarillo de las canales de pollo no debe considerarse sinónimo de la salud del animal sacrif**ado.

Por lo tanto, es importante enfatizar que cualquier acusación, individual o colectiva, sobre la calidad de las canales de pollos de engorde debe reevaluarse, ya que se han hecho de forma frívola y, en general, infundada. Confundir hormonas con nutrientes como vitaminas, minerales, aminoácidos, etc. ha sido muy común. Estas tendencias pueden perjudicar a uno de los sectores más desarrollados de nuestro país, que ha generado empleos, alimentos y riqueza. No puede quedar con la imagen de ser producido irresponsablemente como alimento para brasileños y extranjeros.

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Barueri, SP
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