Atravessando - Apoio ao Luto

Atravessando - Apoio ao Luto Lara Lüthy - Mentora e terapeuta em luto familiar e infantil

Para ser sincera, meditar nunca foi algo que me atraísse. No entanto, quando perdi meu marido, além da imensa dor, també...
20/10/2023

Para ser sincera, meditar nunca foi algo que me atraísse. No entanto, quando perdi meu marido, além da imensa dor, também fui confrontada com sentimentos intensos de culpa e ressentimento (falarei mais sobre isso em uma postagem na próxima semana). Quase não conseguia aguentar aquilo.

Quando uma amiga me sugeriu ouvir uma meditação, minha primeira reação foi de resistência; eu não queria receber conselhos sobre como lidar com o meu luto, especialmente porque já havia enfrentado outra perda significativa e já sabia, de certa forma, como navegar por esse processo. E, além disso, senti absolutamente zero vontade de ouvir uma meditação.

No entanto, eu disse a mim mesma: "Lara, tente, o que pode dar errado? Afinal, as coisas não podem ficar piores do que já estão."

Então segui o conselho da minha amiga e comecei a ouvir a meditação guiada diariamente. Posso afirmar que isso me ajudou profundamente durante meses, enquanto enfrentava este desafio. À medida que o tempo passou e comecei a aceitar melhor minha perda, meus sentimentos evoluíram, e a necessidade da meditação diminuiu.

O luto pela perda de um ente querido é uma experiência singular para cada pessoa. Embora não possamos oferecer recomendações universalmente aplicáveis, a meditação pode ser uma aliada e companheira durante o processo de luto. Ela pode tornar a fase mais intensa do luto mais suportável e ajudar a passar e expressar os sentimentos.

Sempre enfatizo o que digo a todas as pessoas que atendo: se algo lhe trouxer bem-estar e auxílio, é uma ferramenta valiosa. No entanto, se você sentir que está lhe fazendo mal, é importante parar, o mesmo vale para a meditação.

Mais na frente, adaptei uma nova meditação para mim, que me ajudou a me conectar com meu marido falecido, e decidi compartilhá-la aqui com todos que estão passando pelo luto.

A meditação está disponível gratuitamente neste link: https://youtu.be/0_P8kVuH-y4 (Acesse o link na bio)

Espero que ela possa ser uma fonte útil de conforto e apoio para você, assim como foi para mim. 🙏❤️

Neste mês, da Conscientização da Perda de Bebês quero dedicar um momento de reflexão à dor provocada pela perda de um be...
14/10/2023

Neste mês, da Conscientização da Perda de Bebês quero dedicar um momento de reflexão à dor provocada pela perda de um bebê.

Frequentemente, essa perda que ocorre durante a gestação ou nos primeiros dias ou meses após o nascimento, é completamente subestimada e não reconhecida pela sociedade.

Mesmo que o bebê nunca tenha sido levado para casa e poucos tenham tido a oportunidade de conhecê-lo, para aqueles que o carregaram, amaram e sonharam com seu futuro, a perda é profunda e avassaladora.

A duração da vida não mede a intensidade do amor, e essa é uma verdade importante a ser compreendida. O vínculo com um bebê começa no momento em que se conhece a sua existência (e em alguns casos até antes).

Neste momento, gostaria de chamar a atenção não apenas para a dor dos pais, mas também para a experiência dos irmãos desses bebês.

Os irmãos compartilham uma relação única e profunda. A perda de um irmão ou irmã significa perder essa conexão única, que não pode ser substituída por ninguém, nem mesmo por outro irmão.

Irmãos, mesmo que não tenham tido a oportunidade de se conhecerem pessoalmente, podem enfrentar uma profunda perda que afeta seu desenvolvimento. Assim como os pais, os irmãos vivos também estabelecem vínculos e aguardam a chegada de seus irmãos.

É de extrema importância reconhecer que a perda de um irmão ou irmã pode deixar uma marca duradoura e impactante. Portanto, é essencial oferecer apoio a essas crianças durante o seu processo de luto, proporcionando espaço para despedida e a preservação de memórias afetivas.

Dessa forma, é importante lembrar que a perda de um bebê tem um impacto profundo em toda a estrutura familiar. Reconhecer essa dor de forma abrangente com compreensão e acolhimento é fundamental.

Se este texto ressoar com você, por favor, compartilhe para aumentar a conscientização.

Muitas vezes, as pessoas que buscam o meu atendimento acreditam que algo está errado com elas, já que a dor da perda par...
06/10/2023

Muitas vezes, as pessoas que buscam o meu atendimento acreditam que algo está errado com elas, já que a dor da perda parece estar aumentando com o tempo.

Logo após a perda, frequentemente experimentamos uma sensação de entorpecimento, onde não conseguimos acessar todos os nossos sentimentos. Alguns chamam isso de estado de choque.

Pessoalmente, prefiro visualizar isso, como uma nuvem cinza que nos envolve, dificultando a nossa visão, prejudicando nossa audição e paralisando nossos sentimentos.

Entretanto, com o tempo, essa nuvem começa a se dissipar, abrindo espaço para as emoções. À medida que gradualmente confrontamos o profundo significado de nossa perda, percebemos que não se trata apenas da ausência física de alguém querido, mas também de inúmeras outras perdas, tais como sonhos, vínculos sociais, hábitos e vivências.

É como se as peças do quebra-cabeça começassem a se encaixar, uma a uma, revelando gradualmente o impacto real dessa perda de forma angustiante. A dor parece crescer e beirar o insuportável.

Mas quando isso vai parar?

Muito se fala no famoso "ano de luto", que sugere que, após um ano, a vida deveria "normalizar". No entanto, a maioria das pessoas enlutadas relata que o primeiro ano após a perda de um ente querido não é o último e, frequentemente, sequer é o mais intenso.

Pesquisadores americanos concluíram que, para perdas significativas são necessários cerca de 3 a 5 anos para uma vida mais "estável". Outras pesquisas falam em até 10 anos! E veja bem, isso não é o fim do processo.

Mas calma, isso não significa passar todo esse tempo preso numa dor insuportável e tristeza total. Significa que durante esse período totalmente individual, experimentaremos a reorganização, mudanças e uma montanha-russa de emoções relacionadas à nossa perda, em formas e graus diferentes.

É fundamental olharmos para nós com paciência, afeto e carinho, pois merecemos o tempo necessário e os cuidados para encontrar um lugar para o nosso amor e saudade eternos.

Se você sente que precisa conversar para entender melhor o luto, me chame inbox estou aqui para ajudar. 🌼💛

Frequentemente, as crianças desenvolvem a crença de que seu comportamento ou pensamento pode ter causado a morte de algu...
29/09/2023

Frequentemente, as crianças desenvolvem a crença de que seu comportamento ou pensamento pode ter causado a morte de alguém querido. Isso ocorre devido ao seu pensamento mágico, que as faz acreditar que têm o poder de influenciar a vida e a morte das pessoas ao seu redor. Não importa a razão da morte, é essencial tranquilizar as crianças sobre os seguintes pontos:

1️⃣ Garantir às crianças que não são culpadas pela morte.

2️⃣ Explicar que seus pensamentos ou comportamentos não têm o poder de provocar a morte de alguém.

Após um suicídio ou a morte de um membro da família que enfrentava problemas de vício, agressividade ou distúrbios psicológicos, é ainda mais crucial fornecer essas afirmações. Pois nessas situações, é comum surgirem lembranças difíceis relacionadas ao falecido, desencadeando autocríticas, como não ter ajudado o suficiente ou ter causado esse comportamento na pessoa falecida.

Essa culpa afeta a autoestima da criança e pode provocar isolamento. Comentários negativos ou ações que diminuam a criança podem aprofundar essas tendências. Portanto, é fundamental lembrar-se de tratar as crianças enlutadas de forma positiva e encorajadora; elas podem precisar de mais elogios e incentivo do que outras crianças.

No entanto, não basta dizer "Você não tem culpa"; a criança também precisa de uma explicação para entender o que aconteceu. Isso pode ser, por exemplo, a condição de saúde do falecido. Além disso, o amor também é fundamental para prevenir a culpa, por isso é importante reforçar:

3️⃣ A pessoa falecida amava a criança.

4️⃣ A pessoa falecida desejava o melhor para o futuro da criança

5️⃣ A criança amava a pessoa falecida, e ela sabia disso.

A partir disso, podem ser estimuladas memórias positivas. Relembre junto com a criança os momentos felizes que ela passou com a pessoa que se foi.

Se precisar de ajuda para lidar com o luto infantil, entre em contato comigo no whatsapp na bio.

Muitos adultos se sentem perdidos ao abordar um tema tão sensível como o suicídio de um familiar com crianças.  Alguns a...
22/09/2023

Muitos adultos se sentem perdidos ao abordar um tema tão sensível como o suicídio de um familiar com crianças. Alguns acreditam que crianças não conseguem compreender a morte, enquanto outros imaginam que elas simplesmente esquecerão, ou que é melhor não contar a verdade.

Há momentos em que acreditamos que o silêncio em torno da morte de um pai ou irmão é a melhor maneira de proteger as crianças que estão de luto. No entanto, estudos com adultos que perderam um dos pais por suicídio quando eram crianças revelam uma perspectiva diferente.

Eles frequentemente compartilham que a parte mais difícil foi o silêncio e as mentiras dos adultos. Sentindo-se excluídas e enganadas, isso abala ainda mais a confiança dessas crianças e intensifica a sensação de abandono.

Uma criança que perdeu um pai ou irmão por suicídio não pode ser protegida da realidade. O que aconteceu se torna uma parte inalterável de sua história de vida. O que essas crianças realmente precisam é do apoio e da segurança proporcionados pelos adultos em suas vidas para ajudá-las a recuperar a confiança em um mundo que foi profundamente abalado.

Elas necessitam de adultos que as auxiliem a lidar com seus sentimentos e memórias de maneira saudável, alguém que esteja sempre disponível para conversar, ouvir e responder suas perguntas. Os adultos não precisam ser perfeitos, o que conta é a autenticidade, a confiabilidade e o acolhimento genuíno.

Com adultos assim ao lado delas, as crianças irão entender que a morte de um familiar, seja por suicídio ou não, faz parte de sua história, mas que suas vidas têm significado para além dessa perda.

Se você se encontra nessa situação e não sabe como abordar o tema com sua criança, saiba que pode contar comigo. Estou aqui para ajudar.

🌟💕 A ludicidade desempenha um papel extremamente importante ao elaborar  o luto com crianças. A criatividade oferece inú...
19/09/2023

🌟💕 A ludicidade desempenha um papel extremamente importante ao elaborar o luto com crianças. A criatividade oferece inúmeras possibilidades, permitindo encontrar abordagens que se adequem melhor a cada uma delas.

Uma atividade que frequentemente sugiro é a criação de uma "Caixa de Memórias", pois cada criança pode organizá-la, decorá-la e preenchê-la de forma única. 📦💕

No entanto, essa prática não é exclusiva das crianças, sendo igualmente benéfica para adolescentes e adultos, podendo ser realizada em conjunto por toda a família, com cada membro criando sua própria caixa!

Eu, por exemplo, ainda guardo a Caixa de Memórias que fiz para meu pai, mesmo após 20 anos de sua perda, e ela continua sendo de grande valor para mim!

A Caixa de Memórias é uma maneira especial e lúdica de preservar e compartilhar lembranças afetivas de uma pessoa amada que faleceu. A ideia é preencher a caixa com itens significativos, como fotografias, cartas, lembranças, objetos pessoais e desenhos relacionados à pessoa. Essa atividade permite uma conexão emocional com as memórias e a expressão de sentimentos e emoções.

A própria criação da caixa, incluindo a decoração, cor e formato, pode fazer parte do ritual de lembrança. 🎨✨

As Caixas de Memórias proporcionam um espaço seguro para homenagear a pessoa amada, auxiliando na preservação de momentos felizes compartilhados. Além disso, podem servir como ponto de partida para conversas significativas sobre a morte e o processo de luto.

Se você está apoiando uma criança enlutada, considere criar uma Caixa de Memórias juntos. Lembre-se de respeitar o tempo e as emoções da criança durante esse processo. 🌷💖

Compartilhe essa informação com alguém que possa se beneficiar desse recurso. Vamos juntos apoiar as crianças que estão enfrentando o luto.

🌿 A dor do silêncio durante o luto é uma realidade complexa, especialmente quando provém de pessoas próximas. Como terap...
15/09/2023

🌿 A dor do silêncio durante o luto é uma realidade complexa, especialmente quando provém de pessoas próximas. Como terapeuta do luto, vejo frequentemente a dificuldade que amigos e familiares enfrentam ao oferecer apoio diante da perda.

Não é apenas a ausência da pessoa falecida que causa sofrimento; é também a sensação de abandono social, muitas vezes resultado da falta de compreensão sobre como agir ou o que dizer.

Lembro-me vividamente de um momento em que um bom amigo, logo após a morte do meu pai, me disse: "Você parece esgotada." Respondi que meu pai havia falecido (ele ainda não sabia), e ele ficou em silêncio por um momento antes de perguntar sobre planos para o final de semana. Fiquei magoada na época. Algumas semanas depois, conversei com ele sobre isso, e ele pediu desculpas, e admitiu que simplesmente não sabia o que dizer e optou por fingir que nada tinha acontecido.

O silêncio dói para quem está enlutado, pois pode transmitir a sensação de que sua dor não é reconhecida ou que os outros não se importam. Entretanto, vale ressaltar que o silêncio também é doloroso para aqueles que desejam ajudar, mas se sentem inseguros sobre como fazê-lo.

Qual é a alternativa? A comunicação aberta e compassiva. Expressar sentimentos, conversar com naturalidade e perguntar de maneira sensível são passos cruciais. Além disso, reconhecer nossa própria dificuldade em oferecer apoio e falar abertamente, admitindo que não sabemos o que "falar ou fazer para apoiar," é um sinal de empatia bem recebido por quem está em luto.

E, acima de tudo, estar presente para a pessoa em luto. Às vezes, o simples ato de mostrar que estamos lá faz toda a diferença. 💫

Você também já se sentiu magoado pelo silêncio em situações como essa?

O luto, por ser uma jornada individual e repleta de mudanças, traz consigo a solidão. Muitos enlutados relatam sentir o ...
08/09/2023

O luto, por ser uma jornada individual e repleta de mudanças, traz consigo a solidão. Muitos enlutados relatam sentir o peso da solidão de forma mais intensa nos fins de semana, especialmente quando perderam um membro da família.

Os dias que costumavam ser preenchidos com atividades em família agora podem ecoar com vazios e silêncios. Até mesmo a simples saída de casa pode se tornar desafiadora, pois o mundo ao nosso redor continua, enquanto nos lembra constantemente de quem perdemos.

Para uma mãe que se tornou viúva, o silêncio da noite, quando as crianças dormem, muitas vezes dá espaço a pensamentos turbulentos, lembrando-a da dura realidade: a de nunca mais compartilhar conquistas, alegrias e desafios dos filhos com seu parceiro.

A solidão também abre portas para o medo, que pode se instalar, especialmente quando as crianças ou a mãe enfrentam doenças: o medo de partir e deixar os filhos órfãos ou o de também perder um filho.

Entretanto, é importante reconhecer que a solidão faz parte do luto, e não necessariamente é algo negativo. Pode ser dolorosa, mas também oferece espaço para algo fundamental: o processo de luto em si.

Há momentos em que precisamos da solidão para processar e expressar nossos sentimentos mais íntimos, sem a presença de ninguém. Para dar espaço aos sentimentos que suprimimos, como o medo, raiva, inveja ou culpa, todos intrínsecos ao processo do luto. Ela também nos oferece um momento para lembrar e homenagear a pessoa que perdemos de maneira única e pessoal.

No entanto, quando a solidão se torna esmagadora, sempre recomendo buscar apoio, seja junto de amigos, familiares ou grupos de apoio. A conexão com pessoas que oferecem um ombro amigo ou que compartilham a compreensão profunda da dor da perda pode proporcionar conforto importante.

Com o tempo, à medida que o processo de luto avança, a solidão tende a diminuir gradualmente. Novas oportunidades para encontrar alegria e significado na vida podem emergir.

Lembre-se sempre de que não precisa lidar sozinha com seu luto; existe apoio disponível para atravessar esse período desafiador. Se sentir a necessidade de apoio, me chame inbox.🫂❤

Como terapeuta e conselheira de luto tenho um profundo conhecimento dos desafios que podem surgir ao apoiar alguém que e...
05/09/2023

Como terapeuta e conselheira de luto tenho um profundo conhecimento dos desafios que podem surgir ao apoiar alguém que está passando pelo luto. Esse processo, que muitas vezes se estende por anos, acrescenta uma camada adicional de complexidade a relacionamentos já existentes.

Compromissos que antes pareciam inabaláveis podem, de repente, se tornar frágeis. As diferenças nos desejos e formas de expressão, que antes não importavam tanto, agora, se tornam mais evidentes e relevantes.

Nesse contexto, muitos dos aspectos que costumavam tornar o relacionamento agradável e enriquecedor são questionados. A pessoa enlutada pode experimentar uma redução temporária na alegria, um declínio no entusiasmo e uma falta de resposta às coisas que antes a deixavam feliz.

É completamente normal e compreensível que, ao apoiar alguém em luto, você também possa se sentir:

🌟Sobrecarregado emocionalmente: Lidar com emoções intensas e a agitação na rotina pode ser desafiador.

🌟Impotente: A falta de conhecimento sobre a morte e o luto e como lidar com essa experiência pode gerar uma sensação de impotência.

🌟Solitário: Em determinados momentos, você pode se sentir excluído, pois a pessoa enlutada está imersa em seu próprio processo de luto.

🌟Preocupado: As preocupações com o possível impacto emocional na pessoa enlutada também são compreensíveis, pois falta conhecimento e existe muita desinformação sobre o que é "normal" em um processo de luto.

Para ajudar a lidar com esses desafios, meu Instagram oferece um amplo conhecimento, dicas práticas e sugestões de ações concretas para fortalecer tanto você quanto a pessoa enlutada.

Tento eliminar esse enorme tabu e peso que recaem sobre a morte, perdas e o luto, pois, posso afirmar que lidar conscientemente com esses temas é muito enriquecedor e a longo prazo. Afinal, a morte é uma parte inevitável da experiência humana.

Se você está com dificuldade para apoiar sua pessoa favorita em luto, me chame inbox que estou aqui para ajudar. Se quiser, fique a vontade para compartilhar sua experiência nos comentários💕

No percurso do luto, ter o suporte certo é de suma importância. Aqui estão 10 sinais de que um profissional pode não est...
28/08/2023

No percurso do luto, ter o suporte certo é de suma importância. Aqui estão 10 sinais de que um profissional pode não estar qualificado para te acompanhar nessa jornada sensível:

❌ Estabelece um prazo para o término do luto: Cada pessoa tem seu próprio tempo para enfrentar a perda, não existe um limite de tempo predefinido e o luto não tem um ponto final.

❌ Menciona estágios ou fases do luto: O luto é único para cada indivíduo e não se enquadra em categorias fixas. Abordagens ultrapassadas usam modelos de fases ou estágios.

❌ Fala em "avaliar" o processo de luto: O luto não precisa ser avaliado, mas sim sentido e vivido, sem julgamentos.

❌ Sugere se desapegar da pessoa falecida: Lembranças e conexões com quem partiu são uma peça fundamentais no processo de luto.

❌ Fala em "cura" do luto: O luto não é uma doença a ser curada, mas sim um processo de adaptação à perda.

❌ Fala em "superar" o luto: O luto não é algo a ser superado, mas sim compreendido, processado e integrado à nossa história.

❌ Encara o luto como um problema: O luto é uma parte natural da experiência humana e não deve ser tratado como um obstáculo a ser superado.

❌ Indica que você está fazendo algo errado: Não existe uma maneira errada de vivenciar o luto; cada um tem sua própria jornada única.

❌ Dita o que você deve fazer: O luto é pessoal e singular, e ninguém pode ditar como você deve lidar com ele.

❌ Acredita saber mais sobre seu luto que você mesmo: Ninguém, independentemente da formação ou vivência, conhece à profundidade sua experiência de luto. Só você tem a perspectiva genuína e íntima do que sente e vive durante esse processo.

Lembre-se, o apoio adequado respeita sua vivência, te escuta e te acompanha no seu ritmo. Você merece trilhar seu caminho de luto sem julgamentos. Minha sugestão é optar por profissionais que estejam comprometidos com a contínua atualização e aprofundamento na área do luto.

Sou Lara Lüthy, terapeuta e conselheira de luto formada. Minha dedicação envolve pesquisa e atualização constantes nesse campo. Estou aqui para oferecer apoio. Se precisar de ajuda, me contate por mensagem direta.

Perder o parceiro que esteve ao nosso lado é uma experiência avassaladora. Eu mesma vivenciei essa jornada dolorosa e co...
24/08/2023

Perder o parceiro que esteve ao nosso lado é uma experiência avassaladora. Eu mesma vivenciei essa jornada dolorosa e compreendo o desafio que ela traz.

Para as viúvas que também são mães, a jornada se torna ainda mais complexa. A transição abrupta para a maternidade solo traz consigo desafios inimagináveis, muitas vezes difíceis de enfrentar.

Tornar-me viúva e mãe solo da noite para o dia me confrontou com perguntas angustiantes. Como seguir em frente após a partida do meu marido e lidar com a repentina pressão financeira enquanto cuidava de um bebê? Como enfrentar o luto do meu filho e gerir a minha própria dor?

A ideia de que precisamos ser fortes para nossos filhos muitas vezes nos impede de processar nosso próprio luto. Não é raro nos encontrarmos, nas primeiras semanas e meses, em um modo de "sobrevivência", concentradas no bem-estar dos nossos filhos, tentando estabelecer uma nova rotina, enquanto nossas próprias dores ficam em segundo plano.

Somente mais tarde, quando a poeira começa a assentar, encontramos espaço para vivenciar o luto e processar nossa própria perda.

Quando finalmente conseguimos assimilar a perda de forma mais consciente, a dor chega com intensidade total. E essa dor avassaladora cresce ainda mais ao testemunhar nossos filhos enlutados pela perda do pai - uma sensação de impotência toma conta, pois muitas vezes não sabemos como apoiá-los.

Nesse momento, não devemos enfrentar o nosso próprio luto e o de nossos filhos sozinhas. Amigos e familiares podem ser um refúgio e um apoio importante, mas reconhecemos que, na prática, nem sempre o são. Eu entendo profundamente essa realidade.

É exatamente nesse ponto que o nosso trabalho como Terapeutas e Conselheiras de Luto entra em cena, fazendo uma grande diferença para pessoas enlutadas.

Você não precisa enfrentar isso sozinha!

Se perdeu seu parceiro e está buscando apoio, saiba que estou aqui para acolher e fortalecer você. Conheça meu atendimento em grupo para mães viúvas ou agende uma sessão individual. Estou pronta para ajudar.

Um abraço apertado. 💕

Endereço

Belém, PA

Horário de Funcionamento

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